"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Luís
Filipe Corte Real Mendes
Alferes Mil.º Pára-Quedista, n.º
35899-B
Brevet n.º 5916
Comandante do
4.º Pelotão da 2.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
3.ª Região Militar (Moçambique)
Cruz de Guerra, de 1.ª classe
(Título póstumo)

Luís Filipe Corte Real Mendes,
Alferes Mil.º Pára-Quedista, n.º
35899-B, titular do brevet n.º 5916,
nascido no dia 12 de Janeiro de
1947, na freguesia de Vila Cortês da
Serra, concelho de Gouveia, distrito
da Guarda.
Incorporado
no dia 21 de Março de 1967 no
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos).
Termina o Curso de Oficiais
Milicianos (COM) na Escola Prática
de Infantaria (EPI - Mafra) no dia 9
de Setembro de 1967 e o Curso de
Pára-Quedismo (2/68) no dia 27 de
Maio de 1968.
Mobilizado
pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Moçambique (3.ª
Região Aérea «LEALDADE E
CONFIANÇA»), embarcou, com destino
àquela província ultramarina, no dia
15 de Outubro de 1968.

Integrado Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»,
como comandante do 4.º Pelotão da
2.ª
Companhia
de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP)
daquele Batalhão.
Faleceu no dia 19 de Dezembro de
1969 na picada Mueda - Mocímboa do
Rovuma, muito perto desta última,
durante a operação «Falcão 1»,
vítima de ferimentos em combate.
Tinha 22 anos de idade.
Está inumado no cemitério da
freguesia de Vila Cortês da Serra,
concelho de Gouveia.
Por Portaria de 16 de Junho de 1970
foi agraciado, a título póstumo, com
a Cruz de Guerra de 1.ª classe, por
feitos em combate.
Paz à sua Alma
Cruz de Guerra, de 1.ª classe
(Título póstumo)
Alferes
Miliciano Pára-Quedista
Luís Filipe Corte Real Mendes
GABINETE DO
SECRETARIO DE ESTADO DA AERONÁUTICA
Ordem a Aeronáutica n.º 19 - 2.ª
Serie de 10 de Julho de 1970
Louvado, a título póstumo, por
proposta do comandante da 3.ª Região
Aérea, o alferes miliciano
para-quedista Luís Filipe Corte Real
Mendes, porque, servindo cerca de
dezasseis meses numa companhia do
Batalhão de Caçadores Pára-quedistas
n.º 31 e tomando parte em todas as
operações que esta companhia
realizou, revelou possuir excelentes
qualidades de valentia, coragem,
sangue-frio e dedicação em todas as
situações em que se encontrou no
comando dos seus homens,
nomeadamente debaixo de fogo
inimigo, tendo por várias vezes
demonstrado ser possuidor do uma
calma e desprezo pela vida, fora do
vulgar.
Oficial disciplinado e
disciplinador, conseguiu, mercê do
optimismo da sua juventude, espírito
de camaradagem, justiça e rectidão
de carácter, formar um grupo uno e
aguerrido, que é reflexo da sua
personalidade de chefe.
No decorrer de diversas operações em
que tomou parte sempre foi digno da
admiração dos seus chefes e
subordinados, em especial no
decorrer da operação Zeta, em que,
devido à sua perseverança, foi
possível localizar importantes
depósitos de material inimigo.
Durante a operação Xiba ficaram mais
uma vez provadas as suas qualidades
de camaradagem espírito de
sacrifício e noção do dever, pois,
tendo sido, por motivos de saúde,
designado para ser evacuado,
recusou, alegando haver camaradas
seus em piores condições do que
aquelas em que se encontrava na
altura.
Quando ferido e morte na explosão de
uma mina num deslocamento auto em
zona do operações, estando em
perfeito conhecimento da gravidade
do seu estado, as suas últimas
palavras foram para desejar as
felicidades dos seus subordinados,
amigos e chefes, não se esquecendo
de dirigir palavras de calma e de
conforto àqueles que com ele tinham
sido feridos, embora com menos
gravidade. A sua calma, desprezo
pela vida e camaradagem muito
facilitaram o tratamento e evacuação
do todos os feridos.
Petas suas
qualidades como homem e como
oficial, merece ser considerado um
exemplo para as forças armadas.
POR PORTARIA DE 16 DE JUNHO DE
1970:
Condecorado, a título póstumo,
com a Medalha da Cruz de Guerra 1.ª
classe o alferes miliciano
pára-quedista Luís Filipe Corte Real
Mendes, do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas n.º 31, por ter sido
considerado nas condições expressas
nos artigos 9.º e 10.º do
Regulamento da Medalha Militar,
aprovado pelo Decreto n.º 35 687 de
28 de Maio de 1946.

Nota:
No recorte
supra está referenciado (na
quadrícula a negro) está
referenciado:
«...Morre em
combate no dia 14 de Dezembro de
1969.»
deve ler-se:
«...Morre em
combate no dia 19 de Dezembro de
1969.»