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Condecorações

Luís Manuel Lemos Alves, Tenente-Coronel de Cavalaria

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

Lu-s-Manuel-Lemos-Alves-350Luís Manuel Lemos Alves

 

Tenente-Coronel de Cavalaria

 

Angola: 1962 a 1964

 

Comandante da

Companhia de Comando e Serviços

Batalhão de Cavalaria 350

«GATOS BRAVOS»

 

Guiné: 1965 a 1967

Distintos-Merito-350

 

Comandante da

Companhia de Cavalaria 1485

«E ASSIM NASCEU BIAMBE»

 

Angola: 1970 a 1972

 

Adjunto / Oficial de Informações e Operações e 2.º Comandante

 

Batalhão de Cavalaria 2902

«XEQUE MATE»

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma, 2 Louvores Individuais, Louvor Colectivo e Medalha de Mérito Militar de 3.ª classe

 

Luís Manuel Lemos Alves, Tenente-Coronel de Cavalaria;


EPIDe 12 a 31 de Outubro de 1959 Tenente de Cavalaria, frequenta o estágio de sapadores para oficiais de artilharia e cavalaria;


De 21 a 26 de Março de 1960 frequenta na Escola CIOEPrática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM» o 13.º curso de métodos de instrução;


De 29 de Maio a 24 de Junho de 1961 frequenta no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE – Lamego) «QUE OS MUITOS, POR SEREM POUCOS, NÃO TEMAMOS» o estágio de guerra subversiva;


Em 30 de Junho de 1961 promovido a Capitão da Escola Prática de Infantaria (EPI - EPCMafra) «AD UNUM»;


Em 12 de Janeiro de 1962, entretanto, transferido para a RC3-2Escola Prática de Cavalaria (EPC – Santarém) «AO GALOPE!... À CARGA!» - «MENS AGITAT MOLEM» e tendo sido mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina BCav350-CCS-350de Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Niassa' rumo ao porto de Luanda, BCav350como comandante da Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Cavalaria 350 (BCav350) «GATOS BRAVOS»;


Em 5 de Abril de 1963 transferido para o comando da Companhia de Cavalaria 352 (CCav352) do CCav352Batalhão de Cavalaria 350 (BCav350) «GATOS BRAVOS»;


RC3-2Em 23 de Março de 1964 embarca em Luanda no NTT 'Vera Cruz' de regresso à Metrópole;


Em 15 de Abril de 1964 colocado no Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE GNROLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»;


Em 18 de Abril de 1964 transferido para o Quartel-General (QG) da Guarda Nacional Republicana RC7-1-C-pia(GNR) «PELA LEI E PELA GREI» em Lisboa;


Em 11 de Outubro de 1965, entretanto transferido para o Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOCANT» - «REGIMENTO DO CCav1485CAIS» e mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


Em 20 de Outubro de 1965 embarca em Lisboa no NTT 'Niassa' rumo ao estuário do Geba, como comandante da Companhia de Cavalaria 1485 «ASSIM NASCEU BIAMBE»;


Em 14 de Março de 1967 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma:


Servi-os-distintos-prata-grCapitão de Cavalaria
Luís Manuel Lemos Alves
 

CCav1485 – RC7
Guiné


Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 8 – 2.ª série, de 1967


Por Portaria de 14 de Março de 1967:


Condecorado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, com palma, por ter sido considerado ao abrigo da alínea a) do artigo 17.º, com referência ao § 2.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Capitão de Cavalaria Luís Manuel Lemos Alves.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na mesma Ordem do Exército, páginas 868 e 869)


Louvado o Capitão de Cavalaria Luís Manuel Lemos Alves, porque, no comando da Companhia de Cavalaria n.º 1485, tem revelado qualidades excepcionais a que as circunstâncias de combate e localização da sua unidade dão maior relevo.


Depois de um período inicial em que as condições de luta foram, por vezes, particularmente duras, recebeu a missão de instalar a sua companhia em região onde existia uma base principal do inimigo, a qual controlava importante e vasta zona. A decisão, entusiasmo, persistência, espírito de sacrifício e combatividade reveladas foram factores importantíssimos para a ocupação, consolidação e desenvolvimento de uma posição em local onde inicialmente nada existia além de uma frondosa árvore, reservada, pelos povos da região às cerimónias do Irã.


Passados sete meses, está realizado um dos mais fortes aquartelamentos das nossa tropas na Guiné, construído totalmente sob o impulso e orientação do comandante da companhia.


Também a zona evoluiu de forma muito favorável nos múltiplos aspectos de controle da população, perseguição aos grupos inimigos e abertura dos itinerários principais.


À acção directa do Capitão Lemos Alves, conduzindo criteriosamente e adequadamente a sua unidade, deve-se em grande parte todos estes resultados, definida pela realização de dezenas de ataques durante os primeiros meses.


De todo o notável trabalho desenvolvido tem resultado honra e lustre para o Exército, pelo que é da maior justiça dar-lhe público relevo e classificar os serviços prestados pelo Capitão Lemos Alves de distintos, relevantes e extraordinários.


Louvor Colectivo - COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 1485:


CTIG-melhorado-280(Despacho do Comandante Militar do Comando Territorial Independente da Guiné)


Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 1485, porque durante o tempo que serviu no Batalhão de Caçadores 1876, o fez com muita dedicação, muita coragem ponderada, muita determinação e muito brilho.


Sendo uma Companhia que muito sofreu e lutou, jamais voltou a cara a quaisquer missões que lhe fossem atribuídas e jamais pôs quaisquer reticências ao seu cumprimento, por mais difíceis que fossem.
CCav1485Antes, porém, integrando-se no espírito de agressividade do Batalhão patenteou bem o desejo firme de fazer sempre mais, propondo e executando operações por iniciativa do seu Comandante, para além do planeamento operacional do Batalhão.


Todos os Oficiais, Sargentos e Praças são merecedores do reconhecimento, da admiração e do respeito que lhe dedica o seu Comandante de Batalhão.


E de entre todos me seja permitido realçar o seu grupo “ÍNDIOS” pela agressividade em combate que sempre patenteou, pela sua decisão, fé e certeza no cumprimento da missão. Sempre os encontrei na primeira linha e algumas vezes houve que refrear-lhe os ímpetos.


Por tudo e ainda pela missão difícil que lhe foi atribuída da implantação de um aquartelamento em terreno inimigo, o que permitiu que a nossa BANDEIRA ali flutue altaneira, é a Companhia e Cavalaria 1485 que para si criou a divisa «E ASSIM NASCEU BIAMBE», digna de ser distinguida e colocada entre as melhores, em terras da Guiné Portuguesa.

 
Pode dizer-se, sem pretensiosismo, que a Companhia e Cavalaria 1485 correspondeu inteiramente à confiança que nela depositavam os seus superiores e mercê da sua actuação e do seu esforço, vê compensados todos os momentos de sofrimento e de luta.


BIAMBE, onde flutua a bandeira verde-rubra é terra portuguesa!


(in Revista da Cavalaria do ano de 1968, páginas 158 e 159)


Em 27 de Julho de 1967 embarca no NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole;


GNRDe 6 de Janeiro a 8 de Fevereiro de 1969, encontrando-se colocado no Quartel-General (QG) da Guarda EPCNacional Republicana (GNR) «PELA LEI E PELA GREI», frequenta na Escola Prática de Cavalaria (EPC – Santarém) «AO GALOPE!... À CARGA!» - «MENS AGITAT MOLEM» o 1.º curso de polícia militar para oficiais do Quadro Permanente (QP);


De 24 de Fevereiro a 12 de Julho de 1969 frequenta no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM – Pedrouços) «NÃO HOUVE FORTE IAEMCAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E CIENTE» o 2.º curso de promoção a oficial superior;

RC3-2
Em 6 de Novembro de 1969 graduado em Major de Cavalaria;


Em 15 de Dezembro de 1969 colocado no Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»;


Em 8 de Janeiro de 1970 nomeado por imposição para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


Em 24 de Janeiro de 1970, entretanto, promovido a Medalha-de-merito-militarMajor, agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 3.ª classe (Ordem do Exército n.º 4 – 2.ª série, de 1970, página 398);


BCav2902-280Em 14 de Fevereiro de 1970 embarca em Lisboa no NTT 'Pátria' rumo ao porto de Luanda, como Adjunto e Oficial de Informações e Operações (OfInfOp) do Batalhão de Cavalaria 2902 (BCav2902-RC3) «XEQUE MATE»;


Em 31 de Maio de 1971 assume funções de 2.º comandante interino do Batalhão de Cavalaria 2902 (BCav2902-RC3) «XEQUE MATE»;


Em 13 de Junho de 1971 regressa ao cargo de Adjunto e Oficial AMilitarde Informações e Operações (OfInfOp) do Batalhão de Cavalaria 2902 (BCav2902-RC3) «XEQUE MATE»;


Em 7 de Março de 1972 embarca na Base Aérea n.º 9 (BA9 – Luanda) em voo TAM-Boeing 707 de regresso à Metrópole, ficando colocado na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;


Em 15 de Maio de 1973 – Louvor - conforme Ordem do Exército n.º 12 – 2.ª série, de 15 de Junho de 1973, página 1464:


"Louvado pela forma meritória e abnegada como desempenhou, quer as funções de oficial adjunto do Batalhão de Cavalaria n.º 2902,, quer, por vezes, as de 2.° comandante interino do mesmo, demonstrando possuir excelentes qualidades profissionais, das quais se acentuam os seus conhecimentos, a sua iniciativa, trabalho e espírito de cooperação.


Nas primeiras funções, quer no planeamento das operações executadas pelo Batalhão em várias regiões do Norte de Angola, quando o mesmo era unidade de intervenção da Região Militar e do Comando-Chefe das Forças Armadas, quer quando em quadrícula no Leste de Angola, além de confirmar qualidades já reveladas, soube viver com entusiasmo as missões atribuídas.


Quando no desempenho das segundas funções, confirmou-se no incremento de vários melhoramentos de muito interesse no aquartelamento, mostrando um dinamismo fora do vulgar.


Dotado de óptimas qualidades morais e de carácter, de grande lealdade e camaradagem, revelou invulgar dedicação pelo serviço e elevado espírito de sacrifício, ponderação e bom senso, sendo ainda um oficial disciplinador, compreensivo e humano.


Por todas estas qualidades, conquistou o Major Lemos Alves a estima e consideração dos seus superiores e subordinados, dando provas de muita capacidade e assinalável eficiência, merecendo por tudo isso que os serviços EMEprestados na Região Militar de Angola, em campanha, sejam considerados de muito mérito."


Em 14 de Junho de 1974 nomeado por imposição para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


Em 15 de Outubro de 1974 regressa definitivamente à Metrópole;


Em 30 de Novembro de 1974 colocado no Estado-Maior do Exército (EME) «NON NOBIS»;


Em 1 de Dezembro de 1974 promovido a Tenente-Coronel.

 

 Lu-s-Manuel-Lemos-Alves-920

 

 

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