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Notícia

Major General Comando Jaime Neves

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Faleceu no dia 27 de Janeiro de 2013, no Hospital Militar, o veterano

Jaime-Alberto-Gon-alves-das-Neves-350

 

Major-General 'Comando' Jaime Alberto Gonçalves das Neves

 

Em Moçambique, durante a Guerra do Ultramar, foi o Comandante do Batalhão de Comandos, aquartelado em Montepuez (Cabo Delgado)

 

24Mar1936 > 27Jan2013

 

 CG-1-1-Colectiva

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Louvor Individual

 

Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª classe

 

Jaime Alberto Gonçalves das Neves nasceu na freguesia de São Dinis, no concelho de Vila Real, em 24 de Março de 1936.

 

Entra em 1953 para a Escola do Exército. Realizou uma comissão de serviço entre os anos de 1958 e 1960.

 

Subsequentemente foi destacado para África, onde cumpriu quatro missões: duas em Angola e duas em Moçambique.

 

Era Tenente-Coronel graduado em Coronel no Verão de 1975 e chefiava o Regimento de Grande-Oficial-da-Torre-e-Espada-1-VM-280Comandos.

 

Foi agraciado em 13 de Julho de 1995 pelo então Presidente da República, Mário Soares, com a Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

 

Foi promovido a Major-General, por proposta do Exército e com a aprovação das chefias de todos os Grande-Oficial-da-Torre-e-Espada-vm-280ramos das Forças Armadas e após sugestão de Ramalho Eanes e Rocha Vieira.

 

Medalha-de-Promo-o-por-Distin-o-1A promoção teve como base no seu papel durante o 25 de Novembro que colocou um fim ao Processo Revolucionário em Curso, "tendo em conta o papel muito relevante que Jaime Neves teve para evitar que Portugal caísse numa ditadura comunista", além de "garantir que Portugal seguia no sentido do pluralismo, da democracia e da liberdade de expressão.

 

As chefias militares consideraram que o seu "mérito e os serviços prestados à Pátria" justificam a "promoção por distinção.

 

A promoção a Major-General foi confirmada pelo 19.º Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a 14 de Abril de 2009.

Fonte: Wikipédia

 

Biografia

 

Em 24 de Março de 1936, às 20H10 na maternidade do hospital de Vila Real (freguesia urbana de São Dinis), nasce Jaime Alberto Gonçalves das Neves, filho de uma doméstica e de um guarda da Polícia de Segurança Pública;

Percurso escolar:
- 1.ª classe em São Martinho de Antas, freguesia do concelho de Sabrosa;
- 2.ª classe no Porto;
- 3.ª e 4.ª classes em Vila Real;
- curso geral e complementar dos liceus, no "Camilo Castelo Branco" em Vila Real

EE-vmEm 15 de Outubro de 1953, alistado e incorporado na Escola do Exército (EE) «DULCE ET DECORUM EST EPIPRO PATRIA MORI»;


1956 - Concluído o curso de Infantaria com média de 11 valores, promovido a Aspirante-a-Oficial e colocado na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM»;

BC3Em 1 de Novembro de 1957, promovido a Alferes e colocado no Batalhão de Caçadores 3 (BC3 – Bragança) «VALOR E LEALDADE»;


Em 16 de Novembro de 1957, embarca rumo a Moçambique, a fim de fazer tirocínio na Companhia de BCac-Mocambique-IndiaCaçadores Indígena de Tete (CCacI – Tete);


Em 24 de Março de 1958, desembarca em Mormugão, vindo de 07-EIPLourenço Marques integrado no Batalhão de Caçadores de Moçambique (BCac-Moçambique) para reforço da guarnição militar do Estado da Índia Portuguesa;


EAMMEm 1 de Dezembro de 1959, promovido a Tenente;


Em 12 de Maio de 1960, regressa a Lourenço Marques e fica colocado na Escola de Aplicação Militar de Moçambique (EAMM - Boane) «AEQUO ANIMO», onde dá instrução a BC10sargentos e praças;


Em 1 de Dezembro de 1961, promovido a Capitão;

Em 24 de Dezembro de 1961, regressa à Metrópole, sendo colocado no Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»;

BCac381Em 30 de Novembro de 1962, embarca para Angola, por ter sido "nomeado para uma comissão por imposição";


Em 12 de Dezembro de 1962 - colocado como oficial de reabastecimentos no Batalhão de Caçadores 381 (BCac381) «DIABOS» (unidade recém-chegada a Luanda), destinado ao Úcua;

CMGrafanilEm 17 de Maio de 1963, passa a comandar a Companhia de Caçadores Especiais 365 (CCE365), acantonada no Muxaluando;


Em Agosto de 1963, recua com a sua subunidade para o Grafanil, executando missões e patrulha em Luanda e subúrbios;

Em Novembro de 1963, segue para o sector de Malanje, ficando estacionado em Marimba, com actividades desenvolvidas em Tembo Aluma, Marimbanguengo, Milando e Sunginge;

Em Fevereiro de 1964, regressa ao Grafanil;

2CCmdsEm 9 de Setembro de 1964, inicia a torna-viagem para Lisboa;


Em 28 de Maio de 1965, regressa a Luanda, como comandante da formação da 2.ª Companhia de CICmds-AngolaComandos (2ªCCmds) «AUDACES FORTUNA JUVAT», destinada ao Centro de Instrução de Comandos (CIC-Belo Horizonte) da Região Militar de Angola, seguindo-se a preparação operacional no 4.º Curso de Comandos, no Alto Maiombe (Monte dos Morcegos);


Em 10 de Maio de 1966, segue para Lourenço Marques com a sua unidade, que um mês depois é colocada no Lumbo e desenvolve sucessivas operações em Mueda, Diaca, Mutamba dos Macondes, Chai, Mucojo, Serra do Mapé e sul do rio Messalo;

Em 22 de Agosto de 1966, a 2.ª Companhia de Comandos (2ªCCmds) «AUDACES RI14FORTUNA JUVAT» sofre a sua primeira baixa em combate [António Amaro dos Santos];


EPIEm 11 de Setembro de 1967, regressado à Metrópole, é sucessivamente colocado no Regimento de Infantaria 14 (RI14 - Viseu) «VIRIATOS» - «CUJA FAMA NINGUÉM VIRÁ QUE DOME», na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD CIOEUNUM» e no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE – Lamego) «QUE OS MUITOS, POR SEREM POUCOS, NÃO TEMAMOS»;


Em 4 de Novembro de 1967, louvado pelo comandante da RMM, porque «participou em todas as missões de combate, sempre dando provas notáveis de bravura, desembaraço, capacidade física, espírito de sacrifício e serena energia debaixo de fogo. Em muitas ocasiões comandou um grupo de combate em acumulação com o comando da Companhia e sempre serviu de exemplo aos seus homens, a todos dinamizando com a sua actividade e conduzindo a sua Unidade aos mais assinalados êxitos sobre o inimigo. São de notar, de forma especial, as operações Açor, Catatua, Olho Vivo, Picanço, Licas, Hebraico, Polinómio, Maionese, Martelada, Trolha, Desbravar, Finalmente, Chaimite, Aveiras, Alentejano, Mabecos Raivosos e Furriel Aguiar. Além das qualidades que o tornam particularmente apto para o comando de forças neste tipo de guerra, possui ainda dotes de carácter, lealdade e honestidade profissional que o tornaram um elemento de prestígio dentro do Exército, que serve tão devotadamente»;

Em 23 de Janeiro de 1968, agraciado com uma Cruz de Guerra de 1.ª Classe:

 

CG-1classe-700-vmCapitão de Infantaria, Comando
JAIME ALBERTO GONÇALVES DAS NEVES
 

2ªCCmds - RMM
MOÇAMBIQUE
 

1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 4 – 2.ª série, de 1968.


Por Portaria de 23 de Janeiro de 1968:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Capitão de Infantaria, Comando, Jaime Alberto Gonçalves das Neves.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar, para todos os efeitos legais, o louvor conferido na Ordem de Serviço n.º 88, de 04 de Novembro de 1967, da Região Militar de Moçambique, ao Capitão de Infantaria, Comando, Jaime Alberto Gonçalves das Neves, com a seguinte redacção:


Porque no comando da sua Unidade evidenciou, em todas as circunstâncias, qualidades de coragem física, decisão e energia que lhe mereceram a estima e consideração de todos os seus subordinados e o alto conceito em que é tido pelos seus superiores hierárquicos.


O Capitão Gonçalves das Neves organizou e dirigiu a sua Companhia de Comandos de forma a torná-la uma Unidade da mais elevada eficiência operacional, comprovada pelos magníficos resultados obtidos em acção contra o inimigo. O valor da sua Unidade em operações, aliado à excelente disciplina, permitiu que o Comando da Região pudesse empregar a 2.ª Companhia com a maior confiança no seu rendimento e eficiência.


No comando da sua Unidade, o Capitão Gonçalves das Neves participou em todas as missões de combate, sempre dando provas notáveis de bravura, desembaraço, capacidade física, espírito de sacrifício e serena energia debaixo de fogo, a que inúmeras vezes foi sujeito. Em muitas ocasiões comandou um grupo de combate em acumulação com o comando da Companhia e sempre serviu de exemplo aos seus homens, a todos dinamizando com a sua actividade e conduzindo a sua Unidade aos mais assinalados êxitos sobre o inimigo.


São de notar, de forma especial, as operações "Açor", "Catatua", "Olho Vivo", "Picanço", "Licas", "Hebraico", "Polinómio", "Maionese", "Mar-telada", "lisolha", "Desbravar", "Finalmente", "Chaimite", "Aveiras", "Alentejano", "Mabecos Raivosos" e "Furriel Aguiar", que, praticamente, cobriram toda a área subvertida da Zona de Intervenção Norte.
Além das qualidades que o tornam particularmente apto para o comando de forças neste tipo de guerra, possui ainda o Capitão Gonçalves das Neves dotes de carácter, lealdade e honestidade profissional que o tornam um elemento de prestígio dentro do Exército, que serve tão devotadamente.


28-CCmds-guiao-280Em 22 de Abril de 1970, embarca para Luanda, como comandante da 28.ª Companhia de Comandos (28ªCCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» [Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª classe], a fim de receber instrução no Centro de Instrução de Comandos (CIC) da Região Militar de Angola;


Em 3 de Agosto de 1970, volta ao nordeste de Moçambique, como comandante daquela companhia, que fica baseada em Mueda;

BCmdsMEm Dezembro de 1970, muda o aquartelamento para a Chicôa;


Em Fevereiro de 1971, colocado em Montepuez, sede do Batalhão de Comandos de Moçambique (BCmds - Montepuez) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;

BCP32Em Abril de 1971, de novo para Mueda (a fim de participar com o Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 (BCP32) «FAMOSA GENTE À GUIERRA USSADA» na Operação Orfeu-II) ;


Em Junho de 1971, volta com a sua companhia, para o Batalhão de Comandos de Moçambique (BCmds - Montepuez) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;

Em 1 de Setembro de 1971, promovido a Major, fica colocado em Montepuez;

Em 14 de Março de 1972, assume o comando do Batalhão de Comandos de Moçambique (BCmds - Montepuez) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES», da Região Militar de Moçambique;

Em 14 de Outubro de 1973, cessa em Montepuez o comando do Batalhão de Comandos EMEde Moçambique (BCmds - Montepuez) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES», da Região Militar de Moçambique;


Em 19 de Novembro de 1973, regressado à Metrópole, fica colocado na 3.ª Repartição do Estado Maior do Exército (3ªRep-EME);

RC7Desde do início do ano de 1974, participa em reuniões conspirativas com outros oficiais do Exército;


Em 15 de Março de 1974, encarregue pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), de reunir tropas do Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOCANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para apoio a um golpe militar;

Em 25 de Abril de 1974, logo pela manhã está presente no Terreiro do Paço e depois comanda na Penha de França, "tropas de assalto" ao quartel da Legião Portuguesa;

Em 30 de Abril de 1974, no aeroporto de Lisboa, recebe e escolta o chefe comunista Álvaro Cunhal;

RCmds-PortugalEm 4 de Julho de 1974, passa a comandar nas instalações do Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora) «UBI GLORIA OMNE PERICULUM DULCE», o novo Batalhão de Comandos (BCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES», às ordens do Comando Operacional do Continente (COPCON);


Em 11 de Março de 1975, ao fim da tarde, intervém no Quartel General (QG) da Guarda Nacional Republicana GNR(GNR - Largo do Carmo, Lisboa) «PELA LEI E PELA GREI», onde uma força do Batalhão de Comandos (BCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» detém oficiais daquela corporação;

Em 1 de Maio de 1975, o Batalhão de Comandos (BCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» passa a designar-se "Regimento de Comandos" (RCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;

Em 17 de Maio de 1975, com o posto de Major, é graduado no posto de Coronel;

Em 31 de Julho de 1975, durante a madrugada, um movimento de sedição interna força-o a deixar o comando do Regimento de Comandos (RCmds) «A SORTE PROTEGE OS EMGFAAUDAZES», que reassume quatro dias depois;


Em 26 de Agosto de 1975, comanda um destacamento que ocupa e encerra as instalações da 5ª Divisão do Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA) «QUE QUEM QUIS SEMPRE PÔDE»;

Em 22 de Novembro de 1975, participa na movimentação militar para contenção da extrema-esquerda castrense e civil;

Em 25 de Novembro de 1975, ao fim da tarde comanda uma força de comandos, que desaloja em Monsanto grupos de militares revoltosos;

RL2Em 26 de Novembro de 1975, de manhã comanda a força de assalto ao revoltado Regimento de Polícia Militar (RPM – Ajuda) «MORTE OU GLÓRIA»; antes de findar o dia é promovido a Tenente-Coronel, mantendo a graduação em Coronel.


RCmds-PortugalEm 28 de Junho de 1978, promovido a Coronel, mantendo-se como comandante do Regimento de Comandos (RCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»;

Em 31 de Agosto de 1981, após ter sido "punido com dez dias de detenção pelo Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) «NON NOBIS» General Garcia dos Santos", cessa o comando do Regimento de Comandos (RCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» e passa à reserva, "a seu pedido", ficando apresentado no Quartel-General (QG) da Região Militar de Lisboa (RML) «HIC ERGO VIVERE GLORIA EST»;

Em 31 de Janeiro de 1982, após ter recusado que lhe fosse atribuída pelo Conselho da Revolução a "Ordem da Liberdade", é agraciado com a 'Adaga Comando', pela Associação de Comandos;

 

 Daga-Comando

 

No ano de 1991, passa à reforma, com o posto de Coronel;

Grande-Oficial-da-Torre-e-Espada-vm-280Em 16 de Dezembro de 1993, 16Dez1993 - o Regimento de Comandos (RCmds) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» é desactivado;

Grande-Oficial-da-Torre-e-Espada-1-VM-280Em 13 de Julho de 1995, agraciado pelo Presidente da República Mário Soares com "o grau de Grande-Oficial com palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito";

Em 17 de Abril de 2009, por proposta do ex-Presidente da República General Ramalho Eanes e do General Rocha Vieira, é pelo Presidente da República Cavaco Silva promovido por distinção ao posto de Major-General;

Em 27 de Janeiro de 2013, desde há algum tempo em observação no Hospital Militar, morre às 06:00 em consequência de insuficiência respiratória.

 

Paz à sua Alma

 

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1973, Lourenço Marques

 

O último "10 de Junho", de Jaime Neves

 

 10-Jun1973-Louren-o-Marques-1

 

 

 

 Jaime-Alberto-Gon-alves-das-Neves-920

 

 

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