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Notícia

Major-General Comando Jaime Neves

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Faleceu no dia 27 de Janeiro de 2013, no Hospital Militar, o veterano

Jaime-Alberto-Gon-alves-das-Neves-350

 

Major-General 'Comando' Jaime Alberto Gonçalves das Neves

 

Em Moçambique, durante a Guerra do Ultramar, foi o Comandante do Batalhão de Comandos, aquartelado em Montepuez (Cabo Delgado)

 

24Mar1936 > 27Jan2013

 

 CG-1-1-Colectiva

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Louvor Individual

 

Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª classe

 

 

Texto de Coronel Manuel Bernardo

 

Texto:

 

«General Jaime Neves 1936 - 2013», autor Coronel Manuel Bernardo, de 28Jan2013

(…) A polémica foi tanto maior por a promoção (a Major-General) ter coincidido com as celebrações do 35.º aniversário do 25 de Abril e por nenhum dos oficiais do 25 de Abril ter sido objeto de tratamento idêntico.

Além dos militares (Vasco Lourenço, Mário Tomé e Matos Gomes) também o Partido Comunista, se insurgiu com a promoção. Jaime Neves desvalorizou as críticas e respondeu: "Os cães ladram, a caravana passa".

Lusa, 27-01-2013

A RTP e o dito “Jornal i” quiseram destacar, na data do falecimento deste herói nacional, aspectos negativos, repescados de autores duvidosos.

Ainda se poderá perceber a ignorância de certos jornalistas como o da Lusa, que fez publicar a notícia acima referida dizendo que “nenhum dos oficiais do 25 de Abril ter sido objecto de tratamento idêntico”. Então Jaime Neves não foi um operacional do 25 de Abril, na baixa lisboeta e depois na Legião Portuguesa, na Penha de França?

Agora o texto de Ana Sá Lopes (ana.lopes@ionline.pt), ex-jornalista do “Expresso”, é de uma grande tristeza e lança pitadas de veneno contra quem devia ser elogiado e exaltado, tal como fez, de forma veemente, o Presidente da República, o Primeiro Ministro, o Ministro da Defesa Nacional, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, os seus camaradas Generais Ramalho Eanes, Loureiro dos Santos e D. Januário Torgal Ferreira e ainda o deputado socialista João Soares.

Depois de transcrever um comentário de Vasco Lourenço (o militar que Jaime Neves afirmou que não o queria nem para cabo), em 1976, aquando de um espectáculo no Teatro Monumental/Pç Saldanha, com Laura Alves e outros artistas em homenagem aos “Comandos”, a propósito dos homenageados terem sido transportados em “chaimites, berliets e unimogs” (as viaturas então existentes no Regimento de Comandos para transporte de pessoal), Ana Sá Lopes “puxa” o termo “Jaimite” para título desta fraca peça jornalística: O “Jaimite” que ajudou a ganhar a guerra civil (sim, ela existiu, homeopática)”.

A guerra civil apenas existiu na cabeça desta jornalista, pois a maior parte dos analistas e historiadores dizem que ela foi evitada e uma das razões que tem sido focada e destacada por Ramalho Eanes, ao longo dos 37 anos passados sobre os acontecimentos, terá sido a actuação do grande líder e condutor de homens que foi Jaime Neves, quer na Guerra de África, quer ao longo do PREC e nomeadamente no 25 de Novembro de 1975, em que foi restabelecida a Democracia e a Liberdade em Portugal. No dia seguinte, como agora voltou a salientar Ramalho Eanes, aquando do cerco ao Regimento de Polícia Militar e em resposta aos tiros feitos do Reg. Cav. Nº 7, já depois dos “Comandos” terem sofrido duas baixas (Tenente Coimbra e Furriel Pires), Jaime Neves conseguiu segurar os seus homens, evitando assim as numerosas mortes previsíveis nos homens da Polícia Militar.

Mas o “veneno” desta jornalista tinha que incluir o dito massacre de Wiriamu, em Moçambique, afirmando que “Jaime Neves estava ao comando no massacre de Wyriamu”. Isto não tem qualquer base de veracidade, já que quando tal ocorreu, Jaime Neves tinha vindo ao Portugal continental, em gozo de férias, tal como o comandante da companhia envolvida em tais acções (Capitão Fevereiro) se encontrava com baixa por motivos de saúde. Como se viu na TV, numa reconstituição patrocinada pela Felícia Cabrita, quem comandava interinamente a companhia, na altura, era o Alferes Mil.º Antonino Melo.

Constata-se igualmente que este trabalho jornalístico prima pela ausência dos principais factos que levaram ao restabelecimento da ordem no País e da disciplina das tropas, sendo mais destacados determinados pormenores, onde não faltam as vítimas com mulheres e crianças, para “compor o seu ramalhete” anti-comando. E depois de um palavrão (agora parece que se tornou moda, entre a geração mais nova e não só…) atribuído a Jaime Neves, a jornalista “descobre” que a “guerra” entre os contendores do 25 de Novembro voltou a “ressurgir” no dia da morte deste herói português. Se o ridículo matasse…

Pois se os vitoriosos elogiaram o falecido General e os derrotados se mantiveram “mudos e calados”, não se percebe bem como tal aconteceu.

Como disse o grande Militar e Herói de Portugal, General Jaime Neves, “ os cães ladram e a caravana passa”.

E, como é o meu desejo e julgo que da generalidade da população portuguesa, que descanse em Paz!

Coronel Manuel Bernardo

28-01-2013

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