Mamadú
Candé,
Soldado de Infantaria, n.º 82145364.
Mobilizado pelo Comando Territorial
Independente da Guiné (CTIG) para
servir Portugal naquela Província
Ultramarina integrado na
Companhia de
Caçadores 1548
(CCac1548) «BOINAS
CASTANHAS» - «OUSO» do
Batalhão de Infantaria 1887
(BCac1887) «AUDÁCIA - FIRMEZA -
LEALDADE».
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª
classe (OS n.º 22, de 11 de
Maio de 1967, do Quartel General do
Comando Territorial Independente da
Guiné e OE n.º 24 - 3.ª série, de
1967)
Cruz de Guerra, de 4.ª
classe
Soldado
de Infantaria, n.º 82145364
MAMADÚ CANDÉ
CCac1548/BCac1887 - CTIG
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 24 - 3.ª série de 1967.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 07 de
Julho de 1967:
O Soldado n.º 82145364, Mamadú Candé,
da Companhia de Caçadores n.º 1548
do Batalhão de Caçadores n.º 1887 -
Comando Territorial Independente da
Guiné.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 22, de 11 de
Maio de 1967, do Quartel General do
Comando Territorial Independente da
Guiné (QG/CTIG):
Louvo o Soldado n.º 82145364, Mamadú
Candé, da Companhia de Caçadores
1548 (CCac1548), porque no dia 24 de
Março de 1967, na operação "Castro",
tendo sido gravemente ferido durante
o assalto ao acampamento inimigo e
quando pouco depois as Nossas Tropas
foram fortemente emboscadas,
prescindiu da segurança da Secção
que o transportava, incitando os
seus camaradas a fazerem fogo e a
não se importarem com ele, dando
assim um alto exemplo de abnegação e
de elevado moral, que por sua vez
contagiou as forças que tomavam
parte na luta.
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Jornal do Exército,
ed. 122, pág. 61, de Fevereiro de
1970
SOLDADO MAMADÚ CANDÉ
Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Foi condecorado coma medalha da Cruz
de Guerra de 4.ª classe o soldado do
recrutamento da Guiné MAMADÚ CANDÉ,
porque durante uma operação, tendo
sido ferido no assalto a um
acampamento inimigo, quando, pouco
depois, as nossas tropas foram
fortemente emboscadas, prescindiu de
protecção da secção que o
transportava, incitando os seus
camaradas a fazerem fogo e não se
importarem com ele, dando assim um
alto exemplo de abnegação e de
elevado moral que veio a contagiar
as forças que tomavam parte na luta.

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Batalhão de Caçadores n.º 1887
Identificação:
BCac1887
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 1
(RI 1 - Amadora)
Comandante:
Tenente-Coronel de
Infantaria Manuel Agostinho Ferreira
2.º
Comandante:
Major de Infantaria
Porfírio Pereira da Silva
Oficial de
Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Infantaria
José Carlos Fontão
Comandantes de Companhia:
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral
do Exército José Paulino Pereira
Máximo

Companhia
de Caçadores 1546 (CCac1546):
Capitão Mil.º de
Infantaria Fernando Luís Banha
Soares Carracha
Companhia
de Caçadores 1547 (CCac1547):
Capitão Mil.º de
Infantaria Francisco Manuel Vieira
de Sousa Vasconcelos
Capitão de Infantaria Daniel Andrade
de Carvalho
Companhia
de Caçadores 1548 (CCac1548):
Capitão Mil.º de
Infantaria Joaquim António Alcaide
de Freitas
Divisa:
«Audácia, Firmeza,
Lealdade»
Partida:
Embarque no dia 7 de Maio
de 1966 no NTT «UÍGE»; desembarque
em Bissau no dia 13 de Maio de 1966
Regresso:
Embarque no dia 25 de
Janeiro de 1968 no NTT «QUANZA»;
desembarque em Lisboa no dia 4 de
Fevereiro de 1968
Síntese da
Actividade Operacional
Inicialmente foi colocado
em Bissau na situação de reserva à
ordem do Comando-Chefe, sendo as
suas subunidades destacadas em
reforço de vários sectores.
Em 20 de Julho de 1966, rendendo o
Batalhão de Artilharia 733
(BArt733), assumiu a
responsabilidade do Sector O2, com
sede em Farim e abrangendo os
subsectores de Bigene, Binta,
Jumbembém (depois em Canjambari a
partir de princípios de Março de
1967), Cuntima e Farim.
A partir de 9 de Outubro de 1966,
por alteração dos limites de
sectores é retirado à área do
Batalhão de Caçadores 1857
(BCac1857), o de Saliquinhedim.
Em 27 de Outubro de 1966, foi criado
o subsector de Barro, o qual foi
transferido para a zona de acção do
Batalhão de Caçadores 1894
(BCac1894) em 3 de Novembro de 1966.
Desenvolveu intensa actividade
operacional de patrulhamento,
emboscadas e de acções ofensivas
sobre as linhas de infiltração e
bases inimigas, tendo-lhe provocado
elevado número de baixas e apreensão
de grandes quantidade de armamento e
material e causado grande
insegurança, bem como a
desorganização do seu dispositivo.
Destacam-se as operações "Caminhar"
, "Catana" e "Cajado", entre outras.
Do material capturado mais
significativo, destaca-se: 2
morteiros, 2 metralhadoras ligeiras,
24 espingardas, 17
pistolas-metralhadoras, 56 granadas
de armas pesadas e 2964 cartuchos de
armas ligeiras.
Em 15 de Janeiro de 1968, foi
rendido no sector de Farim pelo
Batalhão de Caçadores 1932
(BCac1932) e recolheu seguidamente a
Bissau, a fim de efectuar o embarque
de regresso.
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A
Companhia
de Caçadores 1546 (CCac1546)
seguiu em 13 de Maio de 1966 para
Piche, a fim de efectuar a instrução
de adaptação operacional, sob
orientação do Batalhão de Caçadores
1856 (BCac1856), até 2 de Junho de
1966.
Seguidamente foi colocada em Nova
Lamego, como subunidade de
intervenção e reserva do
Comando-Chefe e orientada para
actuação na zona Leste, onde foi
atribuída ao Agrupamento 24.
Inicialmente, foi utilizada em
operações realizadas nas regiões de
Bucurés / Camajabá, Madina do Boé,
Ché-Ché e Béli, entre outras, em
reforço do Batalhão de Caçadores
1856 (BCac1856).
De 20 a 22 de Setembro de 1966, foi
utilizada numa operação realizada na
região de Madina-Enxalé, em reforço
do Batalhão de Caçadores 1888
(BCac1888).
Em 20 de Outubro de 1966, transferiu
a sua sede para Fá Mandinga,
mantendo-se em reforço do Batalhão
de Caçadores 1888 (BCac1888), tendo
realizado várias operações nas
regiões de Enxalé e Xitole, entre
outras.
Em 16 de Dezembro de 1966, foi
substituída em Fá Mandinga pela
Companhia de Caçadores 1589
(CCac1589) e recolheu seguidamente a
Bissau, onde se manteve até 27 de
Dezembro de 1966, após o que seguiu
para Binta.
Em 28 de Dezembro de 1966, rendendo
a Companhia de Caçadores 1550
(CCac1550), assumiu a
responsabilidade do sub-sector de
Binta, com um pelotão destacado em
Guidage, ficando então integrada no
dispositivo e manobra do seu
batalhão [BCac1887].
Em 13 de Janeiro de 1968, foi
rendida pela Companhia de Artilharia
1648 (CArt1648) e recolheu
seguidamente a Bissau, a fim de
aguardar o embarque de regresso.
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A
Companhia
de Caçadores 1547 (CCac1547)
seguiu em 13 de Maio de 1966 para Fá
Mandinga, a fim de efectuar
instrução de adaptação operacional
sob orientação do Batalhão de
Caçadores 1888 (BCac1888),
substituindo a Companhia de
Cavalaria 702 (CCav702) na função de
intervenção e reserva daquele
sector, tendo tomado parte em
operações na região de Xitole e no
baixo Corubal.
De 27 de Maio a 7 de Junho de 1966,
foi entretanto deslocada,
temporariamente, para Nova Lamego,
em reforço do Batalhão de Caçadores
1856 (BCac1856), em virtude de um
previsível agravamento da pressão
inimiga neste sector, tendo
efectuado acções na região de
Pataque e outras.
Em 13 de Setembro de 1966, recolheu
a Bissau , a fim de seguir para
Bula, para realização de uma
operação na região de Jol, sob
dependência do Batalhão de Cavalaria
790 (BCav790).
Em 27 de Setembro de 1967, foi
colocada em Bigene, tendo assumido a
responsabilidade do respectivo
subsector, com um pelotão destacado
em Bano, em substituição da
Companhia de Caçadores 762 (CCac762)
e ficando então integrada no
dispositivo e manobra do seu
batalhão [BCac1887].
Em 29 de Outubro de 1967, foi
rendida no subsector de Bigene pela
Companhia de Artilharia 1745
(CArt1745) e seguiu para Bissau, a
fim de substituir a Companhia de
Caçadores 1497 (CCac1497) a partir
de 2 de Novembro de 1967 no
dispositivo de segurança e protecção
das instalações e das populações
daquela área, sob dependência do
Batalhão de Artilharia 1904
(BArt1904) e depois do Batalhão de
Caçadores 2834 (BCac2834).
Manteve-se em Bissau até ao embarque
de regresso, tendo, entretanto,
destacado um pelotão para Nhacra, em
reforço da guarnição local.
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A
Companhia de Caçadores 1548
(CCac1548) seguiu em
22 de Maio de 1966 para Teixeira
Pinto, a fim de efectuar instrução
de adaptação operacional sob
orientação do Batalhão de Cavalaria
790 (BCav790).
Em 28 de Maio de 1966, por criação
temporária do Sector O1-A, foi
atribuída ao Batalhão de Caçadores
1877 (BCac1877), com vista à
actuação em várias operações
realizadas nas regiões de Churo,
Caboiana e Bianga, mantendo-se em
Teixeira Pinto, e deslocando um
pelotão para Pelundo.
Em 9 de Juno de 1966, substituiu a
Companhia de Caçadores 1500
(CCac1500) em Cacheu, destacando
ainda outro pelotão para Bachile,
recolhendo a Bissau após extinção do
Sector O1-A, em 30 de Junho de 1966.
Em 16 de Julho de 1966, rendendo a
Companhia de Artilharia 733
(CArt733), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Cuntima, ficando então integrada no
dispositivo e manobra do seu
batalhão [BCac1887].
Em 13 de Janeiro de 1967, foi
rendida no subsector de Cuntima pela
Companhia de Caçadores 1789
(CCac1789) e recolheu seguidamente a
Bissau, a fim de aguardar o embarque
de regresso.
