(Título
póstumo)

Manuel António
Casmarrinho Lopes Morais, Major
Pára-Quedista.
Nasceu no dia 26 de Março de 1939 na
cidade de Benguela, na Província
Ultramarina de Angola.

Em 15 de Outubro de 1958 ingressa na
Escola do Exército, para frequência
do curso de artilharia;
Em
29 de Janeiro de 1962 cadete-aluno
da Academia Militar, promovido a
aspirante-a-oficial e colocado na
Escola Prática de Artilharia (EPA -
Vendas Novas) para efeito de
tirocínio;
Em
29 de Julho de 1962 promovido a
alferes com a especialidade "oficial
de artilharia (B)";

De
7 a 16 de Fevereiro de 1963
frequenta no Regimento de Infantaria
1 (RI1 - Amadora) o 2º curso de
minas e armadilhas;
Em Julho de 1963 transferido a seu
pedido para o Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos), a fim
de frequentar o 21º curso de
pára-quedismo que conclui com
aproveitamento, sendo-lhe concedido
o brevet nº 1884;

Em
30 de Agosto de 1963 conclui o curso
de transporte aéreo e lançamento de
material;
Em 21 de Setembro de 1963 conclui o
tirocínio do curso de pára-quedismo,
sendo colocado no Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21 -
Angola), a fim de assumir o comando
do 3º Pelotão da 3ª Companhia de
Caçadores Pára-quedistas;
Em
29 de Julho de 1964 promovido a
tenente (com antiguidade a 1 de
Novembro de 1964);
Em Outubro de 1965 regressa ao
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos);

Em
1 de Janeiro de 1966 promovido a
capitão (com antiguidade a 31 de
Dezembro de 1965);
Em Dezembro de 1966 colocado no
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
12 (BCP12 - Guiné) como comandante
da Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas 122 (CCP122);
Em
30 de Abril de 1968 agraciado com a
Cruz de Guerra de 1ª classe,
porque...
- «Comandando uma companhia
operacional há cerca de dezasseis
meses na província da
Guiné, se
revelou um óptimo condutor de homens
e possuidor de excepcionais
qualidades de homem e militar.
Oficial inteligente, sabedor,
disciplinado, valente, muito
dedicado ao serviço, modesto, franco
e leal, dotado de uma calma e
sangue-frio contagiantes, perfeito
conhecedor da técnica de combate da
guerra de guerrilhas, nunca se
poupou a esforços e sacrifícios,
tanto no quartel como em operações,
para melhorar o nível táctico e
técnico da sua subunidade, tendo
conseguido assim que aquela
atingisse um alto nível operacional.
Sendo sempre o primeiro nas
operações mais arriscadas e
encontrando-se sempre também onde a
luta é mais acesa, evidenciando uma
invulgar coragem fisica e moral e um
total desprezo pelo perigo,
conseguiu desta forma este oficial
tornar-se um símbolo para os seus
homens e arrastá-los ao cumprimento
cabal das missões mais árduas e
difíceis.
Por tudo isto e porque da sua acção,
considerada brilhante e altamente
honrosa, resultaram
prestígio
para a Força Aérea e admiração e
reconhecimento das outras forças
armadas, o capitão Lopes Morais
merece ser apontado como exemplo.»
Em Maio de 1968 regressa ao
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos);
Em
Março de 1970 novamente colocado no
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
12 (BCP12 - Guiné);
Em Maio de 1970 requisitado pelo
Centro de Operações Especiais do
Comando-Chefe das Forças Armadas da
Guiné (COE/CCFAG) para integrar a 'task
force' da
Operação «Mar
Verde»;
Em
22 de Novembro de 1970 actua, como
comandante da Equipa Sierra, na
Operação «Mar Verde»;
Em Fevereiro de 1972 regressa ao
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos);
No
Instituto dos Altos Estudos
Militares (IAEM - Pedrouços)
frequenta o 2º estágio de
actualização para oficial superior;
Em Julho de 1972 graduado no posto
de major e colocado no Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31 -
Beira) como segundo-comandante;
Em
15 de Dezembro de 1972 promovido a
major (com antiguidade a 26 de
Outubro de 1972);
Em
1 de Julho de 1973, tendo sido
nomeado pelo Comando-Chefe das
Forças Armadas de Moçambique (CCFAM),
assume no Centro de Instrução de
Grupos Especiais (CIGE - Dondo)
as funções de Oficial de Operações
do Batalhão
dos Grupos Especiais Pára-Quedistas
(BGEP);
No
domingo, dia 4 de Agosto de 1974,
encontrando-se em missão PCV (Posto
de Comando Volante) sobre a Serra
Condocoranga - quando descolava da
pista de aviação de Inhaminga para
evacuar GEP's feridos, a
DO27-Dornier foi alvejada com uma
rajada de 'frelos' emboscados, a
qual atingiu mortalmente aquele
oficial, feriu gravemente um dos
evacuados e causou ferimentos numa
perna do piloto;
Tinha 35 anos de idade;
Desde 20 de Fevereiro de 1975, os
seus restos mortais encontram-se
recolhidos no gavetão perpétuo nº
1608 no cemitério do Lumiar
(Lisboa);
Em 28 de Dezembro de 1976 foi-lhe
atribuída, a título póstumo, a
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma.