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Condecorações

Manuel Júlio Matias Barão da Cunha, Capitão de Cavalaria, da CCav704: Cruz de Guerra, de 3.ª Classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo III, pág. 225, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 256 a 258, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 121, pág. 61, de Jan1970

Apoio de um colaborador do portal UTW

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

 

 

Manuel Júlio Matias Barão da Cunha

 

Coronel de Cavalaria na situação de reforma

 

Angola - Alferes de Cavalaria do:

 

1.º Esquadrão do Grupo de Reconhecimento de Angola «DRAGÕES»

«OS NOSSOS FEITOS RESPONDERÃO POR NÓS»

Jan1960 a Jan1962

 

Guiné - Comandante da:

 

Companhia de Cavalaria 704 do Batalhão de Cavalaria 705 (nota)

«CAVALEIROS MARINHOS -

SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»

Jul1964 a Mai1966

 

Medalha de Mérito Militar, de 3.ª classe

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

Capitão de Cavalaria
MANUEL JÚLIO MATIAS BARÃO DA CUNHA
 

CCav704/BCav705 - RC7
GUINÉ
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 9 - 2.ª série, de 1966.
Por Portaria de 05 de Abril de 1966:

 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Capitão de Cavalaria, Manuel Júlio Matias Barão da Cunha, da Companhia de Cavalaria 704 / Batalhão de Cavalaria 705 - Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 42, de 21 de Maio de 1965, do QG/CTIG):


Louvado o Capitão de Cavalaria, Manuel Júlio Matias Barão da Cunha, da Companhia de Cavalaria 704, porque tendo tornado parte nas operações "Tornado", "Base", "Rescaldo" e "Confiança", em todas elas se evidenciou como oficial corajoso, desembaraçado e decidido, de personalidade bem vincada, tomando muitas vezes a dianteira da coluna e muito contribuindo com o seu exemplo para o bom êxito das operações, porquanto soube preparar e treinar a sua Companhia de molde a que a sua actuação em operações sempre se fez sentir.


Nomeadamente nas operações "Tornado" e "Base", quando do desembarque da Companhia debaixo de fogo intenso do inimigo e num fortíssimo ataque nocturno ao estacionamento, a sua acção mereceu as melhores referências dos Comandantes das forças em operações.


Vive os problemas da sua Companhia de tal forma que a sua saúde é muitas vezes abalada sem que por isso deixe de se entregar totalmente aos preparativos operacionais, de maneira que estes não sejam afectados.


Em todas as operações em que tomou parte sempre a sua acção foi destacada, tendo influência no bom êxito e no moral elevado e capacidade operacional de combate da sua Companhia.

 

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Jornal do Exército, ed. 121, pág. 61, de Jan1970

 


 

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(nota)

 

Companhia de Cavalaria 704 do Batalhão de Cavalaria 705

 

Unidade mobilizadora:

Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Lisboa)

 

Comandante:

Capitão de Cavalaria Manuel Júlio Matias Barão da Cunha

Capitão de Cavalaria Lourenço de Carvalho Fernandes Tomás

 

Divisa:

«CAVALEIROS MARINHOS - SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»

 

Partida:

Embarque em 18 de Julho de 1964, no NTT «ÍNDIA»; desembarque a 24 de Julho de 1964

 

Regresso:

Embarque em 14 de Maio de 1966, no NTT «UÍGE»

 

Síntese da Actividade Operacional:

A ... Companhia de Cavalaria 704 na função de intervenção como reserva do Comando-Chefe e com a sua base em Bissau e após cumprir um curto período de treino operacional no sector de Bula, sob orientação do Batalhão de Caçadores 507 (BCac507), foi utilizada em diversas operações de maior vulto, nomeadamente na operação "Tornado", realizada na região do Cantanhez, na dependência do CDMG (Comando da Defesa Marítima da Guiné), de 19 a 21 de Setembro de 1964, na operação "Base". realizada na região do Óio, na dependência do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645), de 4 a 7 de Outubro de 1964 e nas operações "Rescaldo", "Flores" e "Notável", realizadas na região do Morés-Óio sob comando directo do seu batalhão [Batalhão de Cavalaria 705], de 4 a 23 de Novembro de 1964.

 

A Companhia de Cavalaria 704 (Cav704), para além das operações de intervenção já referidas, foi atribuída em reforço do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645), para emprego na operação "Desconfiança", na região de Mansoa-Porto Gole, de 2 a 5 de Dezembro de 1964 e depois em reforço do Batalhão de Caçadores 513 (BCac513), para emprego na operação "Espora", na região de Injassane, de 15 a 17 de Dezembro de 1964, após o que recolheu a Bissau, sendo deslocada em 8 de Janeiro de 1965 para Bolama.


A partir de 18 de Janeiro de 1965, cedeu dois pelotões ao Batalhão de Caçadores 512 (BCac512), para emprego nos subsectores de Nova Lamego e Pirada.


Em 5 de Fevereiro de 1965, a subunidade deslocou-se para Nova Lamego, sendo atribuída na totalidade em reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512), destacando, por curtos períodos, os seus pelotões para vários pontos da área, como Bajocunda, Madina do Boé, ponte do rio Caium e Béli.


Em 11 de Março de 1965, substituindo um pelotão da Companhia de Artilharia 676 (CArt676), assumiu a responsabilidade do subsector, de Bajocunda então criado, com um destacamento em Copá, desde 16 de Março de 1965, inicialmente na dependência do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) e depois do seu Batalhão [Batalhão de Cavalaria 705].


Em 9 de Maio de 1966, rendida pela Companhia de Caçadores 1417 (CCac1417), recolheu a Bissau para embarque de regresso.

 

 

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