Manuel Bonifácio Charnea Travessa, 1.º
Cabo de Cavalaria, n.º 17/60, do ECav149
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
HONRA E GLÓRIA
Manuel Bonifácio Charneca
Travessa
1.º Cabo de Cavalaria, n.º 17/60
Esquadrão de Cavalaria
149
«ESQUADRÃO DOS
MORCEGOS»
Angola: 07Jul1961 a
30Set1963
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual
Louvor Colectivo
Manuel Bonifácio Charneca
Travessa, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º
17/60.
Mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA
VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, integrado no
Esquadrão de Cavalaria 149
(ECav149);
A sua subunidade
de cavalaria foi colocada em Ambriz;
em Setembro de 1961 foi transferida
para Mabubas; depois,
sucessivamente, em Novembro de 1961
no Caxito; em 18 de Junho de 1962 em
Mucondo, onde reforçou o dispositivo
do Batalhão de
Caçadores
186 (BCac186) «AÇO» - «DISTINTOS E
ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO»; em
Dezembro de 1962 em Bolongongo; em
Março de 1963 em Viana; em Julho de
1963 regressou a Mabubas; em
Setembro de 1963 em Luanda;
Louvado e agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 4.ª classe,
publicado na Ordem de Serviço n.º
69, de 29 de Agosto de 1962, do
Quartel General da Região Militar de
Angola, na Ordem do Exército n.º 4 –
3.ª série, de 1963, e na Revista da
Cavalaria, edição do ano de 1962,
pág.s 67 e 68.
O General Comandante da Região Militar de Angola, LOUVA
o ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149, porque tendo recebido,
na operação «Viriato», uma missão idêntica à que foi
atribuída a unidades de escalão superior (abertura de
itinerários convergentes em Nambuangongo) conseguiu com
os seus limitados meios e os reforços que lhe puderam
ser fornecidos (1 Pelotão de Reconhecimento, 1 Pelotão
de Engenharia, 1 Pelotão de Caçadores e 1 Secção de
Morteiros 81) alcançar um sucesso digno de maior
admiração, porquanto atingiu Nambuangongo, pelo
itinerário mais longo, apenas com o atraso de 16 horas
sobre a força que aí chegou primeiro, apesar de ter
iniciado as operações dias depois. O espírito de
sacrifício, a fé nos altos desígnios da Nação e a
coragem, acompanharam sempre todo o pessoal do ESQUADRÃO
DE CAVALARIA N.º 149, o que permitiu que esta Unidade
vencesse todas as dificuldades, mormente as lhe foram
opostas pelo adversário, ou se cobrisse de glória
justificando plenamente que “MAIS FAZ QUEM QUER DO QUEM
PODE”.
Não menos brilhante foram as actuações desta Unidade
quando, após um dia de descanso em Nambuangongo, se
lançou sobre QUIPEDRO, distando cerca de 75 Kms., onde
foi estabelecer, no curto prazo de três dias, a ligação
com uma Força de Paraquedistas que ali tinha sido
lançada e que depois rendeu, e a colaboração que
prestou, 15 dias mais tarde, na Operação desencadeada na
PEDRA VERDE, actuando sobre a linha natural de retirada
do inimigo. Em todas estas operações, que se
desenrolaram no período que decorreu entre 25 de Julho e
27 de Setembro, o ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149
atravessou regiões infestadas de terroristas sob o
inteiro controle destes, percorreu aproximadamente 1.000
Kms. e desobstruiu e melhorou 400 Kms de itinerários
tornados intransitáveis pela organização rebelde.
O número de baixas sofridas pelo ESQUADRÃO DE CAVALARIA
N.º 149 - 4 mortos e 40 feridos, dos quais 6
irrecuperáveis - é suficientemente expressivo e
constitui o pesado tributo da glória que alcançou.
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Cruz de Guerra de 4.ª classe
1.° Cabo de Cavalaria, n.º 17/60
MANUEL BONIFÁCIO CHARNECA TRAVESSA
CCav149 - RC7
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho
publicado na Ordem do Exército n.º 4
– 3.ª série, de 1963.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, aprovado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946:
O Primeiro-Cabo, da Companhia de
Cavalaria 149, n.º 17/60, Manuel
Bonifácio Charneca Travessa.
(Por despacho de 15 de
Dezembro de 1964 do Comandante-Chefe
das Forças Armadas de Angola).
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Ordem de Serviço n.º 69, de 29 de
Agosto de 1962, do Quartel General
da Região Militar de Angola):
Louvado o 1.º Cabo n.º 17/60, Manuel
Bonifácio Charneca Travessa, da
Companhia de Cavalaria 149, porque,
no dia 20 de Agosto de 1961, durante
a emboscada de que foi alvo a Secção
de que fazia parte, quando se
deslocava de Quipedro para o Rio
Lué, foi capaz, na ausência do
comandante da Secção, que fora
ferido, de apreciar a situação e
tomar a decisão de executar fogo com
a sua metralhadora, na viatura em
que se encontrava, a fim de proteger
com o fogo os restantes camaradas
feridos, sem olhar ao risco que
corria de poder ser também atingido
pelo fogo adverso.
Com este procedimento, que denota
uma nítida noção das
responsabilidades que lhe cabiam no
conjunto da acção, demonstrou também
grande coragem e decisão, serena
energia e sangue frio debaixo de
fogo, que muito o honram como
militar.
Partida do NTT "Vera Cruz" com
destino à Província Ultramarina de
Angola e de um outro com destino à
Província Ultramarina da Guiné (Diário
de Lisboa, n.º 13843, de 28Jun1961):