
Manuel Dias Freixo,
Tenente-Coronel de Infantaria
Em 8 de Outubro de 1961, capitão de
infantaria comandante da 4.ª
Companhia de Caçadores Indígena do
Comando Territorial Independente da
Guiné (4ªCCacI/CTIG) «AUT
VINCERE AUT MORI», regressa à Metrópole
vindo da
Província
Ultramarina da Guiné;
Em 22 de Outubro de 1961 fica
colocado no Batalhão de Caçadores 6
(BC6 - Castelo Branco) «DISTINTOS E
ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO»;
Em
21 de Março de 1963, tendo sido
mobilizado pelo Batalhão de
Caçadores 10
(BC10
– Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS» para voltar a servir
Portugal na Província Ultramarina da
Guiné, embarca em Lisboa rumo ao
estuário do Geba (Bissau), como
comandante da Companhia de Caçadores
414 (CCac414) «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS»;
Em 5 de Maio de 1964
agraciado com a Cruz de Guerra de 2ª
classe:
Capitão
de Infantaria
MANUEL DIAS FREIXO
CCac414/BCac — BC10
GUINÉ
2.ª
CLASSE
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª
serie, de 1964.
Por Portaria de 05 de Maio de 1964:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
2.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné
Portuguesa:
O Capitão de Infantaria, Manuel Dias
Freixo, da Companhia de Caçadores
n.º 414 adstrita ao Batalhão de
Caçadores n.º 600 — Batalhão de
Caçadores n.º 10.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
3, de 07 de Janeiro de 1964, do
Comando Territorial Independente da
Guiné (CTIG):
Louvado
o Capitão de Infantaria, Manuel Dias
Freixo, Comandante da Companhia de
Caçadores n.º 414 adstrita ao
Batalhão de Caçadores n.º 600 —
Batalhão de Caçadores n.º 10, pelas
excepcionais qualidades de comando
reveladas e inteligente disciplina
que soube imprimir à sua Companhia,
elevando-a a um notável nível de
preparação, bem patente em situações
excepcionais, de carácter
operacional, em todas as acções
realizadas pelo seu Batalhão no Sul
da Província, como Unidade de
intervenção e, posteriormente, com a
responsabilidade de quadrícula num
dos sectores.
São de salientar as suas
intervenções nas ilhas de Como e
Caiar, logo após a sua chegada à
Província, a colaboração prestada na
operação "Seta", sofrendo ataques ao
seu estacionamento em Brandão e uma
emboscada em Gamalã; as suas acções
em Incassol e Gã Gregório, durante o
desembarque e instalação da
Companhia de Caçadores 414, onde
resistiu a 3 ataques do inimigo; nas
emboscadas no cruzamento das
estradas Empada-Catió, em
Timbo-Chugué
(nota) e em Tombali, e na
limpeza dos itinerários
Fulacunda-Tite, em todas as quais,
enfrentando em regra centenas de
terroristas, bem armados, municiados
e instalados, tomou ascendente nas
lutas, pondo o inimigo em debandada
com consideráveis baixas e
apreendendo-lhe vário material de
guerra, e isto devido ao elevado
moral e espírito de persistência dos
seus homens, numa luta desigual com
um inimigo fluído e em condições
desfavoráveis de terreno e clima.
Além de todos estes brilhantes
feitos e a par das excepcionais
qualidades de coragem, decisão e
energia, também se revelou um óptimo
colaborador no desempenho de outras
funções, por acumulação, revelando
inteligência e grande bom-senso, em
especial na acção psicossocial, pela
forma como a sua tropa conquistou a
confiança da população da tabanca de
Priame, demonstrada no seu
comportamento moral em presença de
sucessivos e fortes ataques levados
a efeito por diversos grupos
terroristas.
Os serviços deste oficial devem ser
considerados distintos e relevantes
para o Exército e para a Nação.

Em
28 de Julho de 1964 embarca com a
sua subunidade com destino à Ilha do
Sal (Cabo Verde);
Em 28 de Abril de 1965 regressa à
Metrópole e ao Batalhão de Caçadores
6 (BC - Castelo Branco);
Em
25 de Maio de 1965 agraciado com a
Medalha de Mérito Militar de 3ª
classe;
Em
10 de Junho de 1965 em Tomar,
perante tropas em parada,
condecorado com a Cruz de Guerra de
2ª classe;

Em 28 de Julho de 1966 nomeado para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola;
Em 26 de Abril de 1967 promovido a
major;
Em
10 de Setembro de 1968 regressa à
Metrópole por ter sido nomeado para
frequentar em 7 de Outubro de 1968,
o 1.º curso de
promoção
a oficial superior, no Instituto dos
Altos Estudos Militares (IAEM –
Pedrouços);
Em 14 de Fevereiro de 1969 conclui o
curso de promoção a oficial
superior;

Em 21 de Fevereiro de 1969 fica
colocado na Direcção da Arma de
Infantaria;
Em 31 de Outubro de
1969,
tendo sido nomeado pelo Batalhão de
Caçadores 10 (BC10 – Chaves) para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Moçambique, embarca
em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' como
2.º comandante do Batalhão de
Caçadores 2894 (BCac2894) «AUDÁCIA
PARA VENCER»;

Em 16 de Janeiro de 1972 regressa à
Metrópole e oferece-se, por escala,
para servir novamente na Província
Ultramarina de Angola;

Em 1 de Novembro de 1973 promovido a
tenente-coronel;
Em 6 de Agosto de 1974, tendo sido
designado pelo Batalhão de Caçadores
10 (BC10 –
Chaves)
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, embarca no
Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo
Maduro) rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9
– Luanda), como comandante do
Batalhão de Caçadores 5017/74
(BCac5017/74) «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS»;
Em 30 de Setembro de 1975 regressa
definitivamente à Metrópole.
Faleceu no dia 7 de Outubro de 1988.
Paz à sua
Alma.

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(nota):
António Moreira Martins
António
Moreira Martins, Soldado Atirador de
Infantaria, n.º 1432/62,
natural da
freguesia de Mouriz, concelho de
Paredes, filho de José Pinto e de
Conceição Moreira, solteiro.
Mobilizado elo
Batalhão de Caçadores 10 (BC10 -
Chaves) para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola,
integrado na Companhia de Caçadores
414 (CCac414) «SEMPRE EXCELENTES E
VALOROSOS».
Faleceu no dia 28 de
Maio de 1963 em Timbo-Chugué, vítima
de ferimentos em combate.
Está inumado no
cemitério da freguesia de Mouriz,
concelho de Paredes