Manuel Fernando Ferreira da Costa,
Soldado Condutor
Auto, n.º
03402169, natural da freguesia de
Sanfins, concelho de Paços Ferreira,
distrito do Porto
Mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 1 (RI1 - Amadora) para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola integrado na
Companhia de Caçadores 2597 do Batalhão
de Caçadores 2886 «UBI GLORIA OMNE
PERICULUM DULCE», no período de 28
de Outubro de 1969 a 3 de Novembro
de 1971.
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
Soldado,
condutor-auto, n.º 03402169
MANUEL FERNANDO FERREIRA DA COSTA
CCac2597/BCac2886 - RI 1
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 35 - 3.ª
série, de 1971.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos
do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de
1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, de 07 de Setembro de 1971, o Soldado,
condutor-auto, n.º 03402169, Manuel Fernando Ferreira da
Costa, da Companhia de Caçadores n.º 2597/Batalhão de
Caçadores n.º 2886 - Regimento de Infantaria n.º 1.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 21, de 17 de Março de 1971, do
QG/RMA):
Louvado, o Soldado, condutor-auto, n.º 03402169, Manuel
Fernando Ferreira da Costa, da CCac2597/BCac2886 - RI 1,
porque, quando recentemente integrado numa coluna,
apesar de ferido numa coxa, em consequência dos
primeiros tiros e granadas lançadas pelo inimigo,
manteve a maior serenidade e sangue-frio.
Após abandonar a viatura, apesar de se encontrar na zona
de morte, apoderou-se imediatamente da sua arma e,
indiferente ao fogo do adversário, lançou-se com a maior
determinação, coragem e decisão na perseguição do grupo
inimigo.
Ao encontrar, prostrado e ferido, um seu camarada e
alheando-se ao perigo que ele próprio corria, procurou
protegê-lo e dispensou-lhe os necessários cuidados, até
à chegada de um maqueiro, a quem auxiliou nos primeiros
socorros, só consentindo ser tratado depois de prestada
assistência aos restantes feridos.
Pelas excelentes virtudes patenteadas e inegáveis
qualidades de abnegação, altruísmo e solidariedade, é o
Soldado Ferreira da Costa credor de muita estima e
apreço, constituindo a sua relevante actuação, exemplo
que muito o honra e dignifica.
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Jornal do Exército, ed. 141, pág. 28, de Setembro de
1971
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Batalhão de Caçadores 2886
Identificação BCaç 2886
Unidade
Mobilizadora:
RI 1 — Amadora
Comandante:
Tenente-Coronel de
Infantaria Francisco Manuel Brandão
Loureiro
2.º
Comandante: Major de Infantaria
Armando Whytton Medeiros da Silva
Oficial de
Informações e Operações Adjunto: Major de Infantaria João
Maria Andrade de Beires Junqueira
Comandantes
de Companhia:
CCS
(Companhia de Comando e Serviços):
Capitão de Infantaria
Ramiro Morna do Nascimento
Capitão de Infantaria Daniel Andrade
de Carvalho
Capitão do Serviço Geral do Exército
Manuel Mendes Guerra
CCaç 2596:
Capitão Mil.º de
Infantaria António Hélder Ribeiro
Valente
CCaç 2597:
Capitão Mil.º de
Infantaria Victor Nogueira Barata
CCaç 2598:
Capitão de Infantaria
Vasco Lino da Silva
Divisa:
"Ubi Gloria Omne Periculum Dulce"
Partida:
Embarque em 180ut69; desembarque em
280ut69
Regresso:
Embarque em 03Nov71
Síntese da
Actividade Operacional
O BCaç foi destinado ao subsector de
Gago Coutinho, no sector do Moxico,
na ZML, onde rendeu o BCaç 2855,
assumindo a responsabilidade da ZA
em 22Nov69. As suas subunidades
instalaram-se: a CCaç 2596 e depois
a CCaç 2597 em Gago Coutinho; a CCaç
2597 e depois a CCaç 2596 em Luvuei;
a CCaç 2598, e depois a CCaç 2597 em
Ninda. Como, reforços dispôs da CCav
2524 e depois da CArt 2371, em
Lucusse, do Destacamento de
Fuzileiros Especiais 10 em
Lungué-Bungo, da 1ª, 2ª e 3ª CCaç
Páras, sucessivamente, em Ninda, e
dos GE 319, 320, 321, 322, 338, bem
como dos seis Grupos de Flechas de
Gago Coutinho. Como órgão de apoio
de fogo dispôs o Bat do PelMort
2061. Havia destacamentos em Mussuma,
Sessa, Lutembo, Sebe e Chiume. As
CCaç Paras e a 24ª CCmds intervieram
em várias operações realizadas no
sector.
O In actuava com muito frequente
implantação de minas ACar e APes,
ataques a colunas e mesmo a
aquartelamentos, com apreciável
poder de fogo, no caso de Chiume, em
Out70 e Ninda em Jan71. As NT,
lançadas por vezes a mais de 100Km
dos objectivos, por terrenos
dificílimos, obtiveram, no entanto,
assinaláveis êxitos, que se
traduziram na captura de cerca de
cem armas, nas quais se contavam
MetrPes e Mort e LGF, além de
dezenas de acampamentos destruídos e
outro material apreendido: 200
granadas e 14.000 munições, além de
centenas de baixas causadas ao In.
Foi notável o esforço de detecção e
levantamento de minas, com 53
accionadas e 39 levantadas.
Em 02Fev71, o BCaç transmitiu a
responsabilidade da ZA ao BArt 3835,
que o rendeu.
O BCaç foi ocupar nova ZA no Cuanza
Sul, onde por sua vez rendeu o BCaç
2860, assumindo a responsabilidade
do sector em 11Fev71. Cedendo uma
CCaç e um GC a outras ZA, o
Batalhão, com o Comando e CCS,
instalou-se na Gabela, a CCaç 2596
em Novo Redondo e a CCaç 2597 na
Quibala; vários destacamentos foram
instalados em Vila Nova de Seles,
Porto Amboim, Santa Comba, Calulo e
Mussende.
Nesta ZA, o BCaç teve em especial
atenção o controlo e vivência das
populações, agindo num tecido social
sensível, acautelando, com exaustiva
pesquisa e presença, uma possível
deterioração da situação.