Manuel Guilhermino Nunes, Soldado de
Cavalaria, da CCS/BCav1851: Cruz de Guerra de 3.ª
classe
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo IV, pág. 56,
da
RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo I, pág.s 485
e 486, da
RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 89, pág.
23, de Maio de
1967
Diário de Lisboa, ed. 15303, de 24 de Julho de 1965
Diário de Lisboa, ed. 16060, de 3 de Setembro de
1967
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Manuel
Guilhermino Nunes
Soldado de Cavalaria, n.º 1454/64-M
Companhia de Comando e
Serviços
Batalhão de Cavalaria 1851
«...NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE»
Angola:
02Ago1965 > 22Ago1967
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Prémio
Governador-Geral de Angola
Manuel
Guilhermino Nunes, Soldado de Cavalaria, n.º 1454/64-M.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina
de
Angola,
integrado na Companhia de Comando e Serviços (CCS) do
Batalhão de Cavalaria 1851 «...NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE», no período de 2 de Agosto de 1965 a 22 de
Agosto de 1967.
Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de
3.ª classe, publicado na Ordem do Serviço n.º 54, de 6
de Julho de 1966, do Quartel General da Região Militar
de Angola (QG/RMA) e por Portaria de 2 de Dezembro de
1966, publicado na Ordem do Exército n.º 2 – 3.ª série,
de 1967.
Agraciado com o Prémio Governador-Geral de Angola
(Jornal do Exército, ed. 89, pág. 23, de Maio de 1967).
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Soldado
de Cavalaria, n.º 1454/64-M
MANUEL GUILHERMINO NUNES
CCS/BCav1851 - RC3
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do
Exército n.º 2 – 3.ª série, de 1967.
Por Portaria de 21 de Dezembro de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província de Angola:
O Soldado n.º 1454/64-M, Manuel Guilhermino Nunes, da
Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Cavalaria
n.º 1851 - Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem do Serviço n.º 54, de 6 de Julho de
1966, do Quartel General da Região Militar de Angola
(QG/RMA):
Louvado o Soldado n.º 1454/64-M, Manuel Guilhermino
Nunes, da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de
Cavalaria n.º 1851, por ter evidenciado extraordinárias
qualidades de valentia, coragem, decisão, sangue frio,
energia e extrema perícia no uso do seu lança-granadas
foguete, durante várias acções de combate em que tomou
parte.
Numa delas, tendo ficado no troço da coluna, isolado à
retaguarda e tendo descoberto que o inimigo dispunha de
uma metralhadora, sobre um morro, que enfiava a picada,
onde se encontravam as outras viaturas, imediatamente se
decidiu destruí-la com o lança-granadas foguete sem
atender a que, para o fazer, tinha que se colocar num
local desabrigado e fortemente batido pelo fogo. Não
obtendo sucesso com o tiro feito nessa posição, correu
em busca de outra que lhe permitisse obtê-lo. Sempre
debaixo de fogo e verificando que uma metralhadora Breda
montada sobre uma viatura, tinha sofrido uma avaria,
saltou para essa viatura, resolveu a avaria, fez fogo
sobre o inimigo, atingindo-o, após o que de novo com o
lança-granadas foguete e com rara perícia, acertou em
cheio no alvo, calando para sempre a metralhadora In e
eliminando o respectivo apontador.
Uma vez banida essa metralhadora, continuou a bater um a
um, os núcleos inimigos, com a firme determinação de os
destruir, indiferente à sua segurança pessoal.
O Soldado Guilhermino Nunes, sempre demonstrou em todas
as acções em que tem tomado parte, ser possuidor, em
elevado grau, de uma sentida devoção no cumprimento do
dever militar.
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Prémio
Governador-Geral de Angola
Soldado
Manuel Guilhermino Nunes
O Soldado Manuel Guilhermino Nunes evidenciou em Angola
extraordinárias qualidades de valentia, coragem,
decisão, sangue-frio e energia durante várias acções de
combate em que tomou parte.
Numa delas, tendo descoberto que o inimigo dispunha de
uma metralhadora que se tornava especialidade perigosa
para as nossas tropas, imediatamente decidiu destrui-la
com o lança-granadas foguete sem atender a que, para o
fazer, tinha de se colocar num local desabrigado e
fortemente batido pelo fogo. Não obtendo sucesso com o
tiro feito da posição, correu em busca de outra que lhe
permitisse obtê-lo, sempre debaixo de fogo. Entretanto,
verificando que uma metralhadora montada sobre uma
viatura tinha sofrido uma avaria mecânica, saltou para
ela, resolveu a avaria e fez fogo sobre o inimigo,
atingindo-o, após o que, de novo com o lança-granadas
foguete, e com rara perícia, acertou em cheio na
metralhadora adversária, calando-a e eliminando o
respectivo apontador. Em seguida continuou a bater, um a
um, os núcleos inimigos, com a firme determinação de os
destruir, e indiferente à sua segurança pessoal.
Aliás, sempre demostrou em todas as acções em que tem
tomado parte, ser possuidor em elevado grau, de uma
sentida devoção no cumprimento do dever militar.

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Batalhão
de Cavalaria N.º 1851
Identificação:
BCav1851
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria n.º 3 (RC 3 -
Estremoz)
Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Alberto Carlos
Perestrelo de Alarcão da Silveira
2.º Comandante:
Major de Cavalaria José Luís Trinité Rosa
Oficial
de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria João Sequeira Marcelino
Capitão de Cavalaria Francisco Manuel Martins dos Santos
Capitão de Cavalaria Jorge Manuel Bicudo e Castro
Valério
Comandantes de
Companhia:
Companhia de
Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército Carlos
Francisco
Companhia de
Cavalaria 1401 (CCav1401):
Capitão Mil.º de Cavalaria Joaquim da Silva
Prado
Companhia
de Cavalaria 1402 (CCav1402):
Capitão de Cavalaria Rui Manuel Bruno Machado
Pessoa de Amorim
Companhia de
Cavalaria 1403 (CCav1403):
Capitão de Cavalaria Rogério Montefalco
Sarmento Pereira
Capitão de Cavalaria Francisco Manuel Martins dos Santos
Capitão de Cavalaria Graduado Orlando José do Espírito
Santo Ramos
Divisa:
«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
Partida:
Embarque no
NTT «Vera Cruz», no dia 24 de
Julho de 1965; desembarque no dia 2 de Agosto de 1965
Regresso:
Embarque no NTT «Uíge», no dia 22 de Agosto
de 1967;
desembarque em Lisboa, no dia 3 de Setembro de
1967.
Síntese da
Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria 1851 foi destinado ao
subsector de Zala, no Sector D, ali rendendo o Batalhão
de Cavalaria 745 (BCav745) e assumindo a
responsabilidade do subsector em 14 de Agosto de 1965.

O dispositivo foi o seguinte:
O Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS)
aquartelaram em Zala, bem como a Companhia de Cavalaria
1403 (CCav1403), a
Companhia de Cavalaria 1402 (CCav1402) ficou em Bela
Vista e a
Companhia de Cavalaria 1401 (CCav1401) em Vila Pimpa;
como apoio de fogos dispunha da
4.ª Bateria do Grupo de Artilharia de Campanha de Luanda
(4ªBtr/GACL) – Guarnição Normal e do
Pelotão de Morteiros 1020 (PelMort1020) em Zala; a
Companhia de Artilharia 1562 (CArt1562), em reforço,
desde Abril de 1966, ficou em Zala e depois em Bela
Vista.
A
ZA (Zona de Acção) do BCav [BCav1851] coincidia com o
fulcro da guerrilha e a área do seu maior empenhamento;
estava bem armada, municiada e moralizada e revelou-se
quase diariamente por muito fortes acções de fogo contra
colunas auto, conjugadas com implantação de minas ACar (Anti-carro)
e APes (Anti-pessoal). Foi precisamente nas reacções a
estas emboscadas, que as NT (Nossas Tropas) obtiveram os
seus maiores êxitos, pois, embora sofrendo-as, causaram
ao inimigo baixas muito superiores, mau grado as
desvantagens do terreno, a nossa exposição, aos ataques
e a escolha e preparação dos locais de emboscada pelo
inimigo.
Destas reacções das Nossas Tropas, destacam-se as de 2
de Novembro de 1965, na estrada Ambriz-Zala, de 1 de
Junho de 1966 na Camioneta Vermelha e de 27 de Junho de
1966 na estrada Nambuangongo-Zala.

Das operações realizadas, mencionam-se "Determinados",
"Madureira" e "Dever", entre outras.
Em 12 de Setembro de 1966, foi substituído no subsector
de Zala pelo Batalhão de Caçadores 1892 (BCac1892).
A seguir, o BCav [BCav1851] rodou, rendendo o Batalhão
de Caçadores 670 (BCac670), em 23 de Setembro de 1966,
para o sector da Lunda, na ZIL (Zona de Intervenção
Leste), com sede em Henrique de Carvalho, onde
aquartelaram o
Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e
Companhia de Cavalaria 1403 (CCav1403), ficando a
Companhia de Cavalaria 1401 (CCav1401) no Dundo e a
Companhia de Cavalaria 1402 (CCav1402) em Cassinguidi;
como reforços, dispunha da
Companhia de Caçadores 1517 (CCac1517) em Lubalo e
depois em Lumege, da
Companhia de Caçadores 1518 (CCac1518) em Mussuco e da
Companhia de Caçadores 1519 (CCac1519) em Camaxilo,
havendo destacamentos de pelotão em Canzar, Luia, Lóvua,
Veríssimo Sarmento, Cacolo, Luremo, Catxinga, Cuango,
Caungula e Cuilo.
O inimigo começou a revelar-se, por assaltos a
povoações, eliminações físicas dos chefes-nativos e
emboscadas a viaturas civis, após a entrada em sector do
BCav [BCav1851], nomeadamente com ataques a Cazoa,
Chimbila e à serração do Luvo. Para travar a acção do
inimigo) foram desencadeadas muitas operações, das quais
se salientam, pelas baixas causadas, as operações
"Leopardo", "Diamante Azul" e "Jacaré".
Em 14 de Agosto de 1967, o BCav [BCav1851] foi rendido
pelo Batalhão de Caçadores 1892 (BCac1892).
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Diário de Lisboa, ed. 15303, de 24 de Julho de 1965
A
partida
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Diário de Lisboa, ed. 16060, de 3 de Setembro de
1967
O
regresso
