Manuel Joaquim Faria Barbosa, 2.º
Sargento de Artilharia: Cruz de Guerra, de 3.ª classe
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo IV, pág. 65, da
RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo
III, Livro 1, pág.s 302 a 304,
da RHMCA / CECA / EME
8.º Volume, Tomo
III, Livro 1, pág. 64, da
RHMCA / CECA / EME
"Diário de Lisboa", ed. 15970,
pág. 11, de 04Jun1967
Revista "Limiana", ed. 37, pág.
41, de Abr2014 |


Manuel Joaquim Faria
Barbosa
2.º Sargento de Artilharia
Companhia de
Artilharia 637
Batalhão de Artilharia 639
«BRAVOS E SEMPRES
LEAIS»
Moçambique
26Abr1964 a 12Out1966
Cruz de Guerra, de 3.ª
classe
Manuel Joaquim Faria Barbosa, 2.º
Sargento de Artilharia, natural da freguesia de
Nogueira,
concelho de Vila Nova de Cerveira.
Mobilizado pelo Regimento de Artilharia
Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para servir Portugal
na Província Ultramarina de Moçambique integrado na
Companhia de Artilharia 637
(nota 1) do Batalhão de Artilharia
639
«BRAVOS
E SEMPRES LEAIS», no período de 26 de Abril de 1964 a 12
de Outubro de 1966.
Actualmente, é Tenente-Coronel de
Artilharia na situação de reforma.
(nota 1)
- Companhia de
Artilharia 637 do Batalhão de Artilharia 639
Comandantes:
Capitão de Artilharia Luís António
Themudo Gagliardini Graça
Capitão de Artilharia Miguel Fernandes
Pinto
Partida:
Embarque em Lisboa no NTT 'Niassa' no
3 de Abril de
1964 e desembarque em Nacala no dia 26 de Abril de 1964
Regresso:
Embarque, em navio, a 12 de Outubro de
1966.
Síntese da Actividade
Operacional
A Companhia de Artilharia 637
(CArt637), desembarcou em Nacala. Colocada em Maúa, rendeu
a Companhia de Artilharia 292 (CArt292).
Em Fevereiro de 1965, foi cedida de
reforço ao Batalhão de Caçadores 598 (BCac598), sedeado
em Vila Cabral. Instalou-se em Mandimba (Fevereiro de
Maio de 1965), Vila Cabral (Maio a Agosto de 1965) e
Maniamba (Agosto a Novembro de 1965).
A 20 de Novembro de 1965, rendida em
Maniamba pela Companhia de Caçadores 1478 (CCac1478),
regressou a Maúa e reintegrada no dispositivo do
batalhão (BCac639). Recebeu o reforço de 2 pelotões da
Companhia de Caçadores 1481 do Batalhão de Caçadores
1873 (CCac1481/BCac1873), sedeada em Entre-Rios.
Em Abril de 1964 até final da
comissão, efectuou patrulhamentos, emboscadas e contacto
com a população em acção educativa e assistência
medicamentosa.
Foi rendida em Maúa (Outubro de 1966,
pela Companhia de Artilharia 1596 do Batalhão de
Artilharia 1893 (CArt1596/BArt1893.
Cruz de Guerra, de 3.ª
classe
2.º
Sargento de Artilharia
MANUEL JOAQUIM FARIA BARBOSA
CArt 637/BArt 639 — RAP 2
MOÇAMBIQUE
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
OE n.º 2 - 3.ª série, de 1967.
Por Portaria de 06 de Dezembro de 1966:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º
do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em acções de combate na
Província de Moçambique, o 2.º Sargento de Artilharia,
Manuel Joaquim Faria Barbosa, da Companhia de Artilharia
637/Batalhão de Artilharia 639 - Regimento de Artilharia
Pesada n.º 2.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 41, de 11 de Agosto de 1965, do QG/RMM):
Louvado o 2.º Sargento de Artilharia, Manuel Joaquim
Faria Barbosa, da Companhia de Artilharia 637, porque,
deslocando-se em 14 de Junho de 1965, integrado no seu
Pelotão em missão de combate, detectou uma mina que se
encontrava a cerca de 80 metros de outra que havia sido
accionada por uma viatura, causando uma morte
(nota 2).
Ao verificar tratar-se de um engenho explosivo,
voluntariamente ofereceu-se para proceder ao seu
levantamento a fim de que o seu funcionamento pudesse
ser estudado e divulgado às restantes Unidades em
combate.
Posteriormente, em 18 e 19 de Junho de 1965, levantou
mais cinco minas.
De notar que este Sargento procedeu ao levantamento da
primeira mina detectada em território da Província de
Moçambique.
Demonstrou desta forma possuir verdadeiras qualidades de
militar, coragem e sangue frio, conhecimentos sobre o
assunto, proporcionando, com a sua atitude, a divulgação
de conhecimentos até à data desconhecidos.
(nota 2):

José de Araújo Sendão, Soldado
Atirador de Artilharia, n.º 3448/63, nascido no dia 10
de Novembro de 1942, no lugar de Arguela, da freguesia
de Santa Cruz de Lima, concelho de Ponte de Lima,
solteiro, filho de António José de Freitas Sendão e de
Aurora de Jesus Araújo.
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para
servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique
integrado na Companhia de Artilharia 637 do Batalhão de
Artilharia 639.
Faleceu na 2.ª feira 14 de Junho de 1965,
em consequência da deflagração de mina antipessoal no
itinerário do Abilo para
Miandica.
Naquela ocorrência, encontrava-se
integrado num pelotão comandado pelo 2.º Sargento Manuel
Joaquim Faria Barbosa, em reforço à Companhia de Comando
e Serviços do Batalhão de Caçadores 598 (CCS/BCac598).
Em Moçambique, foi aquela a primeira
baixa mortal nas NT (Nossas Tropas) por mina antipessoal
plantada pela Frelimo.
Tinha 22 anos de idade.
Está inumado na campa n.º 41, fileira
n.º 2, do cemitério de Vila Cabral (Moçambique)