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Condecoração

Manuel Malaquias de Oliveira, Tenente Piloto Aviador

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

e outros extraídos do blogue "RIOS DOS BONS SINAIS"

 

 

Tenente-Piloto-Aviador-Manuel-Malaquias-de-Oliveira-350Cruzde-Guerra-1classe-cz-350

 

Manuel Malaquias de Oliveira

 

Tenente Piloto Aviador

 

Aeródromo de Manobra n.º 61

 

Aeródromo Base n.º 6

«…ENTRE GENTE REMOTA…»

 

Moçambique:

 

Abril de 1966 a 22 de Outubro de 1967

 

Tombou em combate no dia 22 de Outubro de 1967

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

(Título póstumo)

 

Manuel Malaquias de Oliveira, Tenente Piloto-Aviador.


AM-azNascido em 25 de Fevereiro de 1939 na aldeia de Bonsucesso, freguesia de Aradas, concelho de Aveiro.


BA2Em 21 de Novembro de 1961 ingressa na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;


Em Abril de 1966, Tenente Piloto-Aviador oriundo da Base Aérea n.º 2 AB1-Figo-Maduro(BA2 – Ota) «CUMPRIR ALÉM DO DEVER», tendo sido mobilizado pelo Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) «AD MAXIMUM CUM MINIMO» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, foi colocado no Aeródromo de Manobra n.º 61 (AM61 - Vila Cabral);


No domingo, dia 22 de Outubro de 1967, tripulando o AB6T6-G Mk.IV n.º1739, faleceu pelas 15H30 em consequência do seu 'Harvard' ter sido atingido por metralha de antiaérea dos 'frelos' e se haver despenhado sobre o rio Luambala, nas proximidades de Cassembe (itinerário Maúa > Révia).


Em 10 de Fevereiro de 1968, louvado pelo Tenente-Coronel Piloto-Aviador António Quintino dos Santos, Comandante do Aeródromo Base n.º 6 (AB6) «…ENTRE GENTE REMOTA…», publicado na Ordem de Serviço n.º 35, de 10 de Fevereiro de 1968:


«Louvo, a título póstumo, o Oficial abaixo mencionado, por ao longo de tempo de permanência no Norte da Província de Moçambique, em zonas afectadas pelo terrorismo executou mais de meio milhar de missões operacionais, sendo na sua maioria, de apoio pelo fogo durante as quais teve o seu avião várias vezes atingido pelo fogo inimigo.


Piloto hábil, valente, corajoso, competente, desprezando o perigo, e extraordinariamente combativo, mereceu dos Comandos das Forças Terrestres, para com as quais demonstrou elevado espírito de cooperação, referênciax altamente elogiosas para a Força Aérea cujo prestígio sempre procurou manter o alto nível.


Pela sua notável actuação foi louvado pelo Comando de Aeródromo Base n.º 5 quando a sua acção contribuiu decisivamente para apreensão da primeira metralhadora Ant-Aérea capturada ao inimigo na Província de Moçambique.


Militar extremamente disciplinado e disciplinador, íntegro, e correcto, possuidor Cruzde-Guerra-1classe-cz-620em elevado grau de devoção pela Pátria e de lidos princípios morais, perdeu a Força Aérea um elemento que em poucos anos de serviço, se soube impor como exemplo raro e extraordinário para os camaradas e inferiores pelas suas altas virtudes cívicas e militares e um colaborador de alta valia para os seus chefes.


Durante a missão em que perdeu a vida, demonstrou mais uma vez rara coragem, decisão, sangue frio e serena energia debaixo de fogo inimigo, alcandorando-se a um lugar cimeiro só reservado a militar de elite, que são a Honra e a Glória da Força Aérea, o


TENENTE PILOTO AVIADOR MANUEL MALAQUIAS DE OLIVEIRA
»

 


Em 1968 agraciado a título póstumo com a
Cruz de Guerra de 1ª classe.


Encontra-se inumado no cemitério paroquial da sua freguesia de naturalidade, tendo a autarquia local atribuído em sua homenagem o nome de um arruamento.


A sua Alma descansa em Paz.

 

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Fotos do tempo da comissão de serviço do Tenente Piloto Aviador Malaquias de Oliveira:

 

 01-Tenente-Manuel-Malaquias-de-Oliveira-COR

 

 02-Cap-Mantovani-Ten-Malaquias-e-Alf-Aidos-cor

 

 03-cor

 

 04-Foto

 

 05-Foto

 

 06-Foto-a

Nota sobre a foto anterior - "General Ramalho Eanes" [António dos Santos Ramalho Eanes]:

Na altura era Capitão de Infantaria, integrado no Batalhão de Caçadores 1889, como Oficial de Informações e Operações /Adjunto

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O seu nome faz parte da toponímia do lugar de Bonsucesso, na freguesia de Aradas:

 

 Toponimica-Freguesia-de-Aradas

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O Liceu Nacional de Aveiro homenageou o seu antigo aluno Manuel Malaquias de Oliveira:

 

Os heróis não morrem, vivem para sempre na memória dos vivos


Capa-do-Jornal-do-Liceu-Nacional-de-Aveiro-1969O Farol de Outubro e Novembro de 1969 foi prestada homenagem ao tenente piloto-aviador Manuel Malaquias de Oliveira, Cruz de Guerra de 1.ª classe a título póstumo, e antigo aluno do nosso liceu.


Homenagem justa para quem soube bem servir a Pátria, dando por ela e vida, e honrar o liceu que o instruíra e formara no amor aos grandes ideais.


Natural do Bonsucesso, não o esquecerem os seus conterrâneos que em boa hora resolverem perpetuar-lhe a memória, deixando para os vindouros o exemplo do seu heroísmo e do seu sacrifício, afixando, no dia 12 de Outubro [1969], numa das ruas da sua terra o nome heroico do tenente Malaquias de Oliveira.


Houve cerimónias e a presença das autoridades e dos familiares do bravo aviador. Lá estavam a esposa extremosa e a filhinha idolatrada. Ambiente de grande interioridade e emoção, a revelar o elevado civismo do povo de freguesia de Aradas. E, depois, e voz do nosso Reitor que se elevou, para fazer o elogio do tenente Malaquias de Oliveira. Calaram fundo no espírito dos presentes as palavras sentidas do sr. Dr. Orlando de Oliveira que, e uma dada altura afirmou: «assim também se compreende que me convidassem para eu, como professor que fui de um dos seus Maiores, estar agora aqui, com um turbilhão de sentimentos, tristes e jubilosos, e prestar um depoimento sobre o meu antigo aluno cujo nome, para glória de sua memória abençoada por Deus, e para honra de seus familiares, ficará para sempre a lembrar o amor de um homem que soube amar o sua Terra, o espírito de devoção de um rapaz que soube ser valente, generoso e herói, a lição de um jovem que teve e coragem de viver a sua juventude no âmbito da dignidade, da alegria, do estudo e da coragem espiritual».


Mais adiante disse o orador: «Sentiu, entretanto, o primeiro grande amor da sua vide e aí vai ele alistar-se na Força Aérea para a servir com abnegação sem limites, com entrega de si mesmo à causa de Pátria, em holocausto da qual sacrificou a própria vida».


E, um pouco depois, o Reitor do Liceu continuou: «Poderia ele deixar-se embriagar pelas seduções lisboetas, tanto mais cativantes quanto maiores as qualificações dos rapazes a eles sujeitos; poderia pensar em não assumir tão depressa as graves responsabilidades de chefe de família e protelar a realização desse sonho que seria agora o seu segundo grande amor.

 

 com-a-homenagem-ao-Ilustre-ex-aluno-Manuel-Malaquias-de-Oliveira


Mas não: «como jovem que desejava ser homem, bem consciente e determinado, resolve cumprir, perante Deus e perante aquela a quem escolhera para Esposa, as promessas de rapaz brioso, as intenções demilitar com aprumo e garbo, e vem à sua terra, às paragens de Verdemilho, Aradas e Bonsucesso, … e vem à sua terra, dizíamos, para levar consigo outra força de juventude igual à sua, outra alma perecida com a sua em bondade, em dedicação, em ternura, em amor»


«Diz-nos o louvor concedido a título póstumo por S. Ex.ª o Secretário de Estado da Aeronáutica — continua o Sr. Reitor — que ele executou mais de meio milhar de missões operacionais e nós, só de pensarmos neste número de actos fatigantes e de grande responsabilidade, apercebemo-nos imediatamente do temperamento forte e indomável do tenente Malaquies de Oliveira que sabia colocar, acima do cansaço e da comodidade pessoal, a resposta positiva ao apelo da Pátria, que ele considerava como sagrado.


No mesmo louvor regista-se que foi disciplinado, íntegro, leal, correcto e possuidor em elevado grau de devoção pela Pátria e de sólidos princípios morais».


E o sr. Dr. Orlando de Oliveira termina com estas palavras de Homenagem àqueles que moldaram o carácter do jovem herói, e de orgulho pela altíssima obre de formação do Liceu de Aveiro: «Nasceu o tenente Malaquias de Oliveira numa Família bem formada, e quem presto e minha melhor homenagem, frequentou a Catequese da sua Freguesia, e cujo Pároco ficou a dever o mais prudente conselho e o mais apropriado rumo, ouviu e aprendeu proveitosamente os bons ensinamentos dos seus professores de instrução primária.


Estes, os primeiros caboucos que eram bons mas não estavam cimentados e coesos, dada e pouca idade do nosso homenageado de hoje.


Foi no liceu, e no Liceu de Aveiro que represento, que o menino imberbe deixou de ser criança, passou por adolescente e começou a ser adulto, enquanto o seu carácter, a sua lealdade, o seu espírito de devotada correcção faziam os necessários ajustamentos às estrutures vindas mais de trás e adquiriam raízes e troncos capazes de suportar flores e frutos como os mencionados.


Permitem-me, portanto, que o Liceu Nacional de Aveiro se sinta orgulhoso do seu antigo aluno e de sua acção formativa sobre os jovens que lhe são confiados.


Foi este mesmo Liceu de Aveiro que há dois anos aqui esteve em pranto, a rogar e Deus pelo eterno descanso da almo do tenente Manuel Malaquias de Oliveira.


É este mesmo Liceu de Aveiro que hoje eu represento com alegria na consagração do homenageado porque o tenente Manuel M. de Oliveira, morrendo em glória, não morreu. Viveu no passado perante os seus contemporâneos; vive no presente, entre todos nós e nos nossos corações; viverá no futuro, para exemplo dos homens e glória deste Terra».


Na verdade, os heróis não morrem, vivem para sempre na memória dos vivos.


DA REDACÇÃO

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 Tenente-Piloto-Aviador-Manuel-Malaquias-de-Oliveira-920

     
 

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