

Manuel Pratas Geraldo
Soldado de Cavalaria
Companhia de Cavalaria 625
Batalhão de
Cavalaria 627
«AMANDO PELEJANDO»
Angola: 25Jan1964 a 25Mar1966
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Manuel
Pratas Geraldo, Soldado de Cavalaria
n.º 1004/63.
Mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «… NA
GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, integrado na Companhia
de Cavalaria 625 (CCav625) do
Batalhão de Cavalaria 627 (BCav627)
«AMANDO PELEJANDO».
No
dia 16 de Janeiro de 1964, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, Lisboa, embarcou no NTT
«Vera Cruz» com destino a Luanda,
onde desembarcou no dia 25 de
Janeiro de 1964.
No dia 25 de Março de 1966, embarcou
no NTT «Niassa» de regresso à
Metrópole, onde desembarcou no dia 5
de Abril de 1966.
Louvado e agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 3.ª classe,
publicado na Ordem de Serviço n.º
48, de 18 de Junho de 1965, do
Quartel General da Região Militar de
Angola (QG/RMA), na Ordem do
Exército n.º 29 - 2.ª série, de
1965, e na Revista da Cavalaria,
edição de 1965.
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Soldado
de Cavalaria, n.º 1004/63
MANUEL PRATAS GERALDO
CCav625/BCav627 - RC3
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 29 – 3.ª
série, de 1965.
Por Portaria de 21 de Setembro de
1965:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província de
Angola, o
Soldado n.º 1004/63, Manuel Pratas
Geraldo, da Companhia de Cavalaria
n.º 625 da Batalhão de Cavalaria n.º
627 - Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
48, de 18 de Junho de 1965, do
Quartel General da Região Militar de
Angola - QG/RMA):
Louvo o Soldado n.º 1004/63, da
Companhia de Cavalaria n.º 625 da
Batalhão de Cavalaria n.º 627 -
Regimento de Cavalaria n.º 3, Manuel
Pratas Geraldo, porque, no dia 9 de
Janeiro de 1965, quando se deslocava
numa coluna de Zala para
Nambuangongo, por se encontrar
doente e não ter podido acompanhar o
seu Grupo de Combate, durante um
ataque de que a coluna foi alvo, ao
ver uma metralhadora Breda avariada
montada numa viatura, apesar de não
ser da sua especialidade, subiu para
a viatura, reparou a avaria e
manteve-se a fazer fogo com a arma,
sem qualquer protecção, até que o
ataque findou.
Mostrou com o seu procedimento muita
coragem e serena energia debaixo de
fogo e confirmou, mais uma vez, as
suas excelentes qualidades de
desembaraço e de iniciativa em alto
grau, pelas quais já anteriormente
lhe foi concedido merecido louvor.
------------------
-----------------------------------------------
O Batalhão
de Cavalaria 627
Identificação:
BCav627
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3
(RC3 – Estremoz)
Comandante:
Tenente-Coronel de
Cavalaria Augusto Eduardo de
Oliveira Ferraz de Noronha e Meneses
Freire de Andrade
Tenente-Coronel de Cavalaria Carlos
Emiliano Fernandes
Tenente-Coronel José Luís de Pinho
Canelhas
2.º
Comandante:
Major de Cavalaria
Francisco Rodolfo Pereira dos Santos
Oliveira
Oficial
de Informações e Operações /
Adjunto:
Capitão de Cavalaria José
Manuel Martins da Silva
Comandantes
de Companhia:
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Cavalaria António José de
Faria Fernandes
Capitão de Cavalaria José Manuel
Lameira Machado de Faria
Companhia
de Cavalaria 624 (CCav624):
Capitão de Cavalaria Rui
d'Orey Pereira Coutinho
Companhia
de Cavalaria 625 (CCav625):
Capitão de Cavalaria
Manuel Joaquim Martins Engrácia
Antunes
Companhia
de Cavalaria 626 (CCav626):
Capitão de Cavalaria
Carlos Alexandre de Morais
Divisa:
"Amando e Pelejando"
Partida:
Embarque no dia 16 de Janeiro de
1964 no NTT «Vera Cruz»;
desembarque em Luanda no dia 25 de
Janeiro de 1964.
Regresso:
Embarque no dia 25 de
Março de 1966 no NTT «Niassa»;
desembarque em Lisboa no dia 5 de
Abril de 1966
Síntese da
Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria
foi destinado, inicialmente, ao
subsector B4, com sede em Malange,
onde rendeu o Batalhão de Caçadores
325 (BCac325) e assumiu a
responsabilidade da zona de acção em
19 de Fevereiro de 1964.
BCavO
dispositivo do Batalhão de Cavalaria
[BCav627] compreendia o
Comando, Companhia de Comando e
Serviços (CCS) e Companhia de
Cavalaria 626 (CCav626) em Malange,
a
Companhia de Cavalaria 624 (CCav624)
em Mangando / Forte República e a
Companhia de Cavalaria 625 (CCav625)
em Cacuso; eram reforços, a
Companhia de Caçadores 309 (CCac309)
em Marimba e a
Companhia de Caçadores 384 (CCac384)
em Nova Gaia.
A actividade operacional foi
principalmente dirigida a interdizer
ao inimigo a vasta zona de
fronteira, com a operação "Muralha",
numa constante acção de
patrulhamento, para contrariar
também as acções de intimidação,
nomeadamente fogos e raptos, sobre
as populações.
A partir de 22 de Junho de 1964, o
Batalhão de Cavalaria [BCav627] foi
transferido para o Sector D, onde
rendeu, por troca, o Batalhão de
Caçadores 460 (BCac460), assumindo a
responsabilidade do subsector de
Nambuangongo em 1 de Julho de 1964.
O
Comando e a Companhia de Comando e
Serviços (CCS) instalaram-se em
Nambuangongo e as
Companhias de Cavalaria 624, 625 e
626 respectivamente em Beira Baixa,
Nambuangongo e Quixico.
Eram reforços do Batalhão de
Cavalaria [BCav627], a
6.ª Companhia de Caçadores Eventual
do Regimento de Infantaria de Nova
Lisboa (6ªCCacEv/RINL – Guarnição
Normal), na Fazenda Lifune-Tari, a
Companhia de Cavalaria 483 (CCav483)
e o
Pelotão de Morteiros 911
(PelMort911) em Nambuangongo e
Dois pelotões da 4.ª Bateria do
Grupo de Artilharia de Campanha de
Luanda (4ªBtr/GACL – Guarnição
Normal) no Onzo e Beira Baixa.
Na zona de acção, fulcro da
guerrilha, o inimigo revelou-se
aguerrido, bem armado, municiado e
protegido por um terreno que tudo
lhe possibilitava. De referir uma
emboscada de mais de 4 horas de fogo
nutrido, na picada de Quifula.
Das operações levadas a cabo
citam-se "Aiué Grande", "Mãos
Dadas", "Contraste", "2." Tentativa"
e "Quisele", das quais resultaram
baixas e destruições de instalações
inimigas.
Após sobreposição desde 230ut64, o
Batalhão de Cavalaria [BCav627] foi
rendido pelo Batalhão de Caçadores
725 (BCac725) em 1 de Novembro de
1964 e passou à situação de reserva
de intervenção da Região Militar de
Angola (RMA), a partir de 16 de
Novembro de 1964, em substituição do
Batalhão de Artilharia 436
(BArt436).
As suas subunidades actuaram com
grande frequência em operações na
Zona de intervenção Norte, nos
sectores I, Q e DN, tomando parte em
diversas operações das quais se
referem: "Ponto de Honra",
"Marabunta", "Mexe Mexe", "Dembo
Grande", "Garraiada", de que
resultaram apreciáveis baixas e
apreensão de material, bem como a
eliminação de vários "quarteis"
inimigos.
Em 26 de Junho de 1965, o Batalhão
de Cavalaria [BCav627] foi
transferido para o Cuanza Sul, onde
rendeu o Batalhão de Cavalaria 437
(BCav437) e assumiu a
responsabilidade da zona de acção,
em 2 de Julho de 1965.
O Comando e Companhia de Comando e
Serviços (CCS) instalaram-se em Novo
Redondo, a
Companhia de Cavalaria 624 (CCav624)
na Gabela, a
Companhia de Cavalaria 625 (CCav625)
em Santa Comba e a
Companhia de Cavalaria 626 (CCav626)
no Calulo, havendo destacamentos em
Porto Amboim, Seles, Quibala e
Mussende. Nesta zona de acção, o
esforço foi dirigido a um estreito
controlo das populações das várias
etnias, pretendendo-se a melhoria do
clima social e a valorização das
populações.
Em finais de Fevereiro de 1966, o
Batalhão de Cavalaria [BCav627] foi
rendido pelo Batalhão de Artilharia
741 (BArt741).
------------------
-----------------------------------------------
Notícia:
Partida do
NTT «Vera Cruz», em 16 de
Janeiro de 1964

