
Manuel de Castro Garção, Soldado
Sapador de Infantaria, n.º 02518067,
natural da freguesia de Sendim,
concelho de Miranda do Corvo,
distrito de Bragança.
Mobilizado pelo Grupo de Artilharia
Contra Aeronaves 2 (GACA2 - Torres
Novas) para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola
integrado na Companhia de Comando e
Serviços (CCS) do Batalhão de
Artilharia 3835 «O
CÉU, A TERRA E AS ONDAS ATROANDO»,
no período de 15 de Janeiro de 1971
a Março de 1973.
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
Soldado
de Infantaria, n.º 02518067
MANUEL DE CASTRO GARÇÃO
CCS/BArt 3835 — GACA 2
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 7 - 3.ª série, de 1972.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do art.º 12.º
do Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 35 667,
de 28 de Maio de 1946, por despacho
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, de 19 de Janeiro
de 1972, o Soldado n.º 02518067,
Manuel de Castro Garção , da
Companhia de Comando e
Serviços/Batalhão de Artilharia 3835
—Grupo de Artilharia Contra
Aeronaves n.º 2.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 90, de 12 de
Novembro de 1971, do QG/RMA):
Louvado o Soldado, sapador de
Infantaria, n.º 02518067, Manuel de
Castro Garção, da CCS/BArt 3835 —
GACA 2, porque, numa emboscada que
sofreu a coluna onde seguia e sendo
servente da metralhadora montada na
primeira viatura da coluna, que
servia de rebenta minas, demonstrou,
sob intenso fogo In e até ser ferido
por um estilhaço de granada, grande
coragem, valentia, agressividade,
sangue frio e serena energia debaixo
de fogo, mantendo-se sempre calmo e
decidido, não abandonando o seu
posto, apesar de ter ficado isolado.
Fazendo fogo cerrado sobre o In, que
o procurava atingir a todo o
momento, assim se manteve durante
todo o tiroteio, não obstante a
metralhadora se ter encravado quatro
vezes e a fita da mesma se ter
partido por ter sido atingida por
uma rajada do In, tendo ficado
sozinho na viatura sem o municiador
que, na altura do desencadeamento do
fogo, havia saltado da viatura.
A sua relevante acção evitou que o
In tivesse provocado maior número de
baixas nas NT e fez gorar o assalto
sobre os feridos que o In intentou
executar, o qual, a realizar-se
teria sido desastroso para as NT.
Pelos motivos apontados, o Soldado
Garção é digno de ser apontado como
exemplo.