Soldado
de Cavalaria, n.º 923/65
MANUEL DOS SANTOS BAPTISTA
CCav1465/BCav1868 - RC3
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 23 - 3.ª série, de 1968
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 29 de
Junho último, o Soldado n.º 923/65,
Manuel dos Santos Baptista, da
Companhia de Cavalaria n.º 1465 do
Batalhão de Cavalaria n.º 1868 -
Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 39, de 15 de
Maio de 1968, do Quartel General da
Região Militar de Angola (QG/RMA):
Louvado o Soldado n.º 923/65, Manuel
dos Santos Baptista, da Companhia de
Cavalaria n.º 1465 do Batalhão de
Cavalaria n.º 1868 - Regimento de
Cavalaria n.º 3, porque durante os
dois anos de permanência na ZIN
(Zona Intervenção Norte), na
Província de Angola, revelou ser um
Soldado apto para o combate e
possuidor de uma extraordinária
coragem e sangue frio debaixo de
fogo, e um total desprezo pelo
perigo.
A sua actuação distinguiu-se durante
uma operação no Sector I, nos três
ataques sofridos pelas Nossas Tropas
no mesmo dia, porque sendo apontador
da metralhadora Breda, se manteve
sempre na sua posição, embora muito
batido pelo fogo do inimigo.
A sua acção é tanto mais de
assinalar, quanto é certo que
contribuiu fortemente para encorajar
os seus camaradas.
Por estas extraordinárias qualidades
tornou-se este Soldado digno de
admiração e estima dos seus
superiores e camaradas.
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Jornal do Exército, ed. 138,
pág. 24, de Junho de 1971
Soldado Manuel dos Santos
Baptista
MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª
CLASSE
Foi condecorado com a medalha da
Cruz de Guerra de 4.ª classe o
Soldado Manuel dos Santos Baptista «pela
extraordinária aptidão que revelou
para o combate durante os dois anos
de permanência na zona de
Intervenção Norte, na Província de
Angola.
A sua actuação distinguiu-se durante
uma operação em que as nossas tropas
sofreram três ataques no mesmo dia:
sendo apontador de metralhadora
«Breda», embora muito batido pelo
fogo inimigo, o soldado Baptista
manteve-se sempre na sua posição o
que contribuiu fortemente para
encorajar os seus camaradas.»

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Batalhão
de Cavalaria N.º 1868
Identificação:
BCav1868
Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC 3 -
Estremoz)
Comandante:
Tenente-Coronel de
Cavalaria João Pedro de Almada
Saldanha Quadros e Gouveia
2.°
Comandante:
Major de Cavalaria
Dionísio de Almeida Santos
Oficial
de Informações e Operações /
Adjunto:
Capitão de Cavalaria
Arnaldo Eduardo Souto Pires
Capitão de Cavalaria António José
Pereira Calixto
Comandantes de Companhia:
Companhia de Comando e Serviços
(CCS):
Capitão do
Serviço Geral do Exército António
dos Santos
Companhia de Cavalaria 1464
(CCav1464):
Capitão de
Cavalaria Carlos Alberto Pereira
Gomes da Silva
Capitão de Cavalaria Rui Manuel de
Almeida Trigueiros de Sampaio
Companhia de Cavalaria 1465
(CCav1465):
Capitão de
Cavalaria Rui Mamede Monteiro
Pereira
Companhia
de Cavalaria 1466 (CCav1466):
Capitão de
Cavalaria Viriato Manuel Assa
Castel-Branco
Divisa:
"Na Guerra Conduta Mais
Brilhante"
Partida:
Embarque no dia 20 de Novembro de
1965, no NTT «VERA CRUZ»;
desembarque em Luanda no dia 29 de
Novembro de 1965
Regresso:
Embarque no dia 14 de
Janeiro de 1968, no NTT «VERA CRUZ»;
desembarque em Lisboa no dia 23 de
Janeiro de 1968 -
Dia 24 de Janeiro de 1968: Recepção
em Estremoz
Síntese da
Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria
1868 (BCav1868) foi destinado ao
subsector de Tomboco, no Sector A,
da ZIN (Zona de Intervenção Norte),
onde rendeu o Batalhão de Caçadores
514 (BCac514) e assumiu a
responsabilidade da ZA (zona de
acção) em 19 de Dezembro de 1965.

O dispositivo foi o seguinte:
Comando, Companhia de Comando e
Serviços (CCS) e Companhia de
Cavalaria 1464 (CCav1464) em Tomboco,
esta posteriormente em Zau-Évua; a
Companhia de Cavalaria 1465
(CCav1465), - sucessivamente, em
Quinzau e Tomboco; a
Companhia de Cavalaria 1466
(CCav1466) em Casa da Telha, Zau-Évua
e Quinzau por esta ordem e a
7.ª Companhia de Caçadores do
Regimento de Infantaria de Luanda,
da Guarnição Normal (7ªCCaç/RIL - GN)
no Lufíco.
Havia destacamentos em Quiaia e Casa
da Telha.
Em
Dezembro de 1966, a Companhia de
Cavalaria 1466 (CCav1466) foi cedida
ao Comando do Sector A (ComSecA), e
ao Batalhão de Cavalaria 1868
(BCav1868) foi atribuída como
reforço a Companhia de Caçadores 771
do Batalhão de Caçadores 774
(CCac771/BCac774), no Lufico;
Também em Janeiro de 1967 a
Companhia de Caçadores 1435
(CCac1435), reforçou o Batalhão de
Cavalaria 1868 (BCav1868), no
Quiende; o
Batalhão de Cavalaria 1868
(BCav1868) destacou para actuação
fora do Sector, na operação "Quissonde",
por diversos períodos, duas das suas
Companhias.
Na ZA (zona de acção) embora o
inimigo não se fixasse, fazia actuar
poderosos grupos móveis que
desencadearam emboscadas nos
itinerários, causando fortes baixas
às Nossas Tropas, como em 22 de
Janeiro de 1966, 16 de Junho de 1966
e 9 de Julho de
1966 (nota).
Das
operações das Nossas Tropas
destacam-se pelas baixas, material
capturado e destruição de
instalações:
"Vale do Rio Luso",
"Tira Dúvidas" e
"Perseguição e Batida", saldando-se
esta por uma extraordinária
quantidade e qualidade de material
apreendido - armas, munições e
material logístico.
Em 28 de Fevereiro de 1967, após uma
remodelação do dispositivo, o
subsector foi integrado no Sector E
passando à dependência do Comando de
Agrupamento 26 (CmdAgr26).
Em 12 de Março de 1967, o Batalhão
de Cavalaria 1868 (BCav1868) foi
rendido pelo Batalhão de Caçadores
1903 (BCac1903) e rodou para o
Sector B2, com sede em Catete, onde
rendeu o Batalhão de Artilharia 753
(BArt753); assumiu a
responsabilidade da ZA (zona de
acção) em 16 de Março de 1967.
O dispositivo foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e
Serviços (CCS) em Catete, a
Companhia de Cavalaria 1465
(CCav1465) em Calomboloca e depois
em Cassoneca, a
Companhia de Cavalaria 1464
(CCav1464), em Zenza do Itombe e a
Companhia de Cavalaria 1466
(CCav1466) em Barraca;
Recebeu como reforço,
sucessivamente, as Companhias de
Caçadores 101, 102 e 103 do
Regimento de Infantaria de Luanda
(CCac101, 102, 103/RIL) em Cabo
Ledo.
Na ZA (zona de acção), o controlo
das populações assumia carácter
prioritário com uma actividade
operacional de resto sempre intensa,
obtendo-se resultados compensadores,
quer por subunidades cedidas a
outros sectores da ZIN (Zona de
Intervenção Norte), quer na própria
ZA (zona de acção) do Batalhão de
Cavalaria 1868 (BCav1868), como nas
operações
"Muralha", "
Apoio" e
"Estreia".
Em 9 de Janeiro de 1968, o Batalhão
de Cavalaria 1868 (BCav1868) foi
rendido pelo Batalhão de Caçadores
1901 (BCac1901).
(nota)
No dia 9 de Julho de 1966, entre a
ponte do Rio Lué Grande e a antiga
Sanzala Baio, no itinerário após a
saída do Lufico, a 7.ª Companhia de
Caçadores do Regimento de Infantaria
de Luanda (7ªCCac/RIL), adstrita ao
Batalhão de Cavalaria 1868
(BCav1868), sofreu 5 baixas mortais
e 16 feridos graves (um dos quais
veio a falecer no dia seguinte):
Afonso José Clemente Lopes

Afonso José Clemente Lopes, 1.º Cabo
Mil.º Atirador, n.º 930/65, natural
da freguesia e concelho do Luso, em
Angola, filho de Afonso Fernandes
Lopes e de Gracinda da Conceição
Clemente Lopes, solteiro.
Mobilizado pela Escola de Aplicação
Militar de Angola (EAMA) da Região
Militar de Angola para servir
Portugal naquela Província
Ultramarina.
Faleceu no dia 9 de Julho de 1966,
vítima de ferimentos em combate.
Está inumado no cemitério do Luso,
em jazigo de família, em Angola.
Carlos Alberto da Costa

Carlos Alberto da Costa, 1.º Cabo
Mecânico de Auto Rodas, n.º 881/64,
natural da freguesia e concelho de
Tábua, filho de Arnaldo da Costa e
de Luiza dos Prazeres da Costa,
solteiro.
Mobilizado pela Região Militar de
Angola para servir Portugal naquela
Província Ultramarina.
Faleceu no dia 9 de Julho de 1966,
vítima de ferimentos em combate.
Está inumado na campa n.º 15,
fileira n.º 2, talhão n.º 10, no
Talhão dos Combatentes, do cemitério
de Nova Lisboa, em Angola.
Carlos Alberto dos Santos

Carlos Alberto dos Santos, Soldado
Auxiliar de Enfermeiro, n.º 737/65,
natural da freguesia de Santo
António, concelho do Libolo
(Angola), filho de José dos Santos e
de Cristina de Aguiar, solteiro.
Mobilizado pela Região Militar de
Angola para servir Portugal naquela
Província Ultramarina.
Faleceu no dia 9 de Julho de 1966,
vítima de ferimentos em combate.
Está inumado no cemitério de Calulo,
em Angola.
Dionísio de Almeida Feliciano

Dionísio de Almeida Feliciano, 1.º
Cabo Atirador, n.º 824/65, natural
da freguesia do Carmo, concelho de
Luanda (Angola), filho de Joaquim
Feliciano dos Santos Sobrinho e de
Ana Laurinda de Almeida, também
conhecida por Ana de Almeida
Feliciano, solteiro.
Mobilizado pela Região Militar de
Angola para servir Portugal naquela
Província Ultramarina.
Faleceu no dia 9 de Julho de 1966,
vítima de ferimentos em combate.
Está inumado no cemitério de Luanda,
em jazigo de família, em Angola.
Florentino Vitula

Florentino Vitula, Soldado Atirador,
n.º 34/65, natural do lugar de
Canjanja, da freguesia de Chipindo,
concelho de Ganguelas (Angola),
filho de André Caveia e de
Changuendela Chilombo Uandi,
solteiro.
Mobilizado pela Região Militar de
Angola para servir Portugal naquela
Província Ultramarina.
Faleceu no dia 10 de Julho de 1966,
vítima de ferimentos em combate,
ocorrido no dia 9 de Julho de 1966.
Está inumado na campa n.º 246, do
Talhão Militar do cemitério Novo de
Luanda, em Angola.
As suas Almas repousam em Paz
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Notícia: Diário de Lisboa, ed.
15421, pág. 13, de 20 de Novembro de
1965
Embarque do Batalhão de Cavalaria
1868 com destino à Província
Ultramarina de Angola

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Notícia: Diário de Lisboa, ed.
16199, pág. 8, de 24 de Janeiro de
1968
Regresso do Batalhão de Cavalaria
1868 - RECEPÇÃO EM ESTREMOZ

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