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Condecorações

Manuel dos Santos Costa, 1.º Cabo de Infantaria, da CCac1804/BCac1937

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

Manuel dos Santos Costa

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 08119267

 

Companhia de Caçadores 1804

 

Batalhão de Caçadores 1937

«RES NON VERBA»

«EXCELENTE E VALOROSO»

 

Moçambique: 31Out1967 a 01Dez1969

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Louvor Individual

 

Prémio Governador-Geral de Moçambique

 

Manuel dos Santos Costa, 1.º Cabo de Infantaria, n.º 08119267;

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique;

 

No dia 11 de Outubro de 1967, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ' Vera Cruz', integrado num dos pelotões da Companhia de Caçadores 1804 (CCac1804) do Batalhão de Caçadores 1937 (BCac1937) «RES NON VERBA», rumo ao porto de Nacala, onde desembarcou no dia 31 de Outubro de 1967;

 

A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria José Domingos Ferro de Azevedo, após o desembarque, foi colocada em Muidumbe, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1504 (CCac1504) «NÓS OU NINGUÉM»do Batalhão de Caçadores 1878 (BCac1878) «CONDUTA NOBRE E BRAVA»; de Novembro de 1967 a Novembro de 1968, executou, entre outras, as operações "Rosário"(Sul de Muindumbe) e "Ninhada" (entre Muidumbe e as nascentes do rio Ingude); tomou parte nas operações, "Vespeiro", "Labirinto", "Cuca", "Mousinho", "Tareco", "Pluto", "Alicate", "Boxer" e "Leão da Rodésia"; em Novembro de 1968, foi rendida em Muidumbe, pela Companhia de Caçadores 2449 (CCac2449) «OS JUSTICEIROS» -«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» e transferida para Chibuto, no distrito de Gaza, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1608 (CCac1608), sendo retirada definitivamente ao batalhão [BCac1937]; ficou sob o comando do Batalhão de Caçadores 17 (BCac17) ««AGORA SEMPRE E ALÉM DO FIM», no subsector de Inhambane, do Comando Territorial Sul (CTS); de Novembro de 1968 até final da comissão, efectuou patrulhamentos e contacto com a população; em Novembro de 1969, foi rendida no Chibuto, pela Companhia de Cavalaria 2398 (CCav2398) do Batalhão de Cavalaria 2850 (BCav2850) «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» - «NOBRE LEAL CORAJOSO»;

 

Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Moçambique, publicado na Ordem de Serviço n.º 73, de 11 de Setembro de 1968, do Quartel General da Região Militar de Moçambique;

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 21 de Novembro de 1968, publicado Ordem do Exército n.º 36 - 3.ª série, de 1968:

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 08119267
MANUEL DOS SANTOS COSTA
 

CCac1804/BCac1937 - RI2
MOÇAMBIQUE
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 36 - 3.ª série, de 1968.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª Classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 21 de Novembro de 1968:


O 1.º Cabo n.º 08119267, Manuel dos Santos Costa, da Companhia de Caçadores n.º 1804 do Batalhão de Caçadores n.º 1937 - Regimento de Infantaria n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na OS n.º 73, de 11 de Setembro de 1968, do Quartel General da Região Militar de Moçambique):


Louvado o 1.º Cabo n.º 08119267, Manuel dos Santos Costa, da Companhia de Caçadores n.º 1804 do Batalhão de Caçadores n.º 1937, porque no dia 7 de Fevereiro de 1967, quando fazia parte da escolta a uma coluna auto de reabastecimento e seguia na primeira viatura que tinha uma metralhadora montada e de que era apontador, o inimigo desencadeou uma violenta emboscada, tendo ficado em plena zona de morte. O inimigo procurou neutralizar, com granadas de mão que tentou lançar para dentro da caixa e com tiros e rajadas ajustadas, a guarnição da metralhadora.


O cabo Costa não se aterrorizou nem se descontrolou e abriu um fogo cerrado para a zona onde o inimigo estava emboscado, contribuindo decisivamente para o pôr em fuga, abandonando mortos e material, e impedindo-o de fazer o assalto à viatura seguinte, que tinha sido duramente atingida, encontrando-se ferido quase todo o pessoal nela transportado.


Calmo e desembaraçado, debaixo de intenso fogo inimigo, que o procurava alvejar por estar muito exposto, desencravou por mais de uma vez a metralhadora, nunca tendo deixado de fazer fogo, apesar dos inúmeros impactos de tiros e rajadas na viatura, que ficou bastante danificada.


Elemento corajoso e valente, tem-se revelado sempre em todas as acções, e a sua actuação deve ser apontada a todos os militares, como exemplo a seguir, e os seus feitos dignificam a Companhia a que pertence.

 

Distinguido com o Prémio Governador-Geral de Moçambique, por feitos em combate, publicado no Jornal do Exército n.º 111, página 58, de Março de 1969:

 

1.º CABO MANUEL DOS SANTOS COSTA

DA CCac1804 / BCac1937

 

«Pela forma como actuou no decorrer duma forte emboscada montada pelo inimigo que procurando a todo o custo neutralizar a sua metralhadora alvejou insistentemente com tiros e granadas a viatura onde ele se encontrava como apontador, daquela arma.


Sem nunca perder a calma, apesar da sua viatura ter sido duramente atingida ficando feridos alguns dos seus ocupantes e de ter explodido uma granada no atrelado, manteve-se sempre de pé e exposto alvejando o adversário com rajadas bem ajustadas contribuindo decididamente com a sua acção para que este desistisse de prosseguir no ataque abandonando mortos, feridos e material no local.


 

 

 

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