.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

 

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Condecorações

Martinho António Pavia Albano, 1.º Cabo de Cavalaria: Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

HONRA E GLÓRIA:

Fonte:

5.º Volume, Tomo II, da  RHMCA / CECA / EME

Revista da Cavalaria, edição do ano de 1962

 

 

 

Martinho António Pavia Albano

 

1.º Cabo de Cavalaria, n.º 55/60

 

Esquadrão de Cavalaria 149

«ESQUADRÃO DOS MORCEGOS»

 

Angola: 04Jul1961 a 30Set1963

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

4 Louvores Individuais

 

Louvor Colectivo

 

Martinho António Pavia Albano, 1.º Cabo de Cavalaria, natural do concelho de Sousel;

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;

 

Em 28 de Junho de 1961, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado no Esquadrão de Cavalaria 149 (ECav149) «ESQUADRÃO DOS MORCEGOS», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 7 de Julho de 1961;


A sua subunidade de cavalaria foi colocada em Ambriz; em Setembro de 1961 foi transferida para Mabubas; depois, sucessivamente, em Novembro de 1961 no Caxito; em 18 de Junho de 1962 em Mucondo, onde reforçou o dispositivo do Batalhão de A-BCA-0186Caçadores 186 (BCac186) «AÇO» - «DISTINTOS E ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO»; em Dezembro de 1962 em Bolongongo; em Março de 1963 em Viana; em Julho de 1963 regressou a Mabubas; em Setembro de 1963 em Luanda;

 

Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, por decisão de 7 de Agosto de 1961, do Comandante do Esquadrão de Cavalaria 149, publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1962, página 60;

 

Louvor Colectivo - Esquadrão de Cavalaria 149 - publicado na Ordem de Serviço n.º 2, do Quartel General da Região Militar de Angola, de 5 de Janeiro de 1962;

 

Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, por decisão de 12 de Março de 1962, do Comandante do Esquadrão de Cavalaria 149, publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1962, páginas 60 e 61;

 

Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, por despacho de 29 de Maio de 1962, de Sua Ex.ª o Brigadeiro Comandante do Sector Operacional, publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1962, página 61;

 

Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, por despacho de 15 de Dezembro de 1962, do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola), publicado Ordem de Serviço n.º 69, de 29 de Agosto de 1962, do Quartel General da Região Militar de Angola;

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado na Ordem do Exército n.º 4 - 3.ª série, de 1963. 

 

Em 30 de Setembro e 1963 embarcou no NTT «Vera Cruz» de regresso   Metrópole, onde chegou no dia 10 de Outubro de 1963.

 

---------------------------

 

Louvores Individuais:

 

Por decisão de 7 de Agosto de 1961, do Comandante do Esquadrão de Cavalaria 149:

 

LOUVADO porque, durante a desobstrução do eixo Ambriz - Zala demonstrou durante a emboscada de que os elementos da sua Secção foram alvo, ser um auxiliar precioso do Comandante da Secção, mantendo-se sempre na vanguarda e animando os seus camaradas no cumprimento do dever.

 

in Revista da Cavalaria do ano de 1962, página 60

 

Por decisão de 12 de Março de 1962, do Comandante do Esquadrão de Cavalaria 149:

 

LOUVADO porque durante a desobstrução do eixo Zala - Nambuangongo, quando a coluna em que seguia foi alvo de uma emboscada do inimigo, mercê da sua coragem, sangue frio e energia, conseguiu que o condutor da sua viatura atravessasse a zona de morte por forma a não deixar desligar os elementos do pelotão a que pertence; a decisão com que actuou, apesar do perigo que corriam, não só ele como os elementos que comandava, porporcionou ser possível ao seu Comandante de Pelotão dar as ordens convenientes em presença da situação que se vivia.

 

in Revista da Cavalaria do ano de 1962, páginas 60 e 61

 

Por despacho de 29 de Maio de 1962, de Sua Ex.ª o Brigadeiro Comandante do Sector Operacional:

 

LOUVADO porque, na operação de desobstrução do eixo Ambriz--Nambuangongo, no período que decorreu entre 25 de Julho a To de Agosto de 1961, demonstrou nas inúmeras situações de perigo em que teve de enfrentar o inimigo, possuir grande coragem e decisão, serena energia e sangue frio debaixo de fogo, que muito o honram como mili-tar, especificadamente nos dias 2 e 5 de Agosto, respectivamente antes e depois de atingir Quimazangue, quando a coluna em que seguia foi alvo de emboscadas. Na primeira daquelas, mantendo-se sempre na vanguarda, indiferente ao perigo e animando os seus camaradas no cumprimento do dever; na segunda, incitando o condutor da sua via-tura a atravessar uma zona fortemente batida pelo fogo inimigo, ape-sar do risco que corria, no intuito de não deixar desligar os elementos do pelotão a que pertenciam e a facilitar, assim, a acção de comando do seu Comandante de Pelotão.

 

in Revista da Cavalaria do ano de 1962, página 61

----------------
Louvor Colectivo:
 

Ordem de Serviço n.º 2, do Quartel-General da Região Militar de Angola, de 5 de Janeiro de 1962


O General Comandante da Região Militar de Angola, LOUVA o ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149, porque tendo recebido, na operação «Viriato», uma missão idêntica à que foi atribuída a unidades de escalão superior (abertura de itinerários convergentes em Nambuangongo) conseguiu com os seus limitados meios e os reforços que lhe puderam ser fornecidos (1 Pelotão de Reconhecimento, 1 Pelotão de Engenharia, 1 Pelotão de Caçadores e 1 Secção de Morteiros 81) alcançar um sucesso digno de maior admiração, porquanto atingiu Nambuangongo, pelo itinerário mais longo, apenas com o atraso de 16 horas sobre a força que aí chegou primeiro, apesar de ter iniciado as operações dias depois. O espírito de sacrifício, a fé nos altos desígnios da Nação e a coragem, acompanharam sempre todo o pessoal do ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149, o que permitiu que esta Unidade vencesse todas as dificuldades, mormente as lhe foram opostas pelo adversário, ou se cobrisse de glória justificando plenamente que “MAIS FAZ QUEM QUER DO QUEM PODE”.


Não menos brilhante foram as actuações desta Unidade quando, após um dia de descanso em Nambuangongo, se lançou sobre QUIPEDRO, distando cerca de 75 Kms., onde foi estabelecer, no curto prazo de três dias, a ligação com uma Força de Paraquedistas que ali tinha sido lançada e que depois rendeu, e a colaboração que prestou, 15 dias mais tarde, na Operação desencadeada na PEDRA VERDE, actuando sobre a linha natural de retirada do inimigo. Em todas estas operações, que se desenrolaram no período que decorreu entre 25 de Julho e 27 de Setembro, o ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149 atravessou regiões infestadas de terroristas sob o inteiro controle destes, percorreu aproximadamente 1.000 Kms. e desobstruiu e melhorou 400 Kms de itinerários tornados intransitáveis pela organização rebelde.


O número de baixas sofridas pelo ESQUADRÃO DE CAVALARIA N.º 149 - 4 mortos e 40 feridos, dos quais 6 irrecuperáveis - é suficientemente expressivo e constitui o pesado tributo da glória que alcançou.

 

---------------------------

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

1.° Cabo de Cavalaria, n.º 55/60
MARTINHO ANTÓNIO PAVIA ALBANO
 

CCav 149 - RC 7
ANGOLA
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 4 - 3.ª série, de 1963.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, aprovado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946:


O Primeiro-Cabo da Companhia de Cavalaria 149, n.º 55/60, Martinho António Pavia Albano.
 

(Por despacho de 15 de Dezembro de 1962, do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola).

 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Ordem de Serviço n.º 69, de 29 de Agosto de 1962, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvado o 1.º Cabo n.º 55/60, Martinho António Pavia Albano, da CCav 149, porque, na operação de desobstrução do eixo Ambriz-Nambuangongo, no período que decorreu entre 25 de Julho e 10 de Agosto de 1961, demonstrou nas inúmeras situações de perigo em que teve de enfrentar o inimigo, possuir grande coragem e decisão, serena energia e sangue frio debaixo de fogo, que muito o honram como militar, especificadamente nos dias 2 e 5 de Agosto, respectivamente, antes e depois de atingir Quimazangue, quando a coluna em que seguia foi alvo de emboscadas.


Na primeira daquelas, mantendo-se sempre na vanguarda, indiferente ao perigo e animando os seus camaradas no cumprimento do dever; na segunda, incitando o condutor da sua viatura a atravessar uma zona fortemente batida pelo fogo inimigo, apesar do risco que corria, no intuito de não deixar desligar os elementos do pelotão a que pertenciam e a facilitar, assim, a acção de comando do seu Comandante de Pelotão.

 


 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo