
São Martinho do Porto
Texto e imagens
cedidas por
José
Marcelino Martins
«Aqui
estão sepultados soldados portugueses que em momentos difíceis
serviram a nossa Pátria»
Terra muito antiga, teve
Carta de Foral em 1257, que lhe foi concedida pelo 12.º Abade do
Convento de Alcobaça, D. Frei Estêvão Martins, quando em
Portugal reinava o rei D. Afonso III.
A sua baía, encastrada entre
a Serra da Pescaria e a Serra do Bouro, sempre foi um porto de
mar e um porto de abrigo, onde se desenvolveu a pesca e a
construção naval.
Um bom porto de abrigo é,
necessariamente! E é grato saber isso.
Quando por lá passei, estava
colocada a meia a bandeira da Liga dos Combatentes, hasteada
junto a um “Memorial ao Combatente”. Alguém da terra tinha
“regressado para ficar” para sempre!

São
Martinho do Porto. Memorial ao combatente.
© Foto de José Martins –
9/Julho/2010
Memorial discreto, como
discreto é o local onde se encontra. Está situado junto a uma
das entradas do cemitério local.
Quatro cubos, “empilhados
assimetricamente”, ali colocados pela iniciativa conjunta do
Núcleo de Alcobaça da Liga dos Combatentes e da Junta de
Freguesia de São Martinho do Porto, em 10 de Outubro de 2009,
recorda que este país, que é o nosso Portugal, tem um “povo” que
sempre soube responder presente, quando a Pátria os chamou,
quando deles necessitava, deixando os campos e as fábricas, os
escritórios e as escolas, cerrando fileiras em torno da
Bandeira.

2.º Cubo
superior do memorial. Numa simples frase, uma verdade com
séculos.
© Foto de
José Martins – 9/Julho/2010
No interior do Campo Santo,
nos locais de “descanso eterno” há, pelo menos, duas placas
funerárias, de dois camaradas nossos, um que tombou em África e
um outro que, regressado à sua terra, trabalhou e entregou o
corpo à terra onde nasceu:
Amândio Riqueza Antunes
e António de Sousa Pereira Santos

Nesta terra – São Martinho do
Porto – terra simples e genuína, que ostenta no seu nome o nome
do Santo que, num dia de invernia e como conta a história,
dividiu o seu manto de militar com um pobre desvalido, num gesto
de fraternidade, não pode deixar de ser um local de
solidariedade, para se viver, hoje ou até à eternidade!

São Martinho
do Porto. Memorial ao combatente.
“À sua
Memória, a nossa Homenagem”
© Foto de
José Martins – 9/Julho/2010
“O seu nome será sempre lembrado com amor,
e se foi grande as saudades que vos deixou, devemos esperar que
seja, incomparavelmente, maior a paz em que descansa.
Saiu da vida, mas não da nossa vida, como poderíamos acreditar
que morreu, quem tão vivo está nos nossos corações”.
Santo Agostinho
José Marcelino Martins
10Jul2010
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Fonte:
http://s-martinho-do-porto.blogspot.com/2009/10/monumento-aos-ex-combatentes.html
Memorial ao Combatente
"Aqui
estão sepultados soldados portugueses
que em momentos difíceis serviram a
nossa Pátria"
No passado dia 10 de Outubro, inserido no
12º Convívio Anual dos Ex Combatentes do Ultramar da
freguesia de São Martinho do Porto, foi inaugurado um
monumento na entrada do cemitério em homenagem aos Ex
Combatentes.
Foi uma cerimónia simples, mas com muito
significado, pois irá perpetuar todos os que serviram a
sua Pátria durante vários meses da sua juventude.
Ernesto Feliciano


Fonte:
http://s-martinho-do-porto.blogspot.com/2008/11/homenagem-da-liga-dos-combatentes.html
Homenagem da Liga dos Combatentes -
Núcleo de Alcobaça
Amândio Riqueza Antunes
Inserido no Convívio Anual dos Ex
Combatentes do Ultramar de São Martinho
do Porto, realizado no passado dia
11/10/2008, foi prestada homenagem pela
Liga dos Combatentes - Núcleo de
Alcobaça, ao soldado Amândio Riqueza
Antunes, que faleceu em Angola, no
cumprimento do seu dever para com a
Pátria em 30/10/1971.
Ernesto Feliciano
Soldado de
Infantaria, mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2
para servir na RMA, integrado na Companhia de Caçadores
2697 do Batalhão de Caçadores 2911.
Natural de Venda
Nova, freguesia de São Martinho do Porto, concelho de
Alcobaça, faleceu no cumprimento do seu dever para com a
Pátria, em Angola, em 30 de Outubro de 1971
