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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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em cada um dos sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Figueiró dos Vinhos

Campelo
José
dos Santos

Soldado Atirador, n.º 01117064
Companhia de Comando e
Serviços
Batalhão de Cavalaria 1863
«PRONTOS PARA TUDO»
Angola: 23Out1965 a
21Nov1966 (data do falecimento)
José dos Santos,
Soldado Atirador, n.º 01117064, nascido
no ano de 1943, em Serrada, na freguesia
de Campelo, concelho de Figueiró dos
Vinhos,
filho de Abílio dos Santos e de Palmira
de Jesus, solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7
(RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» -
«REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal
na Província Ultramarina de
Angola;
No dia 14 de Outubro de 1965, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’,
integrado na na Companhia de Comando e
Serviços (CCS) do Batalhão de Cavalaria
1863
(BCav1863) «PRONTOS PARA TUDO», rumo ao
porto marítimo de Luanda, onde
desembarcou no dia 23 de Outubro de
1965;
A
sua subunidade de cavalaria, comandada
pelo Capitão do Serviço Geral do
Exército Fernando Zeferino Martins, foi
destinada ao subsector de Cazombo, na
Zona de Intervenção Leste, a fim de
render a Companhia de Comando e Serviços
(CCS) do Batalhão de Caçadores 477
(BCac477) «UBI GLÓRIA OMNI PERICULUM
DULCE»;
Faleceu no dia 21 de Novembro de 1966,
no itinerário Calunda – Caparandanda a
28 km do rio Lufuije, no Cazombo, em
consequência de ferimentos em combate;
Tinha 23 anos de idade;
Paz à sua Alma
Está inumado na campa n.º 10, na fileira
n.º 1, do talhão Militar, no cemitério
de Cazombo, em Angola.
Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria
1863 – por despacho de 06 de Junho de
1967 do General Comandante da Região
Militar de Angola, publicado na Revista
da Cavalaria do ano de 1967, página 206:
BATALHÃO
DE CAVALARIA N.º 1863
Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1863,
pelo entusiasmo e invulgar interesse que
tem vindo a revelar no desempenho de
todas as missões que lhe foram
conferidas, durante cerca de dezanove
meses de comissão.
Localizado durante todo este período no
Saliente do Cazombo, orientou
criteriosamente as suas múltiplas
actividades adaptando-se às
características geográficas e étnicas do
sector, aquelas com terrenos difíceis de
chana alagada e de montanha, estas com
populações fortemente ligadas às
autoridades tradicionais e sujeitas a
uma activa propaganda do exterior.
Este Batalhão levou a efeito uma intensa
actividade operacional por toda a sua
vasta zona de acção, inicialmente com
vista ao controle das populações e
detecção dos primeiros indícios de
subversão, e a partir de Maio de 1966,
empenhando-se na luta contra bandos
armados. justo referirem-se os bons
resultados obtidos em muitas acções e
várias operações realizadas com carácter
vincadamente ofensivo e ainda na
protecção das populações sujeitas às
sevícias do inimigo.
Sobre este último aspecto, merece
especial destaque a acção, conduzida
pelo Batalhão de Cavalaria n.º 1863,
cujo comando inteligentemente tem
envidado todos os seus esforços, em
estreita colaboração com as autoridades
civis, para o reordenamento das
populações, em grande parte regressadas
dos territórios limítrofes. Assim,
começaram a surgir novas povoações em
locais escolhidos e com as condições de
vida necessárias à elevação social
destas populações que reiniciaram uma
nova vida, garantindo os seus meios de
subsistência e de auto-defesa, com
completa adesão à nossa missão.
Simultaneamente viu-se facilitada a
acção de controle destes povos, desde
então subtraídos à influência e às
solicitações do inimigo.
Deste modo, o Batalhão de Cavalaria n.º
1863 tem-se creditado como uma excelente
Unidade, disciplinada e com elevado
espírito de missão, que bem merece o
reconhecimento da Região Militar de
Angola que lhe é conferido neste louvor.
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