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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Guimarães

Vila de Brito
Manuel
Morais Costa

1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º
1184/64
Companhia de Cavalaria
756
«ALEGREM-SE
VENCEREMOS»
Moçambique: 27Jan a 13Ago1965 (data do
falecimento)
2 Louvores Colectivos
Manuel Morais Costa, 1.º Cabo Atirador
de Cavalaria, n.º 1184/64,
nascido
no ano de 1943, na freguesia de Brito, concelho de
Guimarães, filho de António da Costa e de Emília Morais,
solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda,
Lisboa) «QUO TOTA VOCANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para
servir Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique;
No dia 05 de Janeiro de 1965, na Gare Marítima da Rocha
do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Pátria’,
integrado na Companhia de Cavalaria 756 (CCav756)
«ALEGREM-SE VENCEREMOS», rumo ao porto da cidade da
Beira, onde desembarcou no dia 27 de Janeiro de 1965;
A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de
Cavalaria Vasco Luís Pereira Esteves Ramires, ficou
instalada no aquartelamento da Bateria de Campanha da
Beira (BtrCBeira); efectuou treino operacional até 18 de
Março de 1965, data em que foi colocada em Marromeu, na
situação de reserva do Comando Territorial do Centro
(CTC), sendo-lhe atribuída uma vasta área de
patrulhamentos a sul do rio Zambeze; em 15 de Junho de
1965, mantendo uma secção em Marromeu, iniciou o
deslocamento em
coluna
auto para Chomba (Cabo Delgado) (onde só chegou a 29
daquele mês, devido ao mau estado do itinerário) a fim
de tomar parte na operação "Águia" (efectuada no
planalto dos Macondes de 02 de Julho a 11 de Setembro de
1965), integrada no Batalhão de Caçadores da Beira
(BCacBeira) «AD IMO PECTORE» [em Abril de 1967 passou a
designar-se por Batalhão de Caçadores 16], que, para o
efeito, havia deslocado o Posto de Comando para Mocímboa
do Rovuma; foi-lhe confiada a missão de patrulhar e
nomadizar na zona a oeste de Mueda e garantir a
segurança do itinerário Mueda - Chomba.
Faleceu no dia 13 de Agosto de 1965, em Chomba (Mueda),
em consequência de ferimentos em combate;
Tinha 22 anos de idade;
Paz à sua Alma
Está inumado na sepultura n.º 21, da fileira n.º 2, no
Talhão Militar n.º 2, do cemitério de Mueda, em Cabo
Delgado, na Província Ultramarina de Moçambique.
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Louvor Colectivo -
Companhia de Cavalaria n.º 756
Publicado na Ordem de Serviço n.º 30, de 05Fev1966,
do Batalhão de
Caçadores n.º 1872
Louvo
todos os Oficiais, Sargentos e Praças da Companhia de
Cavalaria n.º 756, pelo grande espírito de sacrifício,
esforço, dedicação e valentia que todo o pessoal tem
demonstrado em todas as operações que a referida
Companhia tem levado a efeito, nas quais a mesma
Companhia demonstrou grande eficiência, para o combate,
tendo feito 249 prisioneiros, destruído vários
acampamentos inimigos, assaltando Quartéis inimigos,
detectando e recuperando grandes quantidades de viveres
inimigos e efectuando uma perseguição constante dos
elementos terroristas na sua zona de acção.
Esta acção extraordinária da Companhia de Cavalaria n.º
756 é ressaltada pelo facto desta Companhia ter
desenvolvido a sua actividade operacional a par de
muitas escoltas a colunas de viaturas a maior parte das
vezes com grupos de combate apeados pesquisando minas,
ao longo de extensos itinerários, o que obrigou o seu
pessoal a grandes esforços os quais muitas vezes foram
seguidos de operações cuja urgência não permitiu que o
pessoal tivesse a necessária recuperação.
(in Revista da Cavalaria do ano de
1966, página 179)
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Louvor Colectivo - Companhia de Cavalaria n.º 756
Publicado na Ordem de Serviço n.º 5, de 07Dez1966, do
Comando da Região Militar de Moçambique
Louvo
a Companhia de Cavalaria n.º 756 pelo espírito de
sacrifício, dedicação e combatividade verdadeiramente
notáveis com que durante oito meses cumpriu a sua missão
em Zona afectada pelo terrorismo no Distrito de Cabo
Delgado.
Desde a sua esgotante e eficientíssima actividade
operacional, perseguindo e capturando elementos
terroristas e destruindo acampamentos e aquartelamentos
inimigos, até a acção psicossocial que desenvolveu
recuperando e melhorando as condições de vida das
populações autóctones, extraordinária foi a acção da
Companhia de Cavalaria n.º 756, cujo esforço é tanto
mais de realçar quanto é certo que a par de toda aquela
actividade lhe foi confiada a delicada e difícil missão
de manter e zelar, a maior parte das vezes através de
grupos de combate, apeados, pela segurança dos
itinerários a percorrer pelas colunas militares auto.
Por todos estes motivos, é-me grato reconhecer digna do
maior relevo a actividade desenvolvida pela Companhia de
Cavalaria n.º 756.
(in
Revista da Cavalaria do ano 1966, página 179)
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