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Guimarães

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Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Guimarães

 

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Guimarães

 

 

Mesão Frio

 

João Fátima Novais

 

Soldado Atirador, n.º 06409669

 

Companhia de Caçadores 2710

 

Batalhão de Caçadores 2915

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

Moçambique: 10Jun1970 a 10Jul1971 (data do falecimento)

 

Biografia e Homenagem In Memoriam


1. Enquadramento e Identificação Pessoal


João Fátima Novais nasceu no Lugar do Cruzeiro, na freguesia de Mesão Frio, concelho de Guimarães. Filho de António Novais e de Deolinda Rosa, era solteiro quando foi mobilizado para cumprir o serviço militar no Ultramar.


Incorporado a partir do Batalhão de Caçadores N.º 10 (Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», foi integrado na Companhia de Caçadores N.º 2710 (CCac2710). Esta subunidade estava sob o comando direto do Capitão de Infantaria João Henrique Domingos Gil e orgânica e operacionalmente subordinada ao Batalhão de Caçadores N.º 2915 (BCac2915).


2. Mobilização e Partida para o Teatro de Operações


No dia 20 de Maio de 1970, na Gare Marítima da Rocha do conde de Óbidos, em Lisboa, o então Soldado Novais embarcou no Navio de Transporte de Tropas (NTT) ‘Niassa’ com destino ao Teatro de Operações de Moçambique. Após a travessia atlântica e ultramarina, o contingente desembarcou na cidade da Beira a 10 de Junho de 1970, iniciando oficialmente a sua comissão em terras africanas.


3. Atividade Operacional em Moçambique


A Companhia de Caçadores 2710 (CCac2710) foi imediatamente projetada para o Distrito de Tete, fixando-se na desafiante e isolada região de Fingoé, onde rendeu a Companhia de Caçadores 2472 (CCac2472) do Batalhão de Caçadores 2863 (BCac2863) (integrada no subsector FFG).


Ao longo dos treze meses em que o Soldado João Fátima Novais serviu na região, a atividade da companhia desdobrou-se em exigentes missões de patrulhamento, interdição de fronteiras e apoio social às populações locais, destacando-se:


Reforço de Sector: Cedência de um pelotão de reforço à Companhia de Caçadores 2709 (CCac2709) entre 18 de Junho e 20 de Agosto de 1970.


Ação Psicossocial em Faqueiro: Em 21 de Janeiro de 1971, o Comando e dois pelotões deslocaram-se para Faqueiro (permanecendo até 21 de Julho de 1971), onde colaboraram na construção e consolidação de um novo aldeamento destinado a albergar e proteger 42 famílias nativas. Em 23 de Julho de 1971, um pelotão foi destacado em permanência para garantir a segurança deste povoado.


Operações Militares: O Soldado Novais tomou parte ativa em múltiplas incursões contra as forças hostis, incluindo as operações "Aquiles" (na região de Faqueiro), "Cá Estou" (na acidentada Serra Chipirincuaze), "Garrote" (na região do Regulado Nhaluiro), e "Razão" (desenvolvida entre os vales dos rios Sangere e Messamba). Adicionalmente, participou nas grandes manobras de sector batizadas como "Ofensiva", "Abanadela", "Fidalgo 1" e "Pandora".


4. O Derradeiro Sacrifício


No dia 10 de Julho de 1971, durante o cumprimento das suas obrigações operacionais na Região de Fingoé, o Soldado Atirador João Fátima Novais sofreu o embate fatal da guerra. O jovem minhoto foi vítima de ferimentos mortais em combate motivados pelo accionamento de uma mina anti-carro. O seu falecimento ocorreu precisamente um ano e um mês após o seu desembarque em Moçambique.


Os seus restos mortais foram transladados de regresso à sua terra natal, repousando em descanso eterno no Cemitério de São Romão, em Mesão Frio, Guimarães.

 

Paz à sua Alma


Homenagem Institucional


A Pátria e os seus concidadãos curvam-se perante a memória do Soldado Atirador João Fátima Novais. Em condições de extrema dureza, longe do seu lar e da sua família em Guimarães, soube honrar a divisa da sua unidade e o juramento solene que prestou à Bandeira Nacional. O seu nome fica perpetuado na memória coletiva dos que serviram em Moçambique e a sua terra natal guarda com orgulho o testemunho do seu sacrifício supremo.


Honra e Glória à sua Memória.

 

 

 

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