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Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Tábua

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos no concelho do Tábua

 

 

 

Freguesia de Carapinha

 

Monumento de Homenagem aos Combatentes

 

Fonte: Jornal de Tábua

 

[...] O executivo junta de freguesia da Carapinha ergueu um monumento de homenagem aos combatentes. A escolha recaiu um largo da localidade que agora se passa a denominar de Largo dos Combatentes do Ultramar e a ostentar mais uma placa que faz alusão à homenagem [...]

 

 

08-10-2010 - 16:08

Combatentes recordam tempos difíceis em África

 

A jornada que teve como objectivo evocar a memória de todos aqueles que estiveram no palco de guerra das antigas províncias ultramarinas, iniciou-se no monumento aos combatentes. Ali teve lugar a concentração de todos aqueles que iriam participar neste quinto convívio promovido pela Associação dos Combatentes do Concelho de Tábua (ACCT).

 

Depois de evocados todos aqueles que perderam a vida na guerra, foram depositadas flores e guardado um minuto de silêncio em memória de todos aqueles que já faleceram.

 

Em seguida o presidente da ACCT proferiu umas breves palavras, começando por agradecer ao Município por ter aliado o convívio às comemorações concelhias do centenário da República.

 

Memória não pode ser esquecida

 

Justificou a realização de mais um convívio, cujo objectivo é evocar a memória de todos aqueles que tombaram na guerra, «o nosso concelho jamais pode esquecê-los». António Carvalho Nunes salientou também que a intenção é destacar «a coragem e sentimento patriótico para quem a pátria pediu o sacrifício supremo».

 

«Muitos do nosso concelho verteram sangue, suor e lágrimas em terras africanas. É por eles que estamos aqui para que a sua memória não seja esquecida».

 

Referindo-se à República, Carvalho Nunes, considerou que passados cem anos devemos questionarmo-nos se cumprimos os ideais «dos homens da Rotunda que em 1910 abriram uma nova página para Portugal», acrescentando ainda que «perderam-se irremediavelmente os anos da ditadura na afirmação dos ideais da República, mas há que reconhecer que um longo caminho foi percorrido», disse, concluindo com um «Viva a República!!!».

 

Francisco Portela deu conta que «é uma obrigação» da autarquia dar toda a colaboração a todos aqueles que «querem continuar a manter viva a chama destas gerações que cumpriram o seu dever para com a pátria, dando alguns a vida e outros ficaram com marcas para sempre».

 

O autarca considerou importante a homenagem para que «actual juventude tenha consciência de que a vida tem muitas dificuldades e que antes deles houve gerações que combateram pela pátria». «Faço votos para que continuem a manter viva a chama do vosso movimento», terminou o presidente da Câmara.

 

Dali, a comitiva deslocou-se até aos paços do município a fim de participar no início das comemorações do centenário da República.

 

Já na Carapinha, os combatentes, familiares e amigos participaram na missa, finda a qual seguiram em romagem de saudade até ao cemitério local, onde foram depositadas duas coroas de flores.

 

Homenagem para a eternidade

 

Como vem sendo hábito em convívios anteriores, o executivo junta de freguesia da Carapinha ergueu um monumento de homenagem aos combatentes. A escolha recaiu um largo da localidade que agora se passa a denominar de Largo dos Combatentes do Ultramar e a ostentar mais uma placa que faz alusão à homenagem.

 

Na ocasião, António Esteves sublinhou que o executivo fez questão de eternizar a data, «no futuro se não houver placas ninguém se lembra que existiram combatentes, esta é uma homenagem para a eternidade».

 

Carvalho Nunes, em breves palavras, agradeceu à junta de freguesia a escolha do local e pela «memória que gravaram», considerando que «um povo sem memória, não tem identidade».

Restava apenas o almoço convívio e esse decorrem na Comissão de Melhoramentos da Carapinha (COMECA), reunindo em confraternização centena e meia de participantes.

 

Na hora das intervenções, falou primeiramente o presidente da COMECA, que disse da sua satisfação da colectividade ter acolhido o convívio dos combatentes de Tábua e que estariam sempre de portas abertas quando assim o desejarem.

 

Seguiu-se no uso da palavra, o presidente da Associação dos Combatentes de Arganil, que louvou a sua congénere de Tábua pela iniciativa e enalteceu a figura do combatente, na sua opinião, «bastante esquecida e injustiçada em termos de dignificação».

 

António Esteves, disse ter sido uma honra ter recebido a Associação de Combatentes de Tábua, a quem felicitou pela acção que vem desenvolvendo por todas as freguesias do concelho para divulgar a história dos que defenderam a Pátria.

 

Encerrou as intervenções o presidente da Assembleia Geral da Associação de Combatentes, Fernando Carvalho Andrade, que após referir o centenário da República, pôs em relevo a «bravura e heroicidade» dos combatentes na primeira guerra mundial e depois na guerra colonial, «não aceitando que se faça distinção entre uns e outros».

 

A finalizar disse não aceitar a designação de ex-combatentes, mas sim de combatentes, que «o têm de ser para a sua dignificação».

 

Em fim de festa, actuou a Escola de Música da Carapinha, que agradou e recolheu fortes aplausos, tanto mais que era a sua primeira actuação em público, tendo englobado no repertório os parabéns ao camarada Anselmo que completava 74 anos.

 

Referência ainda para a oferta de 50 euros, por parte da Junta de Freguesia de Espariz. 

 

Autor: Maria João Monteiro

 

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