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Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Vila Nova de Famalicão

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Vila Nova de Famalicão

 Joane

 

Joane

 

Joaquim Marinho de Oliveira

 

Soldado Condutor Auto Rodas, n.º 3433/63

 

Pelotão de Reconhecimento Daimler 996

 

Guiné: Out1964 a 06Jul1966 (data do falecimento)

 

Homenagem a Joaquim Marinho de Oliveira: Um Dragão que Fica na História

 

06Jul2026:


Hoje, precisamente no dia em que se cumprem 60 anos sobre a sua partida (06 de Julho de 1966 – 06 de Julho de 2026), prestamos a mais devota e solene homenagem à memória de um jovem famalicense que deu a vida ao serviço da Pátria. Joaquim Marinho de Oliveira não foi apenas um número nas fileiras do Exército; foi um exemplo de bravura, resiliência e sacrifício supremo na Província Ultramarina da Guiné.


A sua história, gravada a ferro e sangue no seio do Pelotão de Reconhecimento Daimler 996, é o testemunho vivo de uma geração que enfrentou o desconhecido com o peito aberto e a dignidade dos antigos heróis. Ao Soldado Condutor Joaquim Marinho de Oliveira, a nossa eterna vénia e o compromisso de nunca deixar apagar a sua chama.


Biografia Militar


Origens e Mobilização


Joaquim Marinho de Oliveira nasceu no ano de 1942 na histórica freguesia de Joane, no concelho de Vila Nova de Famalicão. Filho de António Oliveira e de Margarida Oliveira Marinho, cresceu na tranquilidade do Minho até ser chamado a cumprir o dever militar. Solteiro e determinado, foi mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 6 (RC6 - Porto), os eternos «Dragões de Entre Douro e Minho», assumindo como sua a divisa que guiará os seus passos: «Avante para a Glória».


A Partida e a Chegada ao Teatro de Operações


Com o posto de Soldado Condutor Auto Rodas (N.º 3433/63), Joaquim integrou o Pelotão de Reconhecimento Daimler 996 (PelRecDAIMLER996). No dia 8 de Outubro de 1964, despediu-se de Portugal na Gare Marítima do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcando no Navio Transporte de Tropas (NTT) ‘Niassa’. Após uma travessia atlântica carregada de incertezas e esperança, o jovem soldado desembarcou no estuário do Geba, em Bissau, a 14 de Outubro de 1964.


Um Rasto de Dever e Atividade Intensa


Sob o comando do Alferes Miliciano de Cavalaria José António Andrade Dias Praça, o pelotão de Joaquim foi uma força altamente fustigada e requisitada para as missões mais complexas. Devido à sua versatilidade e eficácia, a subunidade atuou sucessivamente em reforço de várias frentes:


• Até Maio de 1965: Batalhão de Caçadores 600 (BCac600) e, posteriormente, Batalhão de Caçadores 513 (BCac513).


• Até Dezembro de 1965: Batalhão de Artilharia 645 (BArt645).


• Fase Final: Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857).


Como Condutor Auto Rodas, Joaquim Marinho de Oliveira esteve na linha da frente de operações de altíssimo risco. O seu quotidiano era feito de missões de intervenção, patrulhamento, reconhecimentos perigosos, guarda de pontos sensíveis e a complexa abertura de itinerários. Muitas destas ações desenrolaram-se com subunidades totalmente destacadas do grosso do pelotão, exigindo uma autonomia, coragem e perícia técnica inabaláveis. O valor do seu esforço ficou bem patente na intensidade da atividade operacional, nos louvores recebidos pela sua unidade e no pesado tributo pago em sangue.


O Último Sacrifício


A escassos meses do fim da sua comissão, o destino impôs-se de forma trágica. No dia 6 de Julho de 1966, na perigosa estrada que ligava Mansabá a Cutia — a apenas 3 quilómetros do aquartelamento de Mansabá —, a sua coluna foi flagelada. No cumprimento rigoroso da sua missão ao volante, o Soldado Joaquim Marinho de Oliveira foi mortalmente ferido em combate.


Tinha apenas 24 anos de idade. Uma vida ceifada na flor da juventude, longe de casa, a defender os seus camaradas de armas.


Repouso Eterno


O seu corpo regressou magneticamente à terra que o viu nascer. Joaquim Marinho de Oliveira encontra-se hoje inumado no cemitério da sua natural e querida freguesia de Joane, em Vila Nova de Famalicão.


À distância de seis décadas, o seu nome permanece vivo no coração dos que não esquecem o preço da história. Que a terra lhe seja leve.


Paz à sua Alma.

 


 

Foto extraída da Revista da Cavalaria do ano de 1966, página 52, e que foi posteriormente processada por inteligência artificial.

 

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