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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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nos sublinhados que se
seguem:
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Almada

Cova de Piedade
Carlos Manuel Santos
Martins

Soldado Atirador, n.º 03527365
Companhia de Caçadores
1416
«BRAVOS ATÉ AO FIM»
Batalhão de Caçadores 1856
«UBI GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE»
Guiné: 06Ago1965 a
22Jul1966 (data do falecimento)
Em Memória e Homenagem
A Memória e as Origens
Natural
do Feijó, na freguesia da Cova da Piedade, concelho de
Almada, Carlos Manuel Santos Martins era filho de
Vicente Martins e de Piedade da Conceição Santos
Martins. Jovem e solteiro, viu o seu percurso marcado
pelo dever militar ao ser mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 1 (RI1 – Amadora) para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné.
O Percurso e o Dever
Cumprido
No
dia 31 de Julho de 1965, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou a bordo do navio
transporte de tropas NTT ‘Niassa’. Integrado num
dos pelotões de combate da Companhia de Caçadores 1416
(CCac1416)
—
sob o lema «BRAVOS ATÉ AO FIM» —, do Batalhão de
Caçadores 1856 (BCac1856), navegou rumo ao estuário do
Geba, em Bissau, onde desembarcou a 6 de Agosto de 1965.
Sob
o comando do Capitão Miliciano de Infantaria Jorge
Monteiro, a sua subunidade seguiu a 13 de Agosto de 1965
para Nova Lamego, assumindo o papel de subunidade de
intervenção e reserva do Batalhão de
Cavalaria
705 (BCav705) em substituição da Companhia de Caçadores
817. Participou em acções operacionais nas regiões de
Bajocunda, Canquelifá, Copá e Buruntuma.
Posteriormente, a 27 de Abril de 1966,
seguiu para Béli no âmbito da Operação "Lumiar",
e a 4 de Maio do mesmo ano assumiu a responsabilidade do
exigente subsector de Madina do Boé, com pelotões
destacados em Béli e Ché-Ché. Ali, enfrentou ao lado dos
seus camaradas duras e constantes flagelações aos
aquartelamentos, mantendo-se firme na defesa da sua
posição.
O Sacrifício Supremo
Foi no teatro de operações de Madina
do Boé que o Soldado Atirador Carlos Manuel Santos
Martins deu a vida pela Pátria. No dia 22 de Julho de
1966, faleceu em consequência dos ferimentos sofridos em
combate durante um ataque inimigo ao aquartelamento.
Os seus restos mortais repousam no
Cemitério de Almada.
À memória do
jovem do Feijó que partiu para além-mar e cumpriu a sua
missão com bravura e honra, preste-se esta justa e
eterna homenagem.
Honra à sua Memória.
Paz à sua Alma.

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