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Amadora

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Amadora

 

Amadora

 

Armando Alberto de Farias Cláudio

 

Furriel Mil.º Atirador, n.º 12258770

 

Companhia de Caçadores 4241/72

«A HISTÓRIA DE NÓS FALARÁ»

«EXCELENTE E VALOROSO»

 

Moçambique: 07Ago1972 a 21Jul1973 (data do falecimento)

Em Memória e Homenagem:

Furriel Mil.º Armando Alberto de Farias Cláudio

"A História de Nós Falará"

Faz hoje ecoar na nossa memória o nome de Armando Alberto de Farias Cláudio, Furriel Miliciano Atirador (n.º 12258770), um jovem natural da Amadora que, como tantos outros da sua geração, viu a sua juventude interrompida pelo chamamento do dever e pelo serviço à Pátria. Filho de Hernâni dos Santos Cláudio e de Maria Branca Silva de Farias Cláudio, partiu solteiro, mas deixando um legado eterno de coragem.

Mobilizado pelo prestigiado Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes), sob o lema «EXCELENTE E VALOROSO», Armando Cláudio embarcou no Aeródromo Base n.º 1 (Figo Maduro), a 6 de Agosto de 1972, rumo ao cenário de guerra na Província Ultramarina de Moçambique. Integrado na Companhia de Caçadores 4241/72 (CCac4241/72) — que orgulhosamente proclamava «A HISTÓRIA DE NÓS FALARÁ» —, desembarcou na Beira no dia seguinte, iniciando ali um percurso de sacrifício e camaradagem.

A sua subunidade percorreu trilhos difíceis: de Moatize a Chipera, enfrentando as exigências do terreno e do clima, e operando em missões de elevado risco em regiões como Chiputa, no vale do rio Maera, na serra Camembere e no aldeamento de Machesso. O Furriel Armando Cláudio e os seus companheiros combateram com bravura para garantir a segurança das populações e o cumprimento das missões militares que lhes foram confiadas.

Contudo, o destino na guerra é frequentemente trágico e implacável. No dia 21 de Julho de 1973, precisamente no itinerário entre Chipera e Machesso, a sua vida foi ceifada abruptamente em consequência do rebentamento de uma mina anticarro. Tinha diante de si todo um futuro, sacrificado em solo moçambicano no cumprimento do seu dever militar.

O seu corpo repousa hoje no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa, mas a sua alma e o seu sacrifício pertencem à História de Portugal.

Mais de meio século após a sua partida, não esquecemos o jovem, o filho, o camarada de armas e o soldado. A promessa da sua Companhia cumpre-se hoje: a História fala de nós, e fala, com profunda vénia, do Furriel Armando Alberto de Farias Cláudio.

À sua herança de coragem, a nossa eterna gratidão. Paz à sua Alma.

 

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