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Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Arcos de Valdevez

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Arcos de Valdevez

 

 

Padreiro (Salvador)

 

Mário Araújo de Abreu Brandão

 
Alferes-Mil-Mario-Araujo-de-Abreu-BrandaoMário Araújo de Abreu Brandão, Alferes Mil.º de Artilharia (416/59-H), nascido no dia 17 de Janeiro de 1967, na freguesia de Padreiro (Salvador), concelho de Arcos de Valdevez, mobilizado pela Escola Prática de Artilharia (Vendas Novas) para servir na Região Militar de Angola, integrado na Companhia de Artilharia 118.

 

Tombou em combate no dia 2 de Janeiro de 1962. Tinha 24 anos de idade.

 

Está sepultado no cemitério da freguesia de naturalidade.

 

 

 

"Homenagear quem morreu por Portugal"

 

 MEC 031n Padreiro[ Salvador] campa Mario AABrandao

Paz à sua Alma.

 

"Homenagear quem morreu por Portugal"

- «No dia 24 de Maio de 2015, um Grupo de Antigos Militares que integraram o COM-Artª/EPA (1960/61) – que representavam os seus Camaradas de Curso que, pelos mais diversos motivos, não tiveram possibilidade de se deslocar a Arcos de Valdevez –, homenagearam, junto à sua sepultura, no Cemitério de Padreiro (Salvador), uma das freguesias do Concelho de Arcos de Valdevez, o seu Camarada d'Armas Alf. Milº Artª Mário Araújo de Abreu Brandão, dali natural, que foi morto em combate, na região de Bessa Monteiro - Angola, no dia 02 de Janeiro de 1962, onde se encontrava integrando a 'Bataria' [Companhia de Artilharia] 118, a única que a Escola Prática de Artilharia mobilizou para servir no Ultramar durante os anos em que decorreu a Guerra do Ultramar.

Dois dos Oficiais seus Instrutores naquele COM, os Srs. Coronel Artª Manuel Henrique Lestro Henriques e Tenente-Coronel Artª Henrique Artur Branco Jales Moreira – ambos hoje na situação de reforma, mas Tenentes em 1960/61 –, integraram o grupo de cerca de vinte Oficiais Milicianos que naquele foram formados, que em Padreiro homenagearam, com toda a solenidade que o acto merecia, o seu Amigo e antigo Camarada d'Armas falecido em combate, ao serviço da nossa Pátria.

A presença dos Senhores Presidentes da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, dos Srs. Presidentes da Junta de Freguesia e da Assembleia de Freguesia de Padreiro, de vários Autarcas do Concelho e da Freguesia, de uma Delegação do Núcleo de Monção da Liga dos Combatentes, de muitos Familiares e Conterrâneos do Militar morto em combate há mais de cinquenta anos, deram à cerimónia um elevado grau de patriotismo e de civismo, que era devido ao homenageado.

Tendo sido a cerimónia precedida de Missa celebrada pelo Senhor Pároco da Freguesia de Padreiro que, na altura devida, salientou a realização da homenagem que se seguiria, o que permitiu fosse a Oração dos Fiéis lida por um dos nossos Camaradas d'Armas, naquela se referindo aos antigos Militares que, Oficiais ou Soldados Cadetes daquele COM, já faleceram, tanto em acção como em serviço ou por motivos de saúde, mas que deram à Pátria aquilo que um dia – o do seu Juramento de Bandeira –, prometeram que fariam.

Terminada a Santa Missa, seguiu-se a homenagem ao nosso antigo Camarada d'Armas Alf. Milº Artª Mário Araújo de Abreu Brandão, homenagem essa plena de simbolismo relativamente a quem morreu pela Pátria, e que foi totalmente assumida e realizada pelos seus Camaradas da EPA ali presentes, cerimónia essa concluída com o descerramento da Bandeira Nacional, que cobria a Lápide e ali antes colocada em sua memória, o que foi realizado pelos Srs. dois Oficiais Superiores já mencionados, a que se seguiram os Toques Militares apropriados a uma Cerimónia com este cariz.

Após esse momento, foi dado ao Largo fronteiro àquele Cemitério e à Igreja Matriz – em cerimónia que contou com a presença de todos aqueles que já se mencionaram, cerimónia essa da iniciativa da Junta de Freguesia de Padreiro –, o nome de "Largo Alferes Mário Brandão - Morto em Angola na Guerra do Ultramar - Em 2 de Janeiro de 1962".

 MEC 031n Padreiro[ Salvador] toponimia Mario Brand

 

No decorrer dessa cerimónia, que precedeu o descerramento da respectiva Placa, usaram da palavra:
- um dos nossos Camaradas d'Armas do referido COM, que recordou muitos dos nossos Amigos e Companheiros que a morte levou do nosso convívio;

 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado que se segue:

 

Alocução proferida na manhã de 24 de Maio de 2015, no cemitério paroquial da freguesia de Padreiro (Salvador), por José Manuel de Sousa Potier


- o Sr. Presidente da Junta de Freguesia, que vivamente explicou as razões que levaram a Junta a empenhar-se da forma como o fez, em cerimónia dedicada a homenagear um dos seus Fregueses;
- o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, que salientou a justeza e patriotismo que uma cerimónia como aquela merecia de todos os Autarcas e Cidadão da sua Terra;
- e, finalmente, uma Irmã do Homenageado, a Senhora Drª Dora Brandão – ainda não nascida quando ele foi morto –, a qual transmitiu o que veio a conhecer sobre o sofrimento de seu Pai, quando este soube da morte do único Filho que então tinha, cuja Mãe e uma outra Irmã deste eram já falecidas aquando da fatídica ocorrência no norte de Angola.

Terminou esta parte da cerimónia de Homenagem, com o descerramento da Bandeira Nacional que cobria a Placa toponímica, a que se seguiu o toque do Hino Nacional.

Concluído este, os antigos Militares que estavam presentes dirigiram-se até ao Monumento existente em Arcos de Valdevez, onde se recordam os nomes de todos os seus Cidadãos que deram as suas vidas por Portugal no decurso da Guerra do Ultramar e, na presença da representação da Delegação do Núcleo de Monção da Liga dos Combatentes, nele depositaram um Ramo de Flores, após guardar um minuto de silêncio em memória de todos os que deram as suas vidas por Portugal.»

(José Manuel de Sousa Potier; Capitão QC Artª ref, Angola 1971-73)

 

 

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