Em Memória do Soldado
Manuel Caetano Nunes (1945 – 1968)
«Na Guerra Conduta Mais
Brilhante» — Prontos Para Tudo
Há nomes que o tempo não apaga
e sacrifícios que a memória
coletiva
tem o dever sagrado de perpetuar.
Manuel Caetano Nunes, natural da
freguesia de Caria, concelho de Belmonte, é um
desses nomes. Filho de João Nunes e de Maria do
Céu Caetano, nasceu no ano de 1945 na serena
Beira Baixa, de onde partiu ainda jovem para
cumprir o dever militar ao serviço de Portugal.
Mobilizado
pelo prestigiado
Regimento de Cavalaria 3 («Dragões de Olivença»),
em Estremoz, incorporou a
Companhia de Cavalaria 1537 (CCav1537) do
Batalhão de Cavalaria 1883 («Prontos para Tudo»)
com a especialidade de
Soldado
Apontador de Metralhadora (n.º 02772065).
No dia
15 de Abril de 1966, na Gare Marítima da
Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no
navio transporte de tropas
NTT Niassa. No horizonte, deixava a sua
terra natal e a família rumo à Província
Ultramarina de Angola, onde desembarcou no porto
de Luanda a 26 de Abril de 1966.
A sua subunidade de cavalaria
foi inicialmente colocada em Quicabo e, mais
tarde, a 19 de Junho de 1967, foi transferida
para Mucussuege, no subsector do Luso, da Zona
de Intervenção Leste.
Ocorrência
Na noite de 4.ª feira, do dia
27 de Março de 1968, durante
patrulha, o
Alferes Miliciano Venâncio Marinho da Cruz,
comandante do 4.º Pelotão da Companhia de
Cavalaria 1537, foi mortalmente atingido por
rajada inimiga e veio a falecer no local, a 300
metros da escola do Lago Dilolo, na picada
Dilolo – Luacano.
Em consequência daquela emboscada
do MPLA lançada sobre as Nossas Tropas da
Companhia de Cavalaria 1537, que se encontravam
a menos de mês e meio para concluir a comissão
na Região Militar de
Angola, foram também mortalmente atingidos dois
militares (JOSÉ MARTINS
CAVACO e
Manuel Caetano Nunes), e cinco outros
ficaram feridos.
Em resultado dos ferimentos
sofridos em combate, o
Soldado Manuel Caetano Nunes veio a
falecer no dia
28 de Março de 1968. Tinha apenas
23 anos de idade.
A Honra e o
Legado
Hoje, o seu corpo repousa no
cemitério do Monte do Bispo, na sua terra natal
em Caria, concelho de Belmonte.
O seu nome perpassa as
gerações e encontra-se eternizado na lápide
de
Homenagem aos Combatentes que caíram, nos campos
de batalha por Portugal, inaugurada no
dia 10 de Junho de 2008, colocada junto ao
Monumento aos Combatentes na Vila de Belmonte
(inaugurado no dia 10 de Junho de 2005).
À memória do Soldado Manuel
Caetano Nunes, que tombou ao serviço da pátria
mas jamais será esquecido, prestamos a nossa
mais sentida e respeitosa homenagem.
Paz à sua Alma.