Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Clique
no sublinhado para visualização do
conteúdo
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Braga

São Victor
Monumento em memória dos teclenses que
combateram na guerra de Ultramar entre
1961 e 1974
Inaugurado no dia 16
de Setembro de 2016
in: «Diário do Minho»
Santa Tecla homenageia
filhos da terra que combateram no
Ultramar
BRAGA | 17 DE
SETEMBRO DE 2016
Autarcas da cidade associaram-se à
inauguração do monumento evocativo que
foi benzido pelo pároco de Santo Adrião,
Domingos Paulo Oliveira
O
Grupo Desportivo e Recreativo de Santa
Tecla inaugurou, ontem, um monumento em
memória dos teclenses que combateram na
guerra de ultramar entre 1961 e 1974. Um
momento emotivo que juntou ex-militares,
familiares, população e autarcas da
cidade, nomeadamente o presidente da
Junta de S. Victor e o vice-presidente
da Câmara de Braga.
A pretensão de erguer este memorial, em
betão, com a esfinge de um militar em
metal e uma lápide, já é antiga, mas só
agora foi possível com a ajuda da Junta
de Freguesia e do Município que
assegurou a colocação da estrutura.
Segundo o autarca de S. Victor, o
monumento resultou da vontade da
Comissão de Festas de Santa Tecla que,
apesar de estar há pouco tempo em
exercício, «tem feito muito pelo
desenvolvimento» deste lugar da cidade
de Braga.
«Puseram-nos esta pretensão nas festas
do ano passado e nós ajudamos, dentro
das nossas possibilidades, em
articulação com o Município», disse
Ricardo Silva, acrescentado que «foi
fácil» concretizar esta vontade antiga
da comissão, já que o vice-presidente da
Câmara de Braga e ex-autarca de S.
Victor, Firmino Marques, conhecia esta
vontade.
Todos os anos, nas festas em honra da
padroeira do lugar, há um tema ou uma
ação preparados pela comissão.
«O ano passado oferecemos uma imagem de
Santa Tecla à capela, este ano decidimos
homenagear todos os ex-combatentes
teclenses (vivos e falecidos) que
estiveram no Ultramar, que são cerca de
60», indicou Jorge Marques, membros da
comissão de festas.
Antes do descerramento e da bênção do
memorial, um membro do Grupo Recreativo
e Desportivo de Santa Tecla recordou
tempos antigos que marcaram a vida
daquela comunidade no largo de Santa
Tecla, onde ainda hoje sobressai um
«majestoso» sobreiro centenário que é
considerado um ex-libris do bairro.
«Aqui se realizaram as divertidas festas
anuais onde muitos emigrantes
conterrâneos mataram saudades, aqui se
jogou à bola num campo em terra e em
estrada, aqui se formaram tertúlias com
acesas discussões sobre futebol e outros
assuntos, aqui se fazia a fogueira de S.
António, aqui também se realizaram as
subidas ao "bacalhau" e o remate de
oferendas e segredinhos para angariação
de fundos», lembrou o dirigente,
acrescentando que para este contexto
social, vivido em «autêntica família»,
«muito contribuiu» o Grupo Desportivo e
Recreativo de Santa Tecla que «se
assumiu como uma verdadeira escola de
valores através de diversas atividades
que proporcionava, merecendo especial
destaque os campeonatos sobre a égide da
Juventude Operária Católica».
Na altura, foi ainda recordado Alberto
Azevedo, um educador de jovens, assim
como todos os ex-combatentes de Santa
Tecla que serviram a pátria no Ultramar
e que, nas palavras do vice-presidente
da Câmara, «são um exemplo de
cidadania», pois «onde esteve um
bracarense, um teclense, houve sempre
uma mensagem de paz e um sorriso».

