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Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monu    mentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Caldas da Rainha

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Caldas da Rainha

 

Com a colaboração do veterano Avelino Lourenço Paulo

 
Vila de Santa Catarina
 
Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar
 
2 de Julho de 2011

Santa Catarina homenageia filhos da terra que morreram no Ultramar

Uma escultura que retrata um combatente, de G3 na mão, mochila às costas, botas militares e quico na cabeça. É este o monumento aos ex-combatentes e veteranos de guerra inaugurado no passado sábado em Santa Catarina. Uma obra assinada pelo escultor beneditense Renato Franco e que pretende preservar a memória dos que combateram, e sobretudo dos que morreram nas colónias ultramarinas. Uma homenagem aos 217 filhos da terra que partiram, e sobretudo aos cinco que morreram, na luta travada entre 1961 e 1974.

Numa cerimónia onde houve quem se emocionasse, José Fialho, da delegação de Alcobaça da Associação Portuguesa de Veteranos de Guerra (APVG) defendeu que “jamais se poderão esquecer os mortos”. Já o presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina, Rui Norte Rocha, lembrou que não foram só os combatentes que sofreram com a Guerra do Ultramar. “Deixaram na margem de cá mães e esposas que ultrapassaram de forma dolorosa” aqueles anos e “várias foram as famílias que sofreram e sofrem com a perda”.

Avelino Paulo, da Comissão de Veteranos de Guerra de Santa Catarina, lembrou que as ossadas de um dos combatentes ainda estão na Guiné-Bissau, manifestando o desejo de trazer os restos mortais do conterrâneo para Portugal. Um exemplo do muito que “Portugal ainda deve àqueles que estiveram longe”, aos que defenderam a pátria com “uma entrega total”, que devem “ser um exemplo enorme para as gerações futuras”, apontou a vereadora da autarquia caldense Maria da Conceição Pereira.

A também deputada na Assembleia da República considerou que “a História ainda se está a escrever” e que “ainda estamos a uma distância muito curta para que se faça justiça” a todos os que combateram e foram afectados pela guerra ultramarina. Até lá, são extremamente importantes homenagens como a que foi feita em Santa Catarina, “uma homenagem mais do que justa, que só peca por tardia”, disse.

Em representação do Ministério da Defesa Nacional, o coronel Rui Oliveira defendeu que “um país sem memória é um país sem passado, sem presente e certamente sem futuro”. Ofereceu, por isso, a sua disponibilidade para ajudar os antigos combatentes, que tantas vezes se queixam de serem esquecidos pelo Estado.

A inauguração do monumento, marcada para as 12h00, estava integrada num dia de convívio e recordações que contou ainda com uma romagem ao cemitério local, missa concelebrada pelo pároco da freguesia, Francisco Cosme, e pelo capelão militar Joaquim Nazaré. A Força Aérea também se juntou à festa e o local do monumento foi sobrevoado por três caças. Só que à hora da passagem dos aviões, pelas 12h30, o programa das festas estava já bem atrasado e não havia praticamente ninguém para os ver passar, sendo que entidades oficiais e antigos combatentes estavam ainda dentro da igreja. O dia prolongou-se após almoço no Centro Pastoral de Santa Catarina.

Joana Fialho

in: "Gazeta das Caldas"

 

Alocução do Presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina, Rui Norte Rocha

 
 

Alocução do representante do Ministério da Defesa Nacional, Coronel Rui Oliveira

 

 

O veterano Avelino Paulo, da Comissão de Veteranos de Guerra de Santa Catarina
 

 

 

 

 
 
 
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Informação de Avelino Paulo
 
Inauguração do Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar
 
Vila de Santa Catarina, 2 de Julho de 2011, às 09H15
 
"O Programa"
 
Comissão Organizadora do Evento:
 
Avelino Paulo, Luís Madaleno e Manuel Rocha
 
Os nomes dos militares que tombaram ao serviço de Portugal e eram naturais da freguesia de Santa Catarina, concelho das Caldas da Rainha:
 
 
João Paciência de Jesus, Soldado Pára-Quedista, nasceu no dia 30 de Março de 1946, na freguesia de Santa Catarina, concelho das Caldas da Rainha, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas, para servir na Região Militar de Moçambique, integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32.
 
Tombou em combate no dia 29 de Setembro de 1968. Tinha 22 anos de idade.
 
Está sepultado na campa 12 do cemitério da freguesia de naturalidade - Imagem da campa
 
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José Batista Rosário, Soldado Atirador, nasceu na freguesia de Santa Catarina, concelho das Caldas da Rainha, mobilizado pelo Grupo de Artilharia Contra Aeronaves 2, para servir na Região Militar de Moçambique, integrado na 1.ª Companhia do Batalhão de Artilharia 7221/73.
 
Tombou em combate no dia 7 de Outubro de 1973.
 
Está sepultado no cemitério da freguesia de naturalidade
 
 
 
 
 
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José Rocha Camacho, Soldado Condutor 1634/62, nasceu na freguesia de Santa Catarina, concelho das Caldas da Rainha, mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 5, para servir no Comando Territorial Independente da Guiné, integrado na Companhia de Caçadores 413 do Batalhão de Caçadores 239.
 
Tombou em combate no dia 6 de Julho de 1963.
 
Está sepultado no cemitério da freguesia de naturalidade.
 
 
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Manuel Coito Narciso, Soldado Condutor 'Cmd' 1553/62, nasceu na freguesia de Santa Catarina, concelho das Caldas da Rainha, mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15, para servir no Comando Territorial Independente da Guiné, integrado na Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores 599.
 
Tombou em combate no dia 28 de Novembro de 1964.
 
Está sepultado no cemitério de Bissau (na campa 1248, desde do dia 30 de Novembro de 1964)
 
 
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Localização da Vila de Santa Catarina:
 
Ponto "A" - Vila de Santa Catarina
 
Ponto "B" - Caldas da Rainha
 
 
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