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Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Caminha

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Caminha

 

 

Vilar dos Mouros

 

Fonte: http://www.caminha2000.com/jornal/n556/vilardemouros.html

«Militar morto na Guerra Colonial dá nome a rua»

 

Mário Maciel Rocha, soldado morto na Guiné a 27/12/70, deu nome a uma rua na Aveleira, mercê de uma iniciativa da Associação de Combatentes, Junta de Freguesia e Câmara Municipal, cujo acto decorreu na manhã do passado dia 5 de Outubro.

 

Imagem cedida por um Veterano:

 

 

 

          

 

         

 

Paulo Pereira, vereador, e Sónia Fernandes, presidente da Junta, usaram da palavra no descerrar da placa colocada na confluência da rua com o nome do soldado comando, com a estrada da Cavada, referindo na ocasião a autarca que este propósito já constava das intenções do anterior Executivo, mas que só agora fora possível concretizar.

 

         

 

Após esta cerimónia, os presentes deslocaram-se até ao domicilio do militar homenageado, algumas centenas de metros para o interior do Lugar da Aveleira, onde foi igualmente descerrada outra placa na parede da entrada da habitação.

 

Manuel Amial, em representação da associação que esteve na base desta evocação, referiu a seguinte alocução:

 

"Neste dia 5 de Outubro de 2011, dia comemorativo da Implantação da República, e neste ano em que se comemoram os 50 anos do início da Guerra do Ultramar, estamos aqui reunidos em Vilar de Mouros para homenagear um filho desta terra que deu a vida pela defesa da pátria portuguesa.

 

O nosso amigo e camarada, soldado comando Mário Maciel Rocha, natural de Vilar de Mouros, nascido em 25.09.1948, mobilizado para a Guiné, integrando a 26.ª Companhia de Comandos, perdeu a vida em combate no dia 27.12.1970 na Guerra do Ultramar.

 

Mário Maciel Rocha, integrou uma tropa de elite, os Comandos, garboso na sua boina vermelha e ciente da sua missão, imbuída do verso latino da Eneida de Virgílio, donde os comandos retiraram o seu lema: "Audaces Fortuna Juvat", que significa "A Sorte Protege os Audazes".

 

Certamente muitas vezes entoou o seu característico grito de guerra "Mama Sumé" que em português significa "Aqui Estamos, Prontos para o Sacrifício", indiferente ao seu destino cuja sorte o não protegeu.

 

Relembro algumas normas do seu Código de Conduta como COMANDO para podermos avaliar a sua postura e a sua prática:

 

"O COMANDO ama devotadamente a sua PÁTRIA, estando sempre pronto a fazer por ela todos os sacrifícios;

 

Pratica a camaradagem e procura assegurar a solidariedade moral entre todos os seus irmãos de armas;

 

Ama as suas responsabilidades;

 

O carácter, a lealdade, a fidelidade, a obediência e a determinação são virtudes inalienáveis;

 

O COMANDO não foge ao perigo, não evita as situações que possam acarretar-lhe incómodos. Incumbido de uma missão, põe no cumprimento dela todas as suas possibilidades de actuação, todas as suas forças físicas, intelectuais e morais".

 

Esta postura e esta prática, generosa e patriótica, foram o exemplo que nos legou o soldado comando Mário Maciel Rocha!

 

Foi certamente um dos nossos melhores combatentes, dando tudo o que de melhor tinha pela Pátria - a sua própria vida!

 

Por isso é bem merecedor da nossa eterna gratidão e de ser apontado como um exemplo de coragem, de determinação e de patriotismo aos jovens de hoje de quem esperamos esforço e empenhamento no futuro do País, no momento difícil que vivemos da nossa história.

 

Merecedor também do nosso profundo respeito por ter sido um valoroso combatente de uma força de elite do nosso Exército.

 

E merecedor desta justa evocação e homenagem que a Comissão dos Combatentes, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, aqui estão a levar a efeito, na presença da comunidade, de convidados e de velhos camaradas de armas.

 

Que a placa aqui descerrada na casa onde nasceu e a toponímia dada a um Caminho com o seu nome, fiquem para sempre a lembrar a sua memória, o seu gesto heróico na defesa de Portugal e o seu exemplo de dever cumprido, pago com a sua própria vida.

 

Que nós e os nossos vindouros sejamos merecedores de tão grande exemplo e de tão grande sacrifício!

 

Que Deus guarde a sua Alma!".

 

          

 

         

 

Mário Maciel Rocha, morreu na Guerra Colonial aos 22 anos. Era casado e tinha um filho. Foi um dos oito militares do concelho falecidos durante esses treze anos de conflito armado em que a juventude portuguesa foi obrigada a participar.

 

         

 

         

 

Cinco eram de Vila Praia de Âncora, um de Arga de Cima, outro de Moledo e este agora recordado, de Vilar de Mouros.

 

Todos foram já objecto de homenagem por parte da Associação de Combatentes.

 

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