Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas

Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
do
Cartaxo

Pontével
Francisco Rodrigues da Silva

Soldado Atirador, n.º
00284967
Companhia de Cavalaria 1747
«UNOS
E FIRMES»
«ÁGUIAS NEGRAS»
Guiné: 25Jul1967 a
24Dez1967 (data do falecimento)
Louvor
colectivo
Francisco Rodrigues da Silva, Soldado Atirador, n.º
00284967, nascido no dia 26 de Junho de 1946, em
Casais dos Penedos, na
freguesia
de Pontével, concelho do Cartaxo, filho de Filipe
Francisco da Silva e de Maria
Leonilde
Mota Rodrigues, solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 –
Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para
servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;
No
dia 20 de Julho de 1967, na Gare Marítima da Rocha
do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Uíge’, integrado na Companhia de Cavalaria 1747
«UNOS E FIRMES» - «ÁGUIAS NEGRAS», rumo ao estuário
do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 25 de
Julho de 1967;
A
sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão
Mil.º de Infantaria Manuel Carlos Dias, após o
desembarque, seguiu para Farim, a fim de efectuar o
treino operacional sob orientação do Batalhão de
Caçadores 1887 (BCac1887) «AUDÁCIA LEALDADE FIRMEZA»
e seguidamente
reforçar
aquele batalhão para actuação sobre as linhas de
infiltração de Sambuiá e Sitató, até 13 de Setembro
de 1967, tendo ainda destacado pelotões para Binta e
Saliquinhedim, por períodos curtos
e
variáveis, em reforço das guarnições locais; em 14
de Setembro de 1967, foi colocada em Bissum,
assumindo a responsabilidade do respectivo subsector
em substituição da
Companhia
de Caçadores 1497 (CCac1497) e ficando integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 1876
(BCac1876) «DETERMINAÇÃO – TENACIDADE –
AGRESSIVIDADE» e depois do Batalhão de Cavalaria
1915 (BCav1915) «TIGRES» - «NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE», tendo actuado em diversas operações
realizadas nas regiões de Insumeté, Umpabá e Naga,
entre outras.
Faleceu no dia 24 de Dezembro de 1967, em Bissum, em
consequência de ferimentos em combate;
Louvor
colectvo, publicado na Ordem de Serviço n.º 23, de
28 de Janeiro de 1969, do Batalhão de Cavalaria
2915, e na Revista da Cavalaria, edição de 1969,
pág.s 123 e 124.
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COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 1747
(Ordem de Serviço n.º
23, de 28 de Janeiro de 1969, do Batalhão de
Cavalaria 2915)
Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 1747, porque, no
desempenho de todas as missões que lhe têm sido
cometidas, evidenciou grande coragem, elevada
agressividade, invulgar determinação e perfeito
espírito de missão.
Actuando numa zona de grande isolamento, onde o
inimigo faz sentir acentuadamente a sua actividade,
merece especial referência o comportamento de todo o
pessoal nas reações prontas e eficazes aos ataques
inimigos ao seu aquartelamento, o qual acabaram de
construir em circunstâncias particularmente difíceis
e onde viveram meses em muito precárias condições.
É de salientar ainda o esforço e tenacidade da
Companhia na construção, a braço, da pista para
aterragem de aviões, se tivermos em consideração
que, para levar a cabo esse trabalho, houve que
derrubar e remover cerca de 80 árvores, algumas de
grande porte.
Também a sua actuação firme e corajosa foi de
especial importância, e inequivocamente demonstrada
nas operações «Bolo Rei», «Cavalo Orgulhoso»,
«Bengalório», «Gladíolo Solitário» e «Flor Rara»,
onde demonstrou determinação e vontade de bem
cumprir as missões que lhe foram confiadas.
Havendo inicialmente apenas um pequeno núcleo de
população à volta do seu aquartelamento, graças a
uma acção psicológica desenvolvida inteligentemente,
existe hoje ali um aldeamento, em auto-defesa,
próspero e com cerca de 1800 habitantes, a maior
parte deles ex-elementos inimigos, com suas
famílias.
Deste modo, revelou-se a Companhia de Cavalaria n.º
1747 uma Unidade bem preparada, treinada e
mentalizada para o género de guerra que enfrentamos,
sendo de toda a justiça apontá-la como exemplo e
merecedora do apreço e admiração que lhe são
devidas.
(in Revista da
Cavalaria, edição de 1969, pág.s 123 e 124)
A Vila do Cartaxo,
presentemente cidade, homenageou o Heroico filho
desta terra, que no Ultramar tombou pela defesa da
integridade da Pátria:
Em sua Homenagem foi
atribuído o seu nome a um arruamento em Casais dos
Penedos, na freguesia de Pontével: