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Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Castelo Branco

 

Para visualização dos conteúdos clique em vcada um dos sublinhados que se seguem:

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Castelo Branco

 Almaceda

 

 

Almaceda

 

Fernando Dias Cristóvão

 

Furriel Mil.º de Cavalaria, n.º 07192263

 

Companhia de Cavalaria 1450

 

Batalhão de Cavalaria 1863

«PRONTOS PARA TUDO»

 

Angola: 23Out1965 a 21Set1967 (data do falecimento)

 

Louvor Colectivo

 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado existente no texto que se segue:

 

Fernando Dias Cristóvão, Furriel Mil.º de Cavalaria, n.º 07192263, nascido no ano de 1942, no lugar de Paiágua, na freguesia de Almaceda, concelho de Castelo Branco, filho de Alberto Alves Cristóvão e de Maria José Dias, solteiro;


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 14 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Cavalaria 1450 (CCav1450) do
Batalhão de Cavalaria 1863 (BCav1863) «PRONTOS PARA TUDO» [contém Actividade, Louvor Colectivo e Cruz de Guerra de 2.ª classe do Ten-Coronel Fernando Rodrigues de Sousa Costa], rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 23 de Outubro de 1965;


A sua subunidade de cavalaria, comandada, sucessivamente, pelos Capitães de Cavalaria José Manuel Lameira Machado de Faria e Jaime Anselmo Alvim de Faria Afonso, foi colocada em Teixeira de Sousa, em Dezembro de 1966, rodou para Cavungo e, em Fevereiro de 1967


Faleceu no dia 21 de Setembro de 1967, na picada de Chilombo para Lumbala, a 150 metros do destacamento de Chilombo, em consequência de ferimentos em combate;


Tinha 25 anos de idade;

 

Paz à sua Alma.


Está inumado no cemitério de Paiágua, na freguesia de Almaceda, concelho de Castelo Branco.
 

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Louvor colectivo

 

(Despacho de 6 de Junho de 1967 do

General Comandante de Região Militar de Angola)

 

BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1863


Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1863, pelo entusiasmo e invulgar interesse que tem vindo a revelar no desempenho de todas as missões que lhe foram conferidas, durante cerca de dezanove meses de comissão.


Localizado durante todo este período no Saliente do Cazombo, orientou criteriosamente as suas múltiplas
actividades adaptando-se às características geográficas e étnicas do sector, aquelas com terrenos difíceis de chana alagada e de montanha, estas com populações fortemente ligadas às autoridades tradicionais e sujeitas a uma activa propaganda do exterior.


Este Batalhão levou a efeito uma intensa actividade operacional por toda a sua vasta zona de acção, inicialmente com vista ao controle das populações e detecção dos primeiros indícios de subversão, e a partir de Maio de 1966, empenhando-se na luta contra bandos armados.


É justo referirem-se os bons resultados obtidos em muitas acções e várias operações realizadas com carácter vincadamente ofensivo e ainda na protecção das populações sujeitas às sevícias do inimigo.


Sobre este último aspecto, merece especial destaque a acção conduzida pelo Batalhão de Cavalaria n.º 1863, cujo comando inteligentemente tem envidado todos os seus esforços, em estreita colaboração com as autoridades civis, para o reordenamento das populações, em grande parte regressadas dos territórios limítrofes. Assim, começaram a surgir novas povoações em locais escolhidos e com as condições de vida necessárias à elevação social destas populações que reiniciaram uma nova vida, garantindo os seus meios de subsistência e de auto-defesa, com completa adesão à nossa missão. Simultaneamente viu-se facilitada a acção de controle destes povos, desde então subtraídos à influência e às solicitações do inimigo.


Deste modo, o Batalhão de Cavalaria n.º 1863 tem-se creditado como uma excelente Unidade, disciplinada e com elevado espírito de missão, que bem merece o reconhecimento da Região Militar de Angola que lhe é conferido neste louvor.

 
Publicado na Revista da Cavalaria, edição de 1967, pág. 206.

 

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Notícia da partida do NTT ‘Vera Cruz’, em 14Out1965

 


 

 

 

 

 

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