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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Castro Marim

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem:

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Castro Marim

 

 Odeleite-250

 

Odeleite

 

Adriano Martins Fernandes

 

Soldado Atirador Explorador, n.º 412/63

 

Companhia de Cavalaria 394

 

Batalhão de Cavalaria 399

«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 17Dez1962 a 14Jun1963 (data do falecimento)

 

Louvor Colectivo

Biografia de Adriano Martins Fernandes (1941–1963)

1. Origens e Juventude

Adriano Martins Fernandes nasceu no dia 28 de Setembro de 1941, no lugar do Caldeirão, pertencente à freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim, no Algarve. Filho de Henrique Rocha e de Maria Custódia, cresceu na envolvência rural da serra algarvia e permaneceu solteiro até ao momento da sua partida para o cumprimento do dever militar.

2. Mobilização e Viagem para o Ultramar

Ao atingir a idade militar, foi recrutado e posteriormente mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz), os prestigiados «Dragões de Olivença». Com a especialidade de Soldado Atirador Explorador (n.º 412/63), foi integrado na Companhia de Cavalaria 394 (CCav394), uma das subunidades constituintes do Batalhão de Cavalaria 399 (BCav399).

O embarque rumo ao palco de guerra deu-se em Lisboa, no dia 5 de Dezembro de 1962, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, a bordo do navio de transporte de tropas NTT ‘Uíge’. Após doze dias de navegação, Adriano Fernandes desembarcou no porto de Luanda a 17 de Dezembro de 1962.

3. O Teatro de Operações: Nambuangongo

A CCav394, comandada pelo Capitão de Cavalaria Luís Francisco Pinto de Sousa Moreira, recebeu como destino uma das zonas mais perigosas e fustigadas de Angola: o sector de Nambuangongo / Vila General Freire.

Ali, o Batalhão enfrentou condições extremas de isolamento, falta de espaço e instalações deficientes. A densa mata e o capim da região exigiam um esforço constante nas picadas, onde as emboscadas e os engenhos explosivos eram uma ameaça diária para as patrulhas e colunas de reabastecimento.

4. O Sacrifício Supremo

No dia 14 de Junho de 1963, com apenas 21 anos de idade e após cerca de seis meses de permanência em território hostil, o Soldado Adriano Fernandes faleceu em combate em Nambuangongo / Vila General Freire, em consequência dos graves ferimentos recebidos em pleno campo de batalha.

O seu corpo foi sepultado no próprio teatro de operações, encontrando-se inumado na campa n.º 19, fileira n.º 4, talhão n.º 2, do cemitério de Nambuangongo / Vila General Freire, em Angola.

Louvor Coletivo e Reconhecimento

A bravura e o estoicismo de Adriano Fernandes e dos seus camaradas de armas ficaram registados na Ordem de Serviço n.º 59 do Comando da Região Militar de Angola (12 de Julho de 1963). O Comandante do Sector D atribuiu um Louvor Coletivo ao Batalhão de Cavalaria 399, destacando:

  • O "salutar espírito de corpo, elevado moral, comunicativo entusiasmo, vincada agressividade e nítida compreensão da alta missão".

 

  • A capacidade de enfrentar com calma as situações de cerco e levar de vencida o inimigo.

 

  • O heroísmo demonstrado em operações de grande envergadura no setor, com nomes de código emblemáticos como «SEM NOME», «TOMA LÁ» e «ATÉ CHORAS» — nesta última, os grupos de combate das companhias (incluindo a CCav394) chegaram a ser comandados apenas por sargentos devido ao elevado número de oficiais subalternos feridos ou doentes, operando com uma abnegação inabalável.

«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» — O lema da sua unidade coroou o percurso deste jovem soldado algarvio que deu a vida em cumprimento do serviço militar. Paz à sua Alma.

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O seu nome está gravado no Monumento de Homenagem aos Combatentes de Alcoutim, situado na Praça da República e inaugurado no dia 10 de Junho de 2017. Adicionalmente, o seu nome consta também no Monumento de Homenagem aos Combatentes da Guerra do Ultramar em Castro Marim, inaugurado a 8 de Julho de 2017.

 

A fotografia foi extraída da Revista da Cavalaria do ano de 1963, página 43, e que foi posteriormente processada por inteligência artificial.

 

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