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Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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visualização dos conteúdos clique em
cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Évora
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW

Freguesia de Canaviais
Brás Francisco Rabadão
Brás
Francisco Rabadão, Soldado Corneteiro
n.º 956/59, natural da
freguesia de Canaviais, concelho de Évora, mobilizado pelo
Regimento de Infantaria 7, para servir na Região
Militar de Angola, integrado na Companhia
de Caçadores 189
do Batalhão de Caçadores 186 «AÇO».
Tombou em combate
no dia 22 de Fevereiro de 1963, na mata da
margem esquerda do Suege, perto da Fazenda Liberato
(área de Vista Alegre).
Está sepultado no
cemitério de Vista Alegre (Quitexe),
campa 4 (clique
aqui para visualização
do cemitério de Vista
Alegre (Quitexe), em Agosto de 1963)
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Artigo
publicado no Jornal do Exército -
Operação «Rapa-Queixos»:
Transcrição do artigo:

«Corria o
segundo ano da Companhia no mato Angolano. Uma Companhia
do «Sete de Infantaria» - II Região Militar.
Vou
narrar-vos três capítulos da sua história… três
histórias permitidas… três ocorrências vividas.
I
«BEM FAZER»
Saída pela
alta noite, ou melhor dizendo, pela baixa madrugada, a
patrulha levava, como de costume, a encabeça-la o louro
e esgalgado Rabadão: era o nosso barbeiro… nosso único e
precioso barbeiro.
A missão do
grupo era montar emboscadas sobre as passagens do «Rio
Sierra», por onde se previa a fuga dos elementos batidos
na margem oposta por tropas de outra Companhia. E quase
assim sucedeu. Só o pessoal em fuga não constituía alvo.
Vinha praticamente desarmado e no grupo só vinha um
homem. Este, ao ser capturado, reagiu de catana em
punho. Uma curta rajada provocou-lhe dois ferimentos, um
dos quais de certa gravidade. Mas, além da necessidade
de um informador daquela região, havia a considerar o
aspecto humano. E aquele pequeno grupo, revezando-se no
transporte do ferido e no aligeiramento dos camaradas
mais carregados, transportou numa tórrida tarde
africana, por mata e capim, num percurso superior a 20
km, um homem que pouco antes pertencia a uma causa
adversa, a um inimigo sempre pronto a provocar-nos os
maiores males.
II
«MAL HAVER»
Não havia
objectivo definitivo. Missão de reconhecimento da baixa
do «Rio Sierra» numa zona sobre a qual, até à altura,
eram nulas as informações. Mas o inimigo estava lá,
porquanto o acionamento pelos militares de duas
armadilhas sonoras e os consequentes avisos de «corneta»
de bambú, de vigia para vigia, bem o atestavam. No
entanto, o Rabadão quis ir à testa da patrulha, pois, -
como dizia ele - «era aí o seu lugar». E foi… E foi aí
nesse lugar, que curta e certeira rajada inimiga o foi
abater. Um tiro no joelho, outro no frágil mas «grande»
peito do enorme, esgalgado Rabadão…
Outro
soldado fora também atingido por dois tiros, mas
felizmente sem gravidade. O restante da patrulha reagiu
com prontidão lançando-se uma Secção inteira em
perseguição do inimigo que não mais foi visto.
E nem a
rapidez dos socorros, nem a boa vontade do médico, nem
as sentidas lágrimas dos seus camaradas conseguiram dar
vida àquele bravo que «quisera morrer no seu lugar» - o
primeiro. Era dos da linha da frente…
III
«O PRAZER
DOS DEUSES»
Aquela zona
do «Rio Sierra» passou a constituir para nós um almejado
objectivo.
Tínhamos
que lá ir, mas desta vez iríamos melhor informados.
Conseguimos
dois guias conhecedores da zona, localizámos
aproximadamente a base do inimigo e preparámos o golpe.
Escolhida uma noite de luar propício, foi marcada a
operação. Coincidiu com os vinte e dois meses da nossa
estadia em terras de Angola – 28 de Maio de 1963. Foi
uma operação «caseira», com pouca tropa, pois o que
interessava, com sempre, era a surpresa.
A surpresa
foi obtida, o êxito foi nosso, o «quartel» foi
destruído, a tropa ficou satisfeita.
+++++ ****
+++++
Era preciso
mandar o relatório daquela operação e era preciso
baptizá-la.
Todos se
lembraram do mesmo… Foi a operação «RAPA-QUEIXOS».
Singela mas
sincera homenagem a um heróico soldado do «Sete de
Infantaria».
SOARES LEAL
Capitão de
Infantaria»

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«Batalhão do Aço» –
BCac186 (CCS/BC6-Castelo
Branco, CCac187/RI2-Abrantes,
CCac189/RI7-Leiria,
CCac192/RI15-Tomar)
Fotos relativas ao embarque (18Jul61) em Lisboa e
desembarque (28Jul61) em Luanda:





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