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Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Faro

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Faro

 

 

Faro

 

João Manuel dos Santos Pité

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, a título póstumo

 

João Manuel dos Santos Pité, Alferes Piloto Aviador n.º 35418-L, nascido no dia 20 de Setembro de 1939, no concelho de Faro.

 

Mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado no Aeródromo Base n.º 2 (T6) - Bissalanca.

 

Tombou em combate no dia 21 de Janeiro de 1964.

 

Tinha 24 anos de idade.

 

Paz à sua Alma

 

Está inumado no cemitério concelhio da sua naturalidade.

 

Causa da morte:

 

Informação e texto do Furriel Mil.º de Cavalaria ‘Comando’ Vassalo Miranda, do GrCmds ‘PANTERAS’:

No dia 21 de Janeiro de 1964, o Alferes Piloto-Aviador João Manuel dos Santos Pité perdeu a vida em combate, na zona de Cauane, na ilha do Como. Pilotava um T6-G, com o n.º 1708 e registo USAF 51-15044, quando, com notável coragem e sentido de dever, prestava apoio aéreo à minha equipa de comandos, que se encontrava numa situação de extrema dificuldade no terreno.


Voando a muito baixa altitude, cerca de 20 metros, e sob fogo inimigo, procurava proteger-nos com o fogo das suas metralhadoras. Foi nesse momento que a sua aeronave foi atingida, acabando por se despenhar pouco depois num arrozal, não muito distante da nossa posição.


A violência do impacto com um “eurico” (elevação de terra) projetou-o para fora da carlinga, tudo indica que a morte terá sido imediata. Quando chegámos junto dos destroços, encontrámos o seu corpo deitado de costas sobre a asa direita, ainda com o capacete colocado. Apesar da brutalidade do embate, não havia sinais de incêndio. Os danos observados evidenciavam a extrema violência do acidente.


Foram testemunhas destes acontecimentos o 8.º Destacamento de Fuzileiros Especiais, sob o comando do Capitão-Tenente Alpoím Calvão, bem como o grupo de Comandos de que eu, então Furriel “Comando”, fazia parte.


A sua morte ocorreu no cumprimento do dever, num acto de coragem e dedicação que não deve ser esquecido. Permanece como exemplo maior de entrega e sacrifício ao serviço dos seus camaradas e da missão que lhe fora confiada.

 

Imagem cedida por Pedro Figueiredo

 

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