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Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Figueira da Foz

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Figueira da Foz

 

 

 

Buarcos

 

Aurélio da Silva Barbosa

 

Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 1634/64

 

Companhia de Cavalaria 789

 

Batalhão de Cavalaria 790

«SINE SANGUINE NON EST VICTORIA»

 

Guiné: 28Abr1965 a 24Jun1966 (data do falecimento)

 

Louvor Colectivo

Biografia e Memorial de Homenagem

Biografia Militar

Aurélio da Silva Barbosa nasceu no ano de 1944 no lugar do Cabo Mondego, na freguesia de Buarcos, concelho da Figueira da Foz. Filho de Manuel Barbosa e de Rosária da Silva, era solteiro quando iniciou o seu percurso militar.

No contexto da Guerra do Ultramar, foi mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) — «QUO TOTA VOGANT», historicamente apelidado como o «Regimento do Cais». Com a especialidade de Soldado Atirador de Cavalaria (n.º 1634/64), recebeu a missão de servir Portugal no Teatro de Operações da Província Ultramarina da Guiné.

A sua partida rumo ao continente africano deu-se a 23 de Abril de 1965. Na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou a bordo do Navio Transporte de Tropas (NTT) Uíge, integrado na Companhia de Cavalaria 789 (CCav789), subunidade pertencente ao Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790), unidade cujo brasão ostentava orgulhosamente o lema «SINE SANGUINE NON EST VICTORIA» (Não há vitória sem sangue).

Após cinco dias de navegação, desembarcou no estuário do Rio Geba a 28 de Abril de 1965. A CCav789 seguiu imediatamente para a região de Teixeira Pinto a fim de assumir a responsabilidade do respetivo subsector, operando de forma desdobrada com um pelotão destacado em Cacheu e uma secção em Bachile. Mais tarde, a 25 de Janeiro de 1966, a subunidade foi transferida para Binar, onde rendeu a Companhia de Caçadores 618 (CCac618). Foi no cumprimento desta exigente missão de soberania e patrulhamento que a sua jovem vida foi ceifada.

O Louvor Coletivo à Subunidade

O brio, a bravura e a exigência da comissão de serviço em que o Soldado Aurélio da Silva Barbosa participou activamente ficaram perpetuados na história militar através do Louvor Coletivo concedido à sua subunidade, publicado na Ordem de Serviço n.º 25 de 4 de Fevereiro de 1967 do Batalhão de Cavalaria 790 e registado na Revista da Cavalaria do ano de 1967 (pág. 209):

"Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 789 pelos brilhantes serviços prestados na Guiné, particularmente no último ano de comissão em que ocupou uma zona de grande actividade operacional.

Actuando em situação delicada por motivo da elevada densidade de população do seu sector, soube sempre distinguir o IN [Inimigo] do amigo, o coagido do aliciado, o verdadeiro do falso colaborador das NT [Nossas Tropas]. Assim, a par de assinalados êxitos operacionais que ocasionaram um notório enfraquecimento do IN, verificou-se um êxito ainda mais importante na recuperação das populações.

A Companhia de Cavalaria n.º 789 aliou à sua função de quadrícula uma actuação tipo intervenção, desenvolvendo a sua actividade em sectores estranhos e em proveito de outras Unidades. Os serviços prestados pela Companhia de Cavalaria n.º 789, com particular realce para o seu Grupo de Combate «Os Pumas», devem ser considerados de muito notáveis e altamente dignificantes."

24Jun2026: Homenagem em Memória do Combatente

In Memoriam: Soldado Aurélio da Silva Barbosa (1944 – 1966)

Passam hoje exatamente 60 anos desde o dia em que o Soldado Aurélio da Silva Barbosa deu o seu último suspiro em terra ultramarina. A 24 de Junho de 1966, no perigoso itinerário entre Binar e Bula, o jovem atirador de cavalaria tombou em consequência de ferimentos sofridos em combate. Tinha apenas 22 anos de idade.

Deixou para trás a brisa atlântica do seu Cabo Mondego, a sua Beira Mar e o aconchego dos seus pais, Manuel e Rosária, para cumprir uma missão da qual nunca regressaria vivo. Partiu jovem, determinado e integrado numa força que, como atesta o seu louvor de unidade, soube agir com extraordinária humanidade, brio e coragem perante as maiores adversidades do combate.

O seu corpo repousa longe da Figueira da Foz que o viu crescer, encontrando-se inumado na campa n.º 466 do Cemitério de Bissau, na Guiné. Contudo, a distância operacional e geográfica jamais apagará o seu legado.

À Pátria restará para sempre a memória do seu sangue vertido; aos seus antigos camaradas de armas da CCav789, a lembrança do amigo e herói que não voltou; e à história, o nome de um jovem que tudo deu por Portugal.

A quem serviu com bravura, integrando uma das subunidades mais dignificantes da nossa história militar, a nossa eterna e respeitosa vénia.

Honra e Glória à sua Memória!

 

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