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Monumentos aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Para
visualização do conteúdo clique no sublinhado que se segue:
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Gavião

Gavião
Memorial (no
cemitério)
Informação de um
Veterano
Inauguração de um Memorial com os nomes
dos
Combatentes falecidos em África
in
revista "Combatente", edição 351, Março
de 2010
Realizou-se o 4.° Convívio de Combatentes do Concelho do Gavião,
que contou com o apoio do
Núcleo dos Combatentes de Portalegre.
Presentes cerca de cinquenta combatentes e como convidados, além
do Presidente do Núcleo de Portalegre da
Liga dos Combatentes, o Presidente da
Câmara Municipal do Gavião e o
Presidente do Núcleo de Abrantes.
Este encontro iniciou-se
com a
inauguração de um memorial com os nomes
dos Combatentes falecidos em África, no
desempenho das suas missões. A placa
contendo o nome desses dez combatentes
foi descerrada por alguns dos seus
familiares. Foram proferidas algumas
palavras pelos Presidentes da Câmara do
Gavião e do Presidente do Núcleo de
Portalegre, louvando a memória destes
combatentes.
Seguidamente foi proferida uma missa na
Capela de Nossa Senhora dos Remédios, em
Gavião, em memoria de todos aqueles que
combateram na guerra do Ultramar e que
já faleceram.
Após estas cerimónias, foi então a altura de se rumar até à linda
Vila de Belver, onde foi servido um
almoço a todos os participantes. O
convívio encerrou com o partir do bolo
comemorativo do 4.° Aniversário.
Ficou a promessa de, para o ano, nos reunirmos no último Sábado de
Novembro, para mais um convívio.
(sublinhado nosso)


Nota da equipa UTW:
Clique no sublinhado
ou na imagem que se seguem, para visualização do
Conteúdo
Naquele memorial falta o nome do
Furriel Mil.º Armas Pesadas José António
Rodrigues, n.º 02812871.
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Fonte:
Município de Gavião
Notícia no site do
Município do Gavião
Homenagem e
Convívio de Ex-Combatentes
O concelho de
Gavião honra os seus ex-combatentes e sábado prestou-se
homenagem a todos eles, que se iniciou com uma romagem
ao cemitério em que o presidente da Câmara, Jorge
Martins, e os presidentes dos Núcleos da Liga de
Portalegre, João Barreto, e de Abrantes, Vitalino Bento
dos Santos, depositaram coroas de flores no memorial
recentemente erguido à entrada daquele espaço sagrado e
onde estão inscritos os nomes do dez gavionenses que
perderam a vida na guerra do Ultramar.
Jorge Martins
e João Barreto proferiram breves palavras nesta ocasião.
Seguiu-se, no
salão nobre dos Paços do Concelho, uma cerimónia de
entrega de 12 medalhas a ex-combatentes.
José António
Gravelho, membro da Direcção do Núcleo de Portalegre da
Liga dos Combatentes e organizador deste convívio pelo
sétimo ano e que «é para continuar», agradeceu as seis
dezenas de presenças, bem como os apoios da adega da
Quinta dos Garfos relativamente ao vinho, ao vereador
Francisco Louro e comandante dos Bombeiros pela cedência
do espaço do Quartel, e «ao presidente da Câmara que
desde a primeira hora apoia e incentiva» esta
iniciativa, sendo o Município sócio da Liga e tendo
«cedido gratuitamente um talhão no cemitério».
José António
Gravelho criticou o «nosso regime democrático» que
obriga «homens bons, jovens e com valor a ir embora ao
fim de três mandatos», quando «outros, mais medianos e
com pensões vitalícias, continuam na área do poder», e
lamentou ainda, enquanto combatente, que «o Estado não
nos reconheça plenamente».
O director do
jornal Alto Alentejo, Manuel Isaac Correia, pediu para
interromper a sessão e apresentar os nomes dos militares
de todas as freguesias de Gavião que combateram na 1a
Grande Guerra, e que evocou um a um, lendo os seus
nomes.
O jornalista
explicou que a ideia surgiu a partir de uma fotografia
recentemente entregue ao jornal para publicação na
rubrica “Imagens de sempre” por uma pessoa que não se
quis identificar, retratando essa fotografia cinco
militares combatentes de Comenda que combateram na 1a
Grande Guerra, dos quais veio a ser possível identificar
três. Posteriormente e com a «preciosa colaboração do
Arquivo Histórico Militar», a quem publicamente
agradeceu, foi possível reunir todos os nomes
apresentados (e cuja lista se publica nesta edição),
sendo certo que não se trata ainda da totalidade dos
militares que combateram nessa Guerra de 1914-18,
porquanto o trabalho de tratamento dos arquivos ainda
não está concluído.
Após a leitura
dos nomes dos 60 militares, ouviu-se um forte aplauso na
sala.
Transmissão de
valores
Foram
entregues as medalhas a 12 ex-combatentes que preenchiam
os requisitos e as solicitaram, sendo um a um chamados
por Guido França Ferreira, procedendo as entidades á
entrega das distinções.
Interveio
depois o presidente do Núcleo de Abrantes que lembrou
que «fomos obrigados a pegar em armas para defender o
nome e a bandeira de Portugal», fazendo um apelo para
que saibamos vencer o momento que atravessamos e
lembrando que a Liga «defende os valores perenes e a
transmissão dos valores», entre eles «o valor da
família», e sublinhando que na guerra «não fomos só nós»
quem sofreu, mas «as nossas namoradas, esposas e pais».
«Temos o dever
de defender os valores que os nossos pais nos deixaram e
de os transmitir com verdade aos nossos filhos e netos»,
porque é com esses valores que se ganha uma Cruz de
Guerra ou uma medalha de Comportamento Exemplar, mas em
contrapartida «hoje nas escolas perde-se o respeito
pelos professores, e os nossos pais e avós não nos
transmitiram isso».
Reserva moral
da Nação
João Barreto,
presidente do Núcleo de Portalegre da Liga dos
Combatentes, afirmou que «os combates na Índia, em
Angola, em Moçambique e na Guiné-Bissau materializaram o
fim violento de um ciclo nacional, mas que deixou, nas
picadas sangrentas então trilhadas, honra militar capaz
de abrir o caminho a uma cooperação fraterna e frutuosa
que hoje existe».
O mesmo
responsável fez referência aos militares que
recentemente têm representado Portugal noutros teatros
de operações no exterior, e evocando o percurso nobre de
todos lembra que «os combatentes são um pilar essencial
de reserva moral da Nação», defendendo que é preciso
«criar um ambiente de responsabilidade individual e
social assente em valores como os da honestidade, do
reconhecimento do mérito, da verdade e, em especial, da
honra». «Importa erguer Portugal com sentido de
inclusão, sem equecer ninguém, sem deixar ninguém para
trás», por isso «cada português tem de ser um combatente
de Portugal», e lembrou depois os deveres e os direitos
de todos os que integram a Liga dos Combatentes.
Respeito e
gratidão
«É uma honra
receber os ex-combatentes na casa da democracia e do
Poder Local», começou por dizer o presidente da Câmara,
reconhecendo que «vivemos momentos muito difíceis» mas
«sou homem de princípios e de causas» e por isso
«entendo que o devo fazer».
Agradeceu as
palavras de José António Gravelho que «acho que não são
merecidas» mas «a democracia tem destes paradoxos», no
entanto «há várias formas de servir as nossas
comunidades», assume Jorge Martins, que disse ver no
exemplo da professora Maria José Ferreira, a única
senhora presente, «um exemplo ao abraçar outras causas»
(é provedora da Santa Casa de Montargil e participa na
Universidade Sénior).
Jorge Martins
deixa a constatação de que «a nossa democracia continua
muito centralista» e «trata o Poder Local como menor».
«Vós sois
merecedores do nosso respeito e gratidão», disse
dirigindo-se directamente aos ex-combatentes, e por isso
«esta é também a vossa casa».
Depois
agradeceu a Manuel Isaac «este gesto» que relata «um
facto da nossa história local», lembrando os de Gavião
que «lutando de forma honrosa e respeitosa»
engrandecendo Portugal, e declarando que a lista
oferecida pelo director do jornal Alto Alentejo «é um
enorme contributo para que esta acção e este encontro
tenham sentido».
A concluir,
Jorge Martins salientou a importância de «cultivar os
princípios do respeito e da honra», declarando que «é
uma honra para mim estar convosco neste dia».
Maria José
Martins, emocionada, quebrou o protocolo e lembrando que
«também tenho os meus filhos longe, e apesar de hoje
haver telemóveis, isso é difícil, era muito mais
doloroso para as vossas mães por não saberem onde nem
como estavam», assumindo estar ali também representando
todas as mães e mulheres, no que foi muito aplaudida.
A celebração
eucarística presidida pelo Pe. Adelino Cardoso na
emblemática igreja de Nossa Senhora dos Remédios, que se
iniciou com a chamada de todos os dez soldados de Gavião
mortos na Guerra do Ultramar, foi outro momento alto
deste dia a que se seguiu o almoço e o convívio no
Quartel dos Bombeiros, cujas instalações foram cedidas
para o efeito..
Textos: Manuel
Isaac
Fonte:
Jornal Alto Alentejo
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