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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Guarda

Gonçalo
Armando Pereira Saraiva

Soldado Condutor
Auto-Rodas, n.º 03573565
Companhia de
Cavalaria 1602
«NEM NA MORTE
PARAMOS!»
Moçambique: 23Set1966 a 26Jul1967 (data do
falecimento)
In
Memorian: Soldado Condutor Auto-Rodas Armando Pereira
Saraiva
Homenagem e
Memória de um Herói da Pátria
26 de Julho de
1967
Preservar a
memória dos que tudo deram ao serviço de Portugal é um
dever de gratidão que o tempo não apaga. Lembramos e
honramos hoje a vida, o serviço e o supremo sacrifício
do Soldado Condutor Auto-Rodas Armando Pereira Saraiva
(n.º 03573565).
Natural
da freguesia de Gonçalo, no concelho da Guarda, e filho
de D. Beatriz Pereira Saraiva, o Soldado Saraiva partiu
jovem para o cumprimento do seu dever militar.
Mobilizado pelo prestigiado Regimento de Cavalaria 3
(RC3 – Estremoz), os «Dragões de Olivença», levou
consigo o lema «…Na guerra conduta mais brilhante»
para o rigoroso teatro de operações de
Moçambique.
No dia 24 de
Agosto de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no Navio Transporte de
Tropas (NTT) 'Império', integrado na Companhia de
Cavalaria 1602 (CCav1602) — «NEM NA MORTE PARAMOS!»
/ «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» —, rumo ao
porto
de Porto Amélia, onde desembarcou a 23 de Setembro de
1966, iniciando um exigente ciclo operacional no norte
de Moçambique.
A
sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de
Cavalaria José Rocha de Oliveira Pinto, seguiu após o
desembarque para o Chai, onde rendeu a Companhia de
Artilharia 1513 (CArt1513) do Batalhão de Artilharia
1881 (BArt1881) — «OMNIA OMNIBUS» —, assumindo de
imediato posições
estratégicas
na região, com o destaque de duas secções para a
proteção da importante ponte sobre o rio Messalo.
Sob
a alçada inicial do Batalhão de Caçadores de Porto
Amélia (Subsector BPA) e, a partir de Maio de 1967, sob
a responsabilidade do Batalhão de Caçadores 1907 (BCaç
1907) no recém-criado Subsector de Macomia (BMC), a
subunidade manteve um ritmo de atividade operacional
incessante.
A sua missão
desdobrou-se na execução de escoltas a colunas entre
Macomia, Mataca e Moja, para além de contínuos
patrulhamentos e ações de nomadização numa vasta e
complexa área de terreno — abrangendo locais como
Tchadular, Namurra, Maiva, Namua, Monte dos Oliveiras,
Singuidita, Caxengure, Nantomba, Incona, Maacha, e ao
longo das margens dos rios Messalo, Riambedo e Muirite,
bem como nos eixos rodoviários Chai – Rucia e Chai –
ponte do rio Messalo.
Durante este
período, a subunidade planeou e participou em dezenas de
operações de relevo contra a guerrilha. Destacam-se as
operações "Zero Dois", "Barrela", "Zero
Um", "Vamos Ver", "Ripagem",
"Razia", "01", "02" e a operação
"Polinómio", que culminou no desmantelamento da base
inimiga Inhambane. De salientar ainda a grande
operação "Cilindragem" — desencadeada no sector
de Mueda a Muidumbe e ao longo do rio Messalo —, bem
como a operação "Finalmente", ações de grande
envergadura que resultaram no infligimento de baixas ao
inimigo, na destruição de dezenas de acampamentos e na
apreensão de significativo material de guerra.
Contudo, apesar da
intensa iniciativa e capacidade operacional
demonstradas, a dureza do teatro de operações
manifestou-se com gravidade a 07 de Julho de 1967, data
em que a unidade foi surpreendida por uma violenta
emboscada na picada de Maiva,
sofrendo
pesadas e dolorosas baixas em combate.
Faleceu no dia 26
de Julho de 1967, nos
arredores
da Missão de Umbué, em consequência de ferimentos
sofridos em combate, altura em que a sua subunidade de
cavalaria se encontrava em diligência na Companhia de
Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 1916
(BCaç 1916) — «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» /
«FRONTEIROS DE CHAVES».
Está inumado no
Cemitério Novo de Gouveia.
Fica registada a
memória da determinação, do esforço contínuo e do
sacrifício de Armando Pereira Saraiva e de todos os
homens que integraram esta comissão no norte de
Moçambique.
Honra à sua
memória.
Paz à sua Alma.

Foto extraída da
Revista da Cavalaria de 1967, página 48, e
posteriormente processada por inteligência artificial.
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