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Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Guiné

 

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem:

 

Listagem dos mortos naturais de Guiné

 

 

José Augusto Maru Djaná


Soldado Atirador ‘Comando’, n.º 82061269


1.ª Companhia de Comandos Africanos
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»


Guiné: Jul1969 a 04Jul1970 (data do falecimento)

 

Memória e Homenagem a um Bravo:

 

Soldado ‘Comando’ José Augusto Maru Djaná


Biografia e Origens

José Augusto Maru Djaná nasceu no seio da sua terra natal, no Posto Administrativo de São José, pertencente à Circunscrição de Bissorã, na Guiné. Filho de Queda Djaná e de Binta Injai, viveu a sua juventude como solteiro antes de responder ao apelo que marcaria a sua vida e o seu legado na história militar.


O Percurso na Elite: A 1.ª Companhia de Comandos Africanos


Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné, sob os nobres lemas que ecoavam o dever e o sacrifício — «Coragem e Lealdade» e «A Lei da Vida Eterna Dilatando» —, José Augusto Maru Djaná foi integrado numa das forças mais destemidas do conflito ultramarino. O seu número mecanográfico, 82061269, passou a constar nos quadros da mítica 1.ª Companhia de Comandos Africanos.


Esta subunidade de elite, comandada pelo igualmente lendário Capitão graduado 'Comando’ João Bacar Jaló, começou a ganhar forma em Fá Mandinga a partir de 9 de Julho de 1969. Foi uma força pioneira, organizada exclusivamente com pessoal natural da Guiné e constituída com base nos Grupos de Comandos que já operavam junto dos vários batalhões.


Após um período de rigorosa preparação, o Soldado Djaná e os seus camaradas de armas iniciaram a instrução oficial a 6 de fevereiro de 1970, culminando no solene Juramento de Bandeira a 26 de abril de 1970. A companhia fixou a sua sede em Fá Mandinga, assumindo a exigente missão de subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe.


Entre 21 de Junho e 15 de Julho de 1970, a subunidade realizou o seu exigente treino operacional na difícil região de Bajocunda. Devido ao severo aumento da pressão das forças inimigas naquela área, a companhia manteve-se de imediato no terreno, em reforço ao Comando Operacional Temporário 1 (COT1), demonstrando uma resiliência inquebrável.


O Sacrifício Supremo em Combate


Foi precisamente no decurso dessa intensa atividade operacional, no dia 4 de julho de 1970, que o destino convocou o Soldado Djaná para o sacrifício último. Na estrada entre Pirada e Bajocunda, durante o cumprimento do seu dever e face ao fogo inimigo, o jovem soldado sofreu ferimentos graves em combate que lhe ditaram a morte.


José Augusto Maru Djaná tombou antes de ver a sua companhia regressar a Fá Mandinga, no final de setembro desse ano. Tinha dado tudo o que tinha.


Homenagem e Legado


O Soldado Atirador ‘Comando’ José Augusto Maru Djaná encontra-se hoje inumado no Cemitério de Bissau.


Mais do que um nome gravado no bronze de uma lápide ou nos arquivos da Guerra do Ultramar, a sua memória permanece viva como exemplo de audácia, de pertença à elite dos Comandos e de profunda entrega à sua pátria. A distância dos anos não apaga o valor do seu sangue vertido em Bajocunda.


Aos que tombaram no cumprimento do dever, a nossa eterna reverência. Que a terra lhe seja leve.


Paz à sua Alma.

 

 

 

 

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