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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Para
visualização dos conteúdos clique em
cada um dos
sublinhados que se seguem:
Listagem dos mortos naturais de
Guiné
Mamadu
Lamine Sanhá
Soldado Auxiliar de Enfermagem, n.º
82120372
Companhia de Caçadores
19
«MANDINGAS»
Comando Territorial Independente da
Guiné
«CORAGEM E LEALDADE»
«A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»
Guiné:
10 de Maio de 1973 (data do falecimento)
Mamadu Lamine Sanhá, Soldado Auxiliar
de Enfermagem, n.º
82120372,
natural de Perim, Catió, na Guiné Portuguesa, filho de
Fodé Sanhá e de Palmira Lopes, solteiro.
Mobilizado
pelo Comando Territorial Independente da Guiné «CORAGEM
E LEALDADE» - «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO» para
servir Portugal naquela Província Ultramarina, integrado
na Companhia de Caçadores 19 (CCac19) «MANDINGAS» -
«FIRMES EM GUIDAGE».
Faleceu no dia 10 de Maio de 1973, no
itinerário Guidaje - Binta, em consequência de
ferimentos em combate.
Está inumado no cemitério de Guidaje,
na Guiné Portuguesa.
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10Mai2026: HOMENAGEM
Memória e Honra:
Soldado Mamadu Lamine Sanhá (1973–2026)
Há nomes que ficam gravados no bronze
dos monumentos, mas há outros que permanecem vivos na
terra que os viu nascer e no solo que os acolheu no
descanso final.
Hoje, recordamos o Soldado Auxiliar de
Enfermagem Mamadu Lamine Sanhá, número de matrícula
82120372, um filho de Perim, Catió, que serviu com
distinção no Exército das Forças Armadas Portuguesas.
O Chamado do Dever e a Arma do
Exército
Natural das paisagens do sul da Guiné, Mamadu Lamine
Sanhá respondeu ao chamado das armas, integrando as
fileiras do Exército Português num dos períodos mais
exigentes da sua história. Atravessou o seu país para
servir no extremo norte, no sector crítico de Guidaje,
integrado na Companhia de Caçadores n.º 19 «MANDINGAS».
Nesta unidade, ele não era apenas um combatente; como
Auxiliar de Enfermagem, personificava a esperança e o
alento dos seus camaradas. Sob a farda do Exército,
levava nas mãos não só a arma para a defesa da sua
unidade, mas o estojo de primeiros socorros que
representava a diferença entre a vida e a morte para
aqueles que tombavam ao seu lado.
O Sacrifício em Guidaje
O dia 10 de Maio de 1973 ficou marcado a sangue no
itinerário Guidaje–Binta. No auge de um dos cercos mais
violentos da Guerra do Ultramar, num ambiente de fogo
cruzado e incerteza, o Soldado Mamadu Sanhá enfrentou o
perigo com a coragem silenciosa dos heróis.
Tombou em combate ao serviço das Forças Armadas
Portuguesas, fiel ao seu juramento e ao espírito de
missão da sua Arma. O pó daquela picada misturou-se com
o seu sangue, e o seu corpo ficou inumado no solo de
Guidaje, tornando-se, para sempre, parte daquela terra
que defendeu com bravura sob a bandeira que servia.
Uma Herança de Coragem
Aos seus pais, Fodé Sanhá e Palmira Lopes, e a toda a
sua descendência e conterrâneos de Perim, fica a herança
de um nome que não se apaga.
Mamadu Lamine Sanhá personifica a
lealdade e o sacrifício dos soldados guineenses que,
integrados no Exército Português, enfrentaram provações
inimagináveis com dignidade.
Que a sua memória seja preservada como um exemplo de
humanidade no meio da guerra. Que o seu nome seja
pronunciado com orgulho, pois enquanto houver quem conte
a sua história, este enfermeiro e soldado do Exército
continuará presente.
À memória de Mamadu Lamine Sanhá.
Honra e Glória.
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A Companhia de
Caçadores 19
Identificação: CCac19/CTIG
Comandantes:
Capitão de Infantaria Afonso José Carmona Teixeira
Capitão Mil.º de Infantaria José Vicente Teodoro de
Freitas
Capitão Mil.º de Infantaria Carlos Alberto Gaspar
Martinho
Capitão Mil.º de Infantaria António Eduardo Gouveia
Carvalho
Início:
01Dez1971
Extinção: princípios de
Ago1974
Síntese da Actividade Operacional
Em 01 de Dezembro de 1971, foi constituída com quadros e
algum
pessoal
especialista metropolitano e o restante pessoal natural
da Guiné, predominantemente da etnia Mandinga e na sua
grande maioria já integrante de companhias de milícias,
tendo efectuado a instrução no Centro de Instrução
Militar (CIM), em Bolama, de 06 a 31 de Dezembro de
1971.
Seguidamente, foi colocada em Guidaje, inicialmente em
reforço do Comando Operacional 3 (COP3) e da guarnição
local, com vista à realização de acções na referida
área.
Em
22 de Fevereiro de 1972, por saída da Companhia de
Caçadores 3 (CCac3), assumiu a responsabilidade do
respectivo subsector de Guidaje, ficando então integrada
no dispostivo e manobra do Comando Operacional 3 (COP3).
Em princípios de Agosto de 1974, então na dependência do
Batalhão de Caçadores 4512//72 (BCac4512/72), e de
acordo com o plano de retracção do dispositivo, foi
desactivada e extinta.
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