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Lagoa

 

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Listagem dos mortos naturais do concelho de Lagoa

 

 Estombar

 

 

Estombar

 

Manuel da Glória Silva

 Manuel-da-Gl-ria-Silva-350

Soldado Atirador Explorador, n.º 494/62

 

Companhia de Cavalaria 396

 

Batalhão de Cavalaria 399

«NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 17Dez1962 a 16Ago1963 (data do falecimento)

 

Louvor Colectivo

 

Manuel da Glória Silva, Soldado Atirador Explorador, n.º 494/62, nascido no dia 2 de Fevereiro de 1941, na RC3-2freguesia de Estombar, concelho de Lagoa, filho de José Carlos da Silva e de Catarina da Glória Silva, solteiro;


CCav396-280Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


BCav399-6No dia 5 de Dezembro de 1962, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT 'Uíge', integrado na Companhia de Cavalaria 396 (CCav396) do Batalhão de Cavalaria 399 (BCav399) «... NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 17 de Dezembro de 1962;


A sua subunidade de cavalaria, após curta permanência no Campo Militar do Grafanil, foi colocada em Quimbumbe;


Faleceu no dia 16 de Agosto de 1963, em consequência de ferimentos em combte, devido a emboscada da FNLA a escolta das Nossas Tropas a uma coluna civil no itinerário Caiengue > Nambuangongo;

 

Tinha 22 anos de idade;


Está inumado no cemitério da freguesia de Estombar, no concelho de Lagoa.

 

Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 399 – publicado no artigo 2.º da Ordem de Serviço n.º 59, do Comando da Região Militar de Angola, de 12 de Julho de 1963, e na Revista da Cavalaria do ano de 1964, páginas 90 e 91;

 

Paz sua Alma.
 

 

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Louvor Colectivo


Batalhão de Cavalaria 399


Considerado como dado por Sua Ex.ª o

General Comandante da Região Militar de Angola:
 

(Artigo 2.º da Ordem de Serviço n.º 59, do Comando da Região Militar de Angola,

de 12 de Julho de 1963)


É com o maior prazer que o Comandante do Sector D louva e felicita na sua ordem de serviço o Batalhão de Cavalaria n.º 399, com sede em Nambuangongo, pelo salutar espírito de corpo, elevado moral, comunicativo entusiasmo, vincada agressividade e nítida compreensão da alta missão que está a desempenhar, o que lhe tem permitido enfrentar com maior calma e confiança não só todas as situações de combate inclusive as de cerco, e levar sempre de vencida o mais aguerrido, mais bem armado e mais bem municiado inimigo de todo o Sector D, mas também suportar com maior abnegação e estoicismo as deficientes condições de instalação, de falta de espaço e de isolamento, a que há mais de seis meses se encontra sujeito.


A justificar ainda o elevado conceito em que esta Unidade é tida, cita-se a sua excelente actuação nas várias operações e acções em que tem tomado parte, dando-se especial relevância às Operações «SEM NOME», «TOMA LÁ» e «ATÉ CHORAS», a última das quais, este Batalhão, por ter todos os subalternos feridos ou doentes, planeou e desencadeou durante 3 dias com cinco grupos de combate das suas Companhias de Cavalaria 394 e 395, comandados apenas por sargentos e quatro grupos de combate do Batalhão de Cavalaria n.º 437, recém-chegado da Metrópole, cujos resultados se preveem de grande projecção na conduta das operações do Sector D e portanto da Região Militar de Angola.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1964, páginas 90 e 91)
 

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Resumo da acção em campanha do Batalhão de Cavalaria 399

BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 399


Comandante:

Tenente-Coronel de Cavalaria Joaquim dos Santos Alves Pereira

(Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma)


2.° Comandante:

Major de Cavalaria, Luís Clemente Pereira Pimenta de Castro
 

O Batalhão de Cavalaria 399, mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3, em Estremoz, desembarcou em Luanda, em 17 de Dezembro de 1962 e, passados alguns dias, assumiu a responsabilidade operacional de uma área que englobava Nambuangongo, Onzo, Quimbumbe, Beira Baixa, etc. Após cerca de 8 meses de permanência, foi deslocado para as áreas de Bela Vista, Teixeira da Silva, General Machado, Andulo, Caianda e Chinguar, onde se manteve até agora, quando regressa à Metrópole.


Colocado assim, inicialmente, numa região em que o inimigo se encontrava agressivo, moralizado e bem armado, demonstrando um salutar espírito de corpo, elevado moral, comunicativo entusiasmo, vincada agressividade e nítida compreensão da alta missão que tinha a seu cargo, pela acção dinâmica e eficiente do seu comandante e quadros, soube não só enfrentar com a maior calma e confiança todas as situações de combate, levando sempre de vencida o inimigo, mas também suportar com a maior abnegação e estoicismo as deficientes condições de instalação, de isolamento e de falta de espaço.


Da muito intensa actividade operacional que levou a cabo, por iniciativa própria ou integrado em directivas superiores, destacam-se as operações «TOMA LÁ», «SEM NOME», e «ATÉ CHORAS», além de numerosas nomadizações e emboscadas que tiveram marcante projecção na conduta das operações do Sector a que estava atribuído, pela desarticulação que obteve das organizações inimigas através da destruição de importantes centrais e quartéis, da produção de muitas baixas e apreensão de material.


Quando colocado na região da Bela Vista e até final da sua comissão em Angola, manifestou o Batalhão de Cavalaria n.º 399 o maior entusiasmo na pesquisa de informações, como ainda uma serena, clara e cuidadosa apreciação das notícias difundidas. Desenvolvendo desde o início uma profícua acção de assistência às populações nativas, orientada nos melhores moldes, através da execução de um plano de intensos patrulhamentos, conseguiu levar a termo uma obra a todos os títulos notável e que viria a merecer dignificantes homenagens das populações civis e autoridades administrativas com quem contactou.


Ao terminar a permanência do Batalhão de Cavalaria n.º 399 nesta Província, onde o esforço e sacrifício dos seus homens mereceu dos escalões superiores um louvor colectivo, várias referências elogiosas, 4 Cruzes de Guerra, 2 medalhas de Serviços Distintos com Palma, e elevado número de louvores, pode esta Unidade orgulhar-se de bem ter cumprido o seu dever e ser credora do reconhecimento e muito apreço da Região Militar de Angola.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1965, páginas 160 e 161)

 

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 Manuel-da-Gl-ria-Silva-920

 

 

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