Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Lousada
Lousada
À
Memória de todos os Soldados de Lousada
que morreram ao serviço de Portugal
Imagens cedidas por
Agostinho Rocha,
ex- Combatente (Moçambique)

Inaugurada no dia 25 de Abril de 2008

A notícia:
Informação de
um colaborador do portal UTW
Lousada homenageou
combatentes do Ultramar
Na passada
sexta-feira, dia 25, foi inaugurado o Monumento aos
Combatentes, numa iniciativa dos lousadenses Veteranos
de Guerra Combatentes no Ultramar. O Monumento está
situado na Rua de Santo André, junto à EB2,3 de Lousada.
A cerimónia teve início com a bênção do Monumento,
efectuada pelo Padre António Mendes Neto, capelão da
Delegação do Vale do Sousa.
António Magalhães,
lousadense, veterano de guerra e membro da Comissão
Executiva, referiu que "a ideia de implementar um
monumento de homenagem a todos os combatentes do
concelho que morreram no ultramar nas décadas de 50, 60
e 70 surge porque em 500 anos de história ultramarina
consolidamos um património histórico e humano ímpar".
Para este
ex-combatente em Angola "a opção colonial marcou o
destino da nação. O país entrou numa guerra que
constituiu, porventura, dos acontecimentos mais
marcantes da sua história, ao longo do século XX".
Ainda de acordo com
António Magalhães "os que voltaram, ilesos ou
molestados, não deixaram de sentir ter cumprido um dever
sagrado à pátria. Finda a guerra fez-se crer que
Portugal queria esquecer os seus heróis".
Na tentativa de
colmatar essa situação António Magalhães defende que "se
deve acordar os mais velhos e inculcar nos mais jovens o
sentimento de consciência nacional e o respeito pelos
seus heróis e pela sua história".
O monumento
inaugurado representa "uma homenagem aos nossos colegas
e amigos e falecidos e estamos também a recordar o
perigo, sacrifício e generosidade porque passamos".
No final da sua
intervenção António Magalhães destacou que "generosidade
foi a nossa última palavra, mas também a mais bonita.
Ela engloba tudo aquilo que de positivo, de bom, e de
por vezes fabuloso fizemos no ultramar".
O Presidente da
Câmara de Lousada, Jorge Magalhães, iniciou a sua
intervenção referindo que com a inauguração deste
monumento "cumprimos hoje uma dívida de gratidão para
com um conjunto de lousadenses que, na guerra colonial,
perderam a vida ao serviço da pátria".
O autarca referiu
também que "a homenagem que prestamos representa, pois,
um tributo da maior justiça e do máximo reconhecimento,
até porque a morte destes mais de trinta jovens
constitui uma tragédia para todos nós".
Ainda no âmbito da
homenagem prestada, Jorge Magalhães enalteceu "a
comissão promotora desta iniciativa, formada, também
ela, por antigos combatentes, por ajudar o nosso
concelho a eternizar o sacrifício destes nossos
concidadãos, que, em terras longínquas, foram as
principais vítimas de uma obstinada política colonial".
"O facto de esta
cerimónia decorrer no dia 25 de Abril assume,
igualmente, um especial significado: foi a Revolução que
terminou com a guerra, dado esta ter sido, precisamente,
a principal causa da Revolução" - destacou o Presidente
da Câmara.
Testemunhos de
ex-combatentes
António Oliveira,
Delegado da Associação Portuguesa dos Veteranos de
Guerra (APVG) de Lousada, destacou que "este monumento
perpetuará a memória dos 34 jovens lousadenses que
morreram em combate". O ex-combatente destacou ainda que
"a delegação do Vale do Sousa tem disponível serviço de
enfermagem para prestar apoio os ex-combatentes e seus
familiares".
O Presidente do
Conselho Fiscal da APVG, Carneiro Martins, deixou uma
palavra de apreço aos "obreiros deste monumento". Este
responsável referiu ainda que a Associação está
receptiva a todos os que desejem recorrer a ela "para
apresentarem os seus problemas".
A APVG esteve
representada nesta cerimónia pelo seu Presidente, Dr.
Augusto Freitas, que destacou o facto de "os medos que
foram conseguidos durante as nossas batalhas diárias
foram tantos que o silêncio da noite já não existia,
dado que era quebrado pelos tiros de metralhadoras.
Nossa guerra continua cá dentro, bem patente no nosso
imaginário".
No final da sua
intervenção fez alusão ao "monumento inaugurado
representa um marco histórico para todos nós. Ao vértice
mais alto deste triângulo representado no monumento só
chegam os heróis, e estes já partiram".
Manuel Pereirinha,
Presidente da Assembleia Geral da APVG, afirmou que
"nunca é tarde para homenagear aqueles que merecem a
nossa homenagem". A propósito do monumento inaugurado
este tem a configuração de um triângulo que representa a
honra, a memória e a responsabilidade e o círculo da
base, a vida. Reforçou ainda que "aqueles que lá
pereceram, não perderam a vida, ofereceram-na".
Para o
Tenente-Coronel Jara Franco, Director do Departamento
dos Antigos Combatentes, "o monumento que se inaugura
vem fazer justiça a todos os lousadenses, que na flor da
idade, partiram para terras longínquas e desconhecidas
para defender Portugal"
Fonte:
http://www.jornaltvs.net/noticia.asp?idEdicao=123&id=6646&idSeccao=1320&Action=noticia