Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas

Monumentos aos Combatentes e
Campas
(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos
combatentes)
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Para
visualização dos conteúdos clique em
cada um dos
sublinhados que se seguem:
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Oleiros
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para preservação
do nosso orgulho
como Portugueses, elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

Estreito
Américo das Neves Almeida

Soldado Atirador n.º
07415467
Companhia de Cavalaria 2302
Batalhão de Cavalaria
2830
«OS CENTAUROS»
Angola: 13Jan1968 a 23Ago1969 (data do
falecimento)
Louvor
Colectivo
Américo das Neves
Almeida, Soldado Atirador, n.º 07415467,
natural do Vale do Orvalho, na freguesia
de Estreito, concelho de Oleiros,
filho
de António Almeida e de Maria da
Conceição Mendes das Neves, casado com
Maria dos Santos Gonçalves;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3
(RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» -
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na Província Ultramarina
de Angola;
No
dia 04 de Janeiro de 1968, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa,
embarcou
no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na
Companhia de Cavalaria 2302 (CCav2302)
do Batalhão de Cavalaria 2830 (BCav2830)
«OS CENTAUROS», rumo ao porto de Luanda,
onde desembarcou no dia 13 de Janeiro de
1968;
Faleceu no dia 23 de Agosto de 1969, na
picada que segue para o rio Dange depois
de passar entre Trindade Branco e a
Fazenda Maria Fernanda, em consequência
do rebentamento de um engenho explosivo;
Paz à sua Alma
Está inumado no cemitério Paroquial de
Álvaro, no concelho de Oleiros.
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Louvor
Colectivo – Batalhão de Cavalaria 2830
Publicado na Ordem de Serviço, de 20 de
Fevereiro de 1970, do Comando da Região
Militar de Angola
Louvo
o Batalhão de Cavalaria n.º 2830,
porque, constituindo reserva da Região
Militar de Angola, durante a sua
comissão nesta Região Militar, se
comportou com um espírito vincadamente
ofensivo nas operações em que tomou
parte, algumas de longa duração, e em
que as suas forças foram submetidas a
esforços extraordinários, vivendo
situações de muita incomodidade, mas que
esta Unidade encarou com grande espírito
de sacrifício e elevado sentido de
missão.
Bem mentalizado para actuar num sistema
de luta que é mister adoptar contra um
inimigo bastante fluido e de
intervenções inopinadas, este Batalhão
deu sempre provas de invulgar espírito
de corpo, agindo com notável dinamismo e
agressividade, identificando-se
perfeitamente com o terreno variado onde
actuou, e com as características
especiais de cada operação ou simples
acção.
O Batalhão de Cavalaria n.º 2830
distinguiu-se, muito especialmente,
nalgumas importantes operações, e
naquelas em que deu apoio à Engenharia,
por virtude da correcta articulação e
emprego de forças, e, ainda, pela
compreensão e integração nas respectivas
missões, foi possível às tropas de
Engenharia cumprir, no tempo previsto, a
missão que lhe competia, em ritmo e
qualidade de trabalho.
A sua intensa actividade traduziu-se em
resultados muito significativos, e em
toda ela esteve patente o seu espírito
de disciplina, firme determinação e
elevado moral, tudo resultante duma bem
orientada preparação e de invulgar
dedicação e compreensão dos seus deveres
e responsabilidades, por parte dos
Oficiais e graduados que enquadraram a
Unidade.
Pelo que ficou referido, o Batalhão de
Cavalaria n.º 2830 comportou-se, na
Região Militar de Angola, de forma a ter
merecido o especial apreço dos Comandos
aos quais esteve subordinado, merecendo
que a sua brilhante actuação seja
distinguida por esta forma e apontada a
todas as Unidades como exemplo.
(in Revista da Cavalaria do ano de 1970,
página 149)
