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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos
sublinhados que se seguem
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Paços de Ferreira

Carvalhosa
José
Alberto Martins de Freitas

Soldado Atirador, n.º 03396968
Companhia de
Artilharia 2397
Batalhão ded Artilharia 2849
«CUMPRIR»
Angola: 06Ago1968 a
15Jun1970 (data do falecimento)
Biografia de José
Alberto Martins de Freitas
Um Jovem de Paços de
Ferreira na Guerra do Ultramar
José Alberto Martins de Freitas nasceu no
lugar de Aldeia Nova, na freguesia de Carvalhosa,
concelho de Paços de Ferreira. Filho de António de
Freitas e de Deolinda Martins da Silva, era um jovem
solteiro quando a História e o cumprimento do dever
militar o chamaram a servir o seu país.
Mobilização e Embarque
Integrado
na sua geração, José Alberto iniciou o seu percurso
militar no continente, sendo mobilizado pelo
Regimento de Artilharia Ligeira 5 (RAL5 – Penafiel),
unidade cujo lema «HONRA E DEVER» moldou a sua
preparação para as exigências que se seguiriam.
Ostentando o número de identificação militar 03396968,
foi destacado
como
Soldado Atirador.
A sua mobilização tinha como destino a
Província Ultramarina de Angola. No dia 25 de Julho
de 1968, na Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, despediu-se da pátria
ao
embarcar no Navio Transporte de Tropas (NTT) Niassa.
O jovem soldado partiu integrado num Grupo de Combate da
Companhia de Artilharia 2397 (CArt2397),
pertencente ao Batalhão de Artilharia 2849 (BArt2849),
que operava sob o lema «CUMPRIR».
Após doze dias de navegação, o NTT
Niassa atracou no porto de Luanda a 6 de Agosto
de 1968.
Campanha em Angola
A Companhia de Artilharia 2397, comandada
pelo Capitão de Artilharia Manuel Valentim de Oliveira
Nunes, foi colocada no setor de Tchivovo,
mantendo ainda um grupo de combate destacado em Safca.
Neste cenário de guerra, o Soldado
Martins de Freitas enfrentou as duras condições do
terreno e o perigo constante das missões de
patrulhamento e defesa, demonstrando a coragem típica
dos combatentes portugueses naquele teatro de operações.
O Sacrifício Supremo
A poucos meses de terminar a sua comissão
de serviço, o destino revelou-se trágico. No dia 15
de Junho de 1970, em Chinenga (Tchivovo), o
Soldado José Alberto Martins de Freitas foi mortalmente
ferido em combate, não resistindo aos ferimentos
recebidos em defesa dos seus camaradas e da sua
bandeira.
Falecimento:
15 de Junho de 1970 (Chinenga, Angola)
Causa:
Ferimentos em combate
Memória e Legado
O corpo do Soldado José Alberto Martins
de Freitas regressou a Portugal, repousando hoje no
cemitério paroquial de Carvalhosa, no seu concelho
natal de Paços de Ferreira.
Mais do que um número ou um nome numa
lista de caídos, José Alberto permanece na memória da
sua comunidade e da história militar portuguesa como um
exemplo de sacrifício e devoção à pátria.
Paz à sua Alma.

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