.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Penamacor

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Penamacor

 

Freguesia de Meimoa

 

 

 

Painel de homenagem aos Combatentes do Ultramar

 

No adro da Igreja Matriz de Meimoa

 

Inaugurado no dia 20 de Agosto de 2006

 

Fonte: http://senamor.blogspot.com/2009/10/encontro-dos-antigos-combatentes.html

 

As palavras do Major-General João Afonso Bento Soares, no encontro de Antigos Combatentes do Ultramar, realizado em 18 de Outubro de 2009, em Meimoa:

 

Caros Conterrâneos e Antigos Combatentes no Ultramar:
 

Uma Palavra, hoje infelizmente tão esquecida, justificaria, só por si, a presença de todos nós neste Encontro.


Essa Palavra é PÁTRIA – a nossa Pátria, o nosso Portugal.


Honrando e defendendo a sua existência – um Legado dos nossos Avós –, honramos e defendemos um Espaço Sagrado, cujas fronteiras de mais de oitocentos anos, são as mais antigas desta Velha Europa. Mas não só! Dou a palavra ao historiador Michael Harsgsor na sua obra “Portugal in Revolution”:


“Na verdade, desde o séc. III, Portugal mantém as suas fronteiras continentais praticamente intocáveis e consequentemente as mais antigas do mundo” (fim de citação).


Mas, para além desse Espaço Sagrado, lembramos e honramos prioritariamente - hoje e aqui -, a Gesta Lusa que deu “novos mundos ao Mundo”. Essa gigantesca Aventura, que foi um Devir constante da Alma Lusitana, só foi possível porque o nosso heróico Povo conseguiu gerar de entre as suas gentes, os Valentes Capitães que foram “da lei da morte libertados” ao escreverem as páginas mais gloriosas da nossa História.


Em linguagem dos nossos dias, a instituição herdeira da Missão, Ideais e Valores legadas por esses Valentes Capitães, reside nas Forças Armadas Portuguesas, último garante da soberania e independência da Nação.

 

Foi essa missão – por vezes tão dura, mas sempre nobre – que às Forças Armadas coube assumir ao longo de oito séculos de História.


Se nos concentrarmos apenas nos tempos mais recentes – o já findo séc. XX em que nascemos –, as Forças Armadas Portuguesas foram chamadas a intervir, com nossos Avós, na IGG (1914-18) e com nós próprios, décadas depois, na Guerra do Ultramar (1961-74). E estes foram anos bem duros, sem dúvida, entre “perigos e guerras esforçados”, como diria o nosso Épico imortal.


Ninguém contesta que a GUERRA – seja ela qual for, onde for e contra quem for – constitui sempre uma enorme calamidade, a todos os títulos indesejável. Mas diz a realidade histórica que é um fenómeno recorrente e tão antigo quanto a própria humanidade.


Muito bem vinda é sempre a PAZ, uma Paz justa e duradoura. Porém, não esqueçamos que já em 390 DC, o notável pensador romano Publius Renatus (Publius Flavius Vegetus Renatus) chamava a atenção para outra realidade: “Si Vis Pacem Para Bellum”, que quer dizer “Se queres a Paz, prepara a Guerra”. Ora é bem sabido como mal andaram os Povos que disso não tomaram boa nota.


Mas voltando ao que pessoalmente nos tocou enquanto Antigos Combatentes no Ultramar, nunca será demais lembrar que não foi Portugal a iniciar esse último conflito em que se viu envolvido durante 13 anos. É um facto que não foi. Aconteceu antes uma súbita acção de guerrilha que foi movida a soldo da cobiça e interesses estranhos, a qual levou o terror a portugueses indefesos (e alguns deles saídos desta nossa aldeia). A Nação foi obrigada a reagir pelo que a todos viria a exigir grandes sacrifícios. Para muitos exigiu mesmo a dádiva suprema da própria vida.


Saibamos ser dignos deles, honrando a sua memória com humildade e com respeito. É por isso e para isso que aqui estamos!


Não há outra ilação a tirar destes Encontros ou do tão representativo Painel junto ao Adro da nossa Igreja Matriz.


Nem se misture o dever cumprido, que só nos honra, com ilações ou controvérsias de qualquer outra ordem.


Com efeito, não é a esse nível que se situam estes nossos convívios de Antigos Combatentes da Meimoa.

 

Situamo-nos seguramente ao nível dos Valores visando a exaltação da nobreza do nosso Povo. Povo esse que é o “detentor das virtudes da Raça” no feliz enunciado do eminente beirão, Dr. Jaime Lopes Dias.


Do que se trata, em suma, neste nosso convívio é tão-somente de um Encontro com a nossa História.


Não me foi possível estar presente nas Reuniões anteriores por motivos graves de saúde ou de carácter inadiável. Permitam-me assim que, hoje perante vós e enquanto membro mais antigo das FA, nascido neste recanto serrano de pergaminhos milenares – a nossa MEIMOA, Princesa hodierna da Cova da Beira, como já o fora da Nutricience Romana –, permitam-me, repito, que saúde efusivamente a tão patriótica iniciativa que vem dando lugar a estes eventos.


A todos nós que nos batemos em defesa da nossa Pátria, qualquer que tenha sido o posto, lugar ou condição, cabe o conforto do dever cumprido. É a certeza deste sentimento que poderá também dar sentido ao sacrifício último dos que já não estão entre nós. E de entre estes, a quem coube a dádiva suprema, desejo evocar com especial emoção e o mais profundo respeito os combatentes da Meimoa, caídos no Ultramar ao serviço da Pátria. A eles dediquei o Soneto, que aquando do 1º Encontro, enviei ao nosso Presidente da JF, Joaquim Cabanas.


Embora nessa altura já tenha sido apresentado por especial gentileza do nosso companheiro, antigo combatente Juiz Desembargador Celestino Cabanas Bento, seja permitido que pessoalmente o recorde e reviva neste fraterno Encontro.

 

AOS ANTIGOS COMBATENTES DA MEIMOA
 

Eu te saúdo Antigo Combatente

Como espelho da Pátria que contemplo;

Revejo em ti o Portugal Valente

E quão digno da História é teu exemplo.

Aquém e Além-mar soubeste erguer
Mais alta ainda a Gesta Lusitana
Honrando o destemor e o querer
Das gentes rijas que este Povo irmana.
 

Seja este humilde verso o pedestal
Que sendo teu, o deste a Portugal,

Dádiva dum sentir que em nós ressoa

Porque é orgulho de nossos Avós.
Cale bem fundo em cada um de nós
A gratidão dos filhos da MEIMOA!

Homenagem aos Antigos Combatentes da Meimoa, lembrando os que tombaram no Ultramar ao serviço da Pátria:
 

Em Angola - Capitão Francisco Pires Bento, a 4JUL1918
Em Moçambique - Alferes João José Fonseca Nabais, a 8FEV1974

Em Angola - Sargento Manuel dos Reis, 1961 (*)
 

João Afonso Bento Soares
Major General

Meimoa aos 18 de Outubro de 2009

 

 

 

(*) - Nota cedida por um Veterano: "o Sargento Manuel dos Reis, referido como «tombado no Ultramar ao serviço da Pátria, em 1961 em Angola», não consta em base de dados alguma"

 

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo