Homenagem e Biografia:
Soldado João Simões
Um Jovem de "Rija
Têmpera" na História de Portugal
08Jul2026
Passam hoje exatamente 59 anos desde o
dia em que o Soldado João Simões deu a sua vida em
combate, na distante região de Mueda, em Moçambique.
Relembramos com profundo respeito a sua história, o seu
sacrifício e a sua eterna dedicação à Pátria.
Biografia
João Simões nasceu no ano de 1944, no
coração da freguesia de Cumeeira, concelho de Penela.
Filho de António Simões e de Alzira Mendes Santos,
cresceu numa época marcada pelas exigências e provações
que o século XX impôs a tantos jovens portugueses da sua
geração. Rapaz solteiro, viu o seu destino cruzar-se com
o dever militar quando a Guerra do Ultramar chamava por
milhares de
homens.
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Posto/Função: Soldado Apontador de Auto-Metralhadora
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Número de Identificação: n.º 95/65 – 1.ª
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Mobilização: Região Militar de Moçambique (RMM), sob
a divisa «Constans et Perpetua Voluntas»
(Vontade Constante e Perpétua)
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Unidade de Integração: Esquadrão de Cavalaria 3
(ECav3) – «Rija Têmpera»
Ao
ser integrado no Esquadrão de Cavalaria 3, João Simões
assumiu a exigente e perigosa função de Apontador de
Auto-Metralhadora, uma posição de enorme
responsabilidade na
proteção
e avanço das colunas militares pelas picadas e savanas
moçambicanas.
Infelizmente, a fatalidade da guerra
bateu-lhe à porta no dia 8 de Julho de 1967. Durante uma
ação de combate na fustigada região de Mueda, no norte
de Moçambique, o Soldado João Simões sofreu ferimentos
graves que ditaram o seu fim. Partiu com apenas 23 anos
de idade, na flor da sua juventude.
Hoje, o seu corpo repousa na terra que
o viu nascer, inumado no cemitério da freguesia de
Cumeeira, em Penela, regressado finalmente ao solo natal
após o cumprimento do seu dever.
Homenagem
"Aos que tombaram na lonjura das
terras ultramarinas, resta-nos a guarda da memória e a
gratidão eterna."
Prestar homenagem ao Soldado João
Simões é manter viva a chama de uma geração que tudo deu
sem nada pedir. Como apontador de auto-metralhadora do
Esquadrão de Cavalaria 3, ele honrou até ao último
suspiro o lema da sua unidade: demonstrou ter uma «Rija
Têmpera».
Passadas quase seis décadas, o seu
concelho de Penela e todos aqueles que prezam a história
militar de Portugal curvam-se perante a sua memória. Que
o tempo nunca apague o eco do seu nome e que o seu
sacrifício seja lembrado como um exemplo de coragem e
amor à camisola que envergava.
Paz à sua Alma.
