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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Ponte de Sor

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados que se seguem:

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Ponte de Sor

 

 

Montargil

 

Augusto Reis Ferreira

 

Soldado Atirador, n.º 05869564

 

Companhia de Caçadores 1416

«BRAVOS ATÉ AO FIM»

 

Batalhão de Caçadores 1856

«UBI GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE»

 

Guiné: 06Ago1965 a 22Jul1966 (data do falecimento)

Em Memória e Homenagem

A Memória e as Origens

Natural da freguesia de Montargil, no concelho de Ponte de Sor, Augusto Reis Ferreira era filho de José Ferreira e de Albertina Reis. Jovem e solteiro, viu o seu destino entrelaçar-se com a História de Portugal quando foi mobilizado pelo Regimento de Infantaria 1 (RI1 – Amadora) para cumprir o serviço militar na Província Ultramarina da Guiné.

O Percurso e o Dever cumprido

No dia 31 de Julho de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou a bordo do navio transporte de tropas NTT ‘Niassa’. Integrado num dos pelotões de combate da Companhia de Caçadores 1416 (CCac1416) — que adotara o lema «BRAVOS ATÉ AO FIM» —, pertencente ao Batalhão de Caçadores 1856 (BCac1856), navegou rumo ao estuário do Geba, em Bissau, onde desembarcou a 6 de Agosto de 1965.

Sob o comando do Capitão Miliciano de Infantaria Jorge Monteiro, a sua subunidade foi destacada, a 13 de Agosto de 1965, para Nova Lamego. Aí assumiu a missão de subunidade de intervenção e reserva do Batalhão de Cavalaria 705 (BCav705), substituindo a Companhia de Caçadores 817. Durante meses de exigência extrema, tomou parte em diversas acções de combate nas regiões de Bajocunda, Canquelifá, Copá e Buruntuma.

Mais tarde, em 27 de Abril de 1966, seguiu para Béli para integrar a Operação "Lumiar", e a 4 de Maio do mesmo ano assumiu a responsabilidade do subsector de Madina do Boé — uma das zonas de maior perigo e exigência operacional do teatro de operações —, com pelotões destacados em Béli e Ché-Ché. Ali, debaixo de incessantes e duras flagelações inimigas aos aquartelamentos, demonstrou a coragem e a bravura dos que cumprem o seu dever até ao limite das suas forças.

O Sacrifício Supremo

Foi no cumprimento desse dever, no teatro de operações de Madina do Boé, que o Soldado Atirador Augusto Reis Ferreira tombou em combate. No dia 22 de Julho de 1966, em consequência dos ferimentos sofridos durante um ataque inimigo ao aquartelamento, entregou a sua vida à Pátria.

Os seus restos mortais repousam hoje no Cemitério de Ponte de Sor, perto da terra que o viu nascer.

À memória do jovem de Montargil que partiu para além-mar e honrou até ao último sopro a farda que vestiu, preste-se esta justa, sentida e eterna homenagem.

Honra à sua Memória.

Paz à sua Alma.

 

 

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