Reportagem do "Porto
Canal", aquando da inauguração do Monumento aos Combatentes, no cemitério da
freguesia de Paranhos - vídeo cedido por Manuel Amaral, ex-1º Cabo 212/60 da
Companhia de Caçadores 117:
Inaugurado no dia 1 de Novembro de 2010
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Paranhos homenageia militares que
lutaram em África pela Pátria
29-Oct-2010 - 19:47
Numa iniciativa
da Junta desta Freguesia do Porto será
inaugurado dia 1 de Novembro um espaço
em sua honra e memória
A Junta de Freguesia de Paranhos (Porto,
Portugal) vai inaugurar, no dia 1 de
Novembro, pelas 14,30 horas, um espaço
destinado à inumação dos restos mortais
dos Militares da Freguesia falecidos ao
serviço da Pátria. A cerimónia contará
com a presença de algumas
individualidades civis, militares e
religiosas.
Esta iniciativa da Junta de Freguesia de
Paranhos visa prestar uma merecida e
justa homenagem aos ex-militares que
estiveram em África, no período da
Guerra do Ultramar, e cujos corpos se
encontram dispersos pelo cemitério e que
agora, se assim o quiserem os
familiares, poderão estar todos num
único local.
Embora existam mais militares ali
sepultados, neste local concebido pela
autarquia especificamente como símbolo
de uma justa homenagem, vão estar para
já nove restos mortais.
Como recentemente afirmou o ministro da
Defesa de Portugal, Augusto Santos
Silva, é sempre altura de a Pátria
homenagear “os esforços de todos”,
curvando-se “perante os que morreram e
apoiando os ex-combatentes e os
deficientes das Forças Armadas."
Aliás, também Adriano Moreira salienta
que "os soldados portugueses combateram
para não ficarem mortos na alma", o que
confirma que há muito dissera Winston
Churchill: "O carácter duma Nação vê-se
pela forma como trata os seus
veteranos".
Antes da fundação do Condado
Portucalense, a freguesia de Paranhos já
existia, sendo habitada por mouros ou
árabes que se mantiveram nesta região
até ao século X. Paranhos é, aliás, a
maior freguesia da cidade do Porto e uma
das três maiores do País.
No ano de 1123 é realizada uma doação do
padroado da Igreja de Paranhos ao Bispo
do Porto, D. Hugo por parte de D. Elvira
Trutesindes e por parte de Pio Mendes.
Do padroado doado fazia parte um grande
número de casais e quintas.
Em 1341, no século XIV, D. Afonso IV
confirma à mitra do Porto o Couto de
Paranhos, passando a jurisdição do Couto
a pertencer ao Bispo do Porto, na
altura, D. Vasco Martins. Por esta
altura, cerca de dois terços da
freguesia pertencia aos senhores do
cabido da Sé.
Entre as mais ilustres personalidades
que, na sua história, se relacionaram
com Paranhos, destacam-se:
Júlio Dinis, grande escritor do século
XIX, que viveu no n.º 323 da Rua de
Costa Cabral. Faleceu em 1871.Entre
outros romances, foi o autor de Uma
Família Inglesa. Augusto Lessa,
professor e director da antiga escola
n.º 36. Gomes Teixeira, matemático,
professor e Reitor da Universidade do
Porto. Natural da freguesia, viveu no
n.º 148 da Rua de Costa Cabral. Faleceu
no ano de 1933. Júlio Ramos, pintor, que
residiu em Paranhos durante 54 anos.
Óscar da Silva, compositor musical,
nasceu na Rua de Costa Cabral no ano de
1870. Horácio Marçal, escritor da
primeira monografia sobre uma freguesia
do Porto, intitulada “S. Veríssimo de
Paranhos – subsídios para a sua
monografia”. Fernando de Castro, homem
das letras, apaixonado pelo barroco e
por pintura.