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Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Rio Maior

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Rio Maior

 

 
Fráguas
 
Elementos cedidos pelo
PQ Pedro Castanheira
 
Daniel Rosa Neto
 
Soldado Pára-Quedista
 
Pelotão de Pára-Quedistas 111
 
Aeródromo Base n.º 2
 
Base Aérea n.º 12
 
Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné
«ESFORÇO E VALOR»
 
Guiné: 03Jul1963 a 07Fev1964 (data do falecimento)
 
PRIMEIRO PÁRA-QUEDISTA MORTO EM COMBATE NA GUINÉ
 
Daniel Rosa Neto, Soldado Pára-Quedista, nascido no dia 07 de Setembro de 1942, na freguesia de Fráguas, concelho de Rio Maior;

No dia 26 de Outubro de 1961, incorporado no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Em Setembro de 1962, concluiu o 18.º  Curso de Paraquedismo, pelo que lhe foi atribuído o brevet n.º 1707
 

Em 03 de Julho de 1963, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, integrado no Pelotão de Pára-Quedistas 111, do Aeródromo Base n.º 2, da Base Aérea n.º 12, da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR», comandado pelo Sargento Pára-Quedista Estevam Rosa Gaspar, mais tarde, a partir do dia 21 de Julho de 1964, aquele Pelotão passou a ser comandado pelo Tenente do Serviço Geral Pára-Quedista Eduardo Crespo Ramos Carreiro;

Faleceu no dia 07 de Fevereiro de 1964, na ilha do Como, em consequência de ferimentos em combate, ocorrido durante a operação ‘Tridente’.

Tinha 21 anos de idade.

Paz à sua Alma
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Da página 100 do livro “História do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12”:

[…]
A actividade operacional do pelotão de para-quedistas foi-se desenvolvendo em ritmo irregular e sem brilho; com escassos efectivos e tendo como missão principal a defesa imediata do AB 2, o pelotão comandado pelo tenente Carreiro não conseguiu resultados de vulto nas poucas operações de combate em que participou.
No dia 7 de Fevereiro de 1964, durante uma operação realizada na mata de Cachide, as tropas para-quedistas sofreram o seu primeiro morto em território guineense; numa acção de fogo, quando acorriam em auxílio de tropas do Destacamento de Fuzileiros Especiais n.º 7 que se encontravam em dificuldades devido a forte ataque lançado pelo inimigo, foi mortalmente atingido o soldado pára-quedista Rosa Neto.
[…]
 
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Da página 336 do livro “História do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12”:
 
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Em memória do Soldado Pára-Quedista Daniel Rosa Neto, publicado no Jornal “Boinas Verdes”, de 1967:
 
DANIEL ROSA NETO
SOLDADO PARA-QUEDISIA, MORTO EM COMBATE NA PROVÍNCIA DA GUINÉ, A 7 DE FEVEREIRO DE 1964.
NA ILHA DO COMO, MATA DO CACHIL.

É curioso notar como algumas expressões ditas por outra pessoa fazem despertar em nós certas recordações da nossa vida passada!...

Não passou ainda tempo demais para que me esquecesse por completo desse dia fatídico para nós «BOINAS VERDES»... 7 de Fevereiro de 1964.

…Dia de luto para as Tropas Pára-quedistas! Dia de eterno luto para quem era teu amigo... e que assistiu impotente à agonia da tua morte...

Dias de luto eterno, para quem como o sr.
Tenente CARREIRO, a quem eu vi com lágrimas nos olhos e que despiu o seu casaco camuflado para fazer uma maca, onde o teu corpo já sem vida foi transportado... Sarg. MARINHO, que ainda ajudou a retirar o teu corpo debaixo de fogo e que veio a morrer em combate na Província de Moçambique... Sarg. CARDOSO, que igualmente ajudou a retirar o teu corpo debaixo de fogo e que se recusou a sair junto de ti... Sarg. PAULINO, a quem eu vi os olhos rasos de lágrimas enquanto ajudava a transportar o teu corpo... 1.º Cabo PALMA, que era o enfermeiro do nosso Pelotão e que disse - «nada é possível fazer por ti», mais à frente caiu ferido com um tiro e não podendo ainda hoje andar... o 85/62 OLHINHOS LINDOS, que dando provas de uma coragem invulgar se negou a afastar-se do teu lado enquanto o teu corpo esteve debaixo de fogo, que recolheu dos teus lábios exangues o último suspiro e a quem tem um estúpido acidente de moto roubou a vida… o Sold. ÁGUAS, para quem cada gemido de dor teu era como se fossem lâminas de aço penetrando na sua carne e que passados oito dias mordeu o pó da terra ferido com uma bala do inimigo… e mais alguns ainda, que o tempo e a distância me fez esquecer os nomes, para todos nós esse dia foi o Dia de eterno luto!

Nesse dia morreste para o Mundo. Mas não morreste no coração daqueles que te viram tombar no meio de uma poça de lama, sangrando abundantemente de uma ferida causada por uma bala inimiga, que ouviram os teus gemidos de dor e que quando tentaram prestar-te auxílio, foram repelidos pelo intenso fogo do inimigo, que ouviram cada vez mais fracos os tens gemidos de dor… até que chegou o silêncio final…

Infelizmente, todo e qualquer auxílio que te fosse prestado seria inútil, pois tu estavas ferido de morte.

Tombaste, mas tombaste onde só os BRAVOS soldados sabem tombar... no campo da HONRA e da GLÓRIA!!!

Todos nós te recordamos com SAUDADE e CARINHO! Soubeste ser um VERDADEIRO elemento digno da família dos «BOINAS VERDES».
 
 
 
 

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